Category: Antivírus e Segurança

Hacker rouba 33 milhões de números de telefone de usuários do Authy

Hacker rouba 33 milhões de números de telefone de usuários do Authy

Usuários do Authy devem tomar cuidado com possíveis tentativas de golpe (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Twilio sofreu um ataque hacker e números de telefone de 33 milhões de usuários do aplicativo Authy foram roubados. As primeiras notícias da falha de segurança surgiram na semana passada e foram confirmadas pela empresa nesta quinta-feira (4).

Segundo um porta-voz da Twilio, agentes mal-intencionados identificaram dados associados a contas do app, incluindo números de telefone, a partir de um endpoint sem autenticação. A companhia tomou medidas para barrar requisições não autorizadas.

Authy e outros apps geram códigos de autenticação no celular (Imagem: Reprodução/Authy)

O Authy é um aplicativo para gerar códigos usados na autenticação de dois fatores, que servem para garantir que a pessoa que sabe a senha é realmente a dona daquela conta. A Twilio, responsável pelo app, diz não ter encontrado evidências de acessos a seus sistemas ou outros dados sensíveis.

Números do Authy podem ser usados em golpes

Mesmo que as contas não tenham sido comprometidas e os códigos estejam a salvo, como parece ser o caso, os números de telefone podem ser usados em golpes. Como se sabe que estas pessoas usam o Authy, criminosos podem mandar mensagens fingindo ser o aplicativo ou a Twilio.

Outra possibilidade: o golpista envia uma mensagem se passando por um serviço popular (Gmail ou Facebook, por exemplo), inventa um problema no Authy (afinal, ele sabe que a vítima usa) e pede para o usuário resetar o 2FA, mas indica um link malicioso.

A Twilio sabe disso. Por isso, a empresa pede que os usuários fiquem atentos e tomem cuidado com tentativas de phishing por SMS ou aplicativos de mensagem. Em seu site, a empresa também recomenda atualizar os aplicativos de Android e iOS para receber os updates de segurança mais recentes.

Esta não é a primeira vez que o Authy passa por um incidente de cibersegurança. Em 2022, hackers conseguiram acessar 93 contas de usuários do serviço e registrar novos dispositivos, ganhando acesso aos códigos de 2FA.

Com informações: TechCrunch, 9to5Mac
Hacker rouba 33 milhões de números de telefone de usuários do Authy

Hacker rouba 33 milhões de números de telefone de usuários do Authy
Fonte: Tecnoblog

Bots geram 42% do tráfego da web e a maior parte deles é maliciosa

Bots geram 42% do tráfego da web e a maior parte deles é maliciosa

42% do tráfego da web vem de bots e a maior parte deles é maliciosa (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um levantamento feito pela Akamai Technologies aponta que 42% do tráfego da web vêm dos bots. Não seria uma constatação preocupante se não fosse um detalhe: 65% desse total correspondem a bots maliciosos, que participam de ataques a sites, por exemplo.

A constatação faz parte da edição mais recente do relatório State of the Internet. No documento, a Akamai explica os impactos que os bots (softwares automatizados que executam tarefas específicas) podem ter sobre a web. Saiba desde já que esses impactos são predominantemente negativos.

Lojas online são mais suscetíveis a bots

O segmento mais afetado pelos bots é o de comércio eletrônico. A Akamai explica que os bots têm sido usados principalmente para “raspagem” (extração) de dados. Isso pode ser aplicado em espionagem, criação de sites falsos ou sobrecarga de servidores, por exemplo.

Há bots não maliciosos, a exemplo daqueles que são usados pelo Google para indexação de páginas. Mas até eles podem causar transtornos. Muitas vezes, o número de acessos de bots a um site é tão alto que a organização responsável acaba tendo custos adicionais com tráfego.

Com o advento da inteligência artificial, no qual serviços como ChaGPT e Google Gemini se encaixam, a situação ficou ainda mais “dramática”. Isso porque agora há numerosos bots que coletam dados para treinar ou atualizar esses mecanismos, causando ainda mais acessos indesejados aos sites afetados.

Organizações que enfrentam problemas com bots não encontram soluções simples. A própria inteligência artificial vem sendo usada por agentes maliciosos para dificultar o bloqueio de bots prejudiciais. Além disso, bloqueios muito rigorosos podem acabar impedindo a ação de bots legítimos ou benéficos.

42% do tráfego da web vem de bots e a maior parte deles é maliciosa (imagem: Thomas Jensen/Unsplash)

Bots para fraudes

O relatório da Akamai pode dar a entender que esse é um problema que diz respeito só a grandes organizações. Não é bem assim. O levantamento constatou que bots estão sendo cada vez mais direcionados a ações maliciosas como:

campanhas de phishing, quando bots copiam o conteúdo de uma loja online para criar uma versão falsa dela, por exemplo;

criação de contas fraudulentas em lojas e outros negócios online;

ataques direcionados que podem levar a vazamentos de dados;

degradação do desempenho de um site por excesso de acessos.

Note que todos esses problemas podem causar transtornos ou prejuízos aos usuários dos serviços envolvidos. E não há expectativa de melhoras. Os bots que levam a tudo isso existem devido a um único motivo: as ações maliciosas dão resultado para quem está por trás deles.

Com informações: AIM
Bots geram 42% do tráfego da web e a maior parte deles é maliciosa

Bots geram 42% do tráfego da web e a maior parte deles é maliciosa
Fonte: Tecnoblog

Brasil participa de operação da Interpol contra golpes online

Brasil participa de operação da Interpol contra golpes online

Agente da Polícia Federal realiza detenção na Operação First Light 2024 (Imagem: Divulgação/Interpol)

A prática de golpes na internet levou à prisão de 3.950 pessoas de todo o mundo, de acordo com a Interpol. O Brasil teve papel decisivo no processo de investigação, em conjunto com as autoridades de Portugal. Os agentes descobriram diversas redes de falcatrua que operavam globalmente.

O balanço final da Operação First Light 2024 foi divulgado nesta quinta-feira (dia 27/06) na França, depois de meses de trabalho. As investigações resultaram no congelamento de 6.745 contas bancárias e a apreensão de recursos no valor de US$ 257 milhões, cerca de R$ 1,4 bilhão.

Apreensão realizada pela Polícia Federal como parte da First Light 2024 (Foto: Divulgação/Interpol)

A ação foi realizada em 61 países de todos os continentes. Algumas detenções ocorreram no território nacional, conforme as fotos divulgadas pela Interpol. A Polícia Federal apreendeu notebooks, celulares, relógios, jóias, bolsas e calçados que estavam em posse dos suspeitos.

A Interpol não deu detalhes sobre a mecânica dos golpes online. Seria jogo do tigrinho ou alguma outra falcatrua recente? Não sabemos, mas estamos tentando contato com a Polícia Federal para obter mais informações.
Brasil participa de operação da Interpol contra golpes online

Brasil participa de operação da Interpol contra golpes online
Fonte: Tecnoblog

Microsoft decide adiar Windows Recall após críticas sobre segurança

Microsoft decide adiar Windows Recall após críticas sobre segurança

Microsoft decide adiar Windows Recall após críticas sobre segurança fraca (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Windows Recall foi apresentado pela Microsoft como uma grande inovação, mas tem se mostrado um verdadeiro fiasco no aspecto da segurança. É por isso que a companhia tomou uma decisão radical: ao contrário do que era previsto, os primeiros computadores Copilot+ serão lançados sem esse controverso recurso.

A promessa do Windows Recall

O Windows Recall é uma tecnologia que usa modelos de inteligência artificial para fazer capturas de tela de ações no Windows 11, criando um histórico organizado em uma linha do tempo. A proposta é permitir que o usuário recupere informações consultadas ou criadas anteriormente com buscas rápidas no sistema operacional.

A intenção inicial da Microsoft era lançar o Recall como um dos recursos mais notáveis dos notebooks categorizados como Copilot+. A principal característica dessas máquinas é atender aos requisitos mínimos de hardware para executar tarefas de inteligência artificial no Windows 11.

Marcas como Asus, Dell, Lenovo e Samsung, além da própria Microsoft com a linha Surface, lançarão notebooks Copilot+ a partir do dia 18 de junho.

Windows Recall virou polêmica

Os planos da Microsoft foram frustrados. Especialistas que analisaram o Windows Recall após o alvoroço inicial notaram que a ferramenta tem uma série de brechas de segurança.

Uma das análises mais chamativas, feita pelo especialista em segurança digital Kevin Beaumont, aponta que o Windows Recall faz registros utilizando um banco de dados baseado em texto simples. O banco de dados pode ser acessado até por usuários sem privilégios de administrador no sistema operacional.

Agentes maliciosos podem então desenvolver malwares ou até ataques direcionados com o intuito de acessar essas informações. É uma fragilidade surpreendente para um software feito por uma companhia com o porte da Microsoft.

Diante das críticas, a Microsoft decidiu lançar o Windows Recall como um recurso desativado por padrão no Windows 11. Outras medidas também foram anunciadas, como a condição de os snapshots só serem descriptografados e ficarem acessíveis quando o usuário se autenticar na ferramenta.

Mas nem isso vai valer mais.

Surface Laptop de 13,8 polegadas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Microsoft adia o Windows Recall

Nesta semana, a Microsoft desistiu da ideia de oferecer o Windows Recall junto com os primeiros notebooks Copilot+. A ferramenta não estará disponível nem mesmo para ativação manual.

O Verge explica que a decisão foi anunciada depois de Brad Smith, presidente da Microsoft, prestar depoimento ao Comitê de Segurança Interna da Câmara dos Estados Unidos, na quinta-feira (13). A sessão foi realizada para tratar de problemas de segurança digital envolvendo a Microsoft.

Ao mesmo tempo, a Microsoft tem executado um programa chamado Secure Future Initiative (SFI), que visa melhorar a segurança de seus produtos e serviços, entre outros pilares. Essa iniciativa fez a companhia aumentar as exigências de segurança no login do serviço de e-mail Outlook, só para dar um exemplo.

Diante dessas circunstâncias, é de se presumir que o nível de imaturidade do Windows Recall no aspecto da segurança tenha feito a Microsoft reconhecer que essa ferramenta não está pronta para ser lançada.

A companhia não desistiu do Windows Recall, mas desenvolverá a ferramenta com mais cuidado. Esses esforços incluem submeter a novidade a testes por participantes do programa Windows Insider em um futuro próximo.

Por ora, a ferramenta segue sem previsão de lançamento oficial.
Microsoft decide adiar Windows Recall após críticas sobre segurança

Microsoft decide adiar Windows Recall após críticas sobre segurança
Fonte: Tecnoblog

Malware misterioso fez 600 mil roteadores pararem de funcionar

Malware misterioso fez 600 mil roteadores pararem de funcionar

Malware afetou usuários do Meio-Oeste dos Estados Unidos (Imagem: Elchinator / Pixabay)

Um malware de origem não identificada foi o responsável por inutilizar cerca de 600 mil roteadores de um único provedor dos Estados Unidos, em outubro de 2023. Sem acesso à internet, os consumidores não tiveram outra opção a não ser substituir os equipamentos.

O evento foi identificado pelos pesquisadores de cibersegurança da Black Lotus Labs, que pertence à empresa Lumen. Segundo os especialistas, três modelos de roteadores foram “brickados”: ActionTec T3200S, ActionTec T3260S e Sagemcom F5380. O ataque aconteceu entre 24 e 27 de outubro de 2023 e ficou conhecido como Pumpkin Eclipse, pela proximidade com o eclipse solar ocorrido no mesmo mês e a tradicional festa de Halloween.

Clientes suspeitaram de problemas na atualização, mas o caso foi bem pior (Imagem: Emerson Alecrim / Tecnoblog)

A Black Lotus Labs diz apenas que o ataque teve como alvo equipamentos de um único provedor, sem o nomear. Segundo o Ars Technica, a descrição dos eventos bate com relatos de clientes da Windstream, que atende principalmente estados do Meio-Oeste dos EUA. Os consumidores reclamaram em fóruns online e no Reddit, suspeitando de problemas nas atualizações automáticas dos roteadores. Segundo as publicações, a conexão caiu e uma luz vermelha permaneceu acesa.

Motivação do malware é desconhecida

Curiosamente, pouco se sabe sobre o Pumpkin Eclipse. Os pesquisadores da Black Lotus Labs não encontraram a vulnerabilidade que possibilitou a ação, o que indica que os atacantes usaram uma falha “zero-day” ainda não detectada ou obtiveram credenciais para acessar uma interface administrativa.

Os responsáveis pela botnet usaram dois scripts para instalar um malware conhecido como Chalubo. A Black Lotus Labs acredita que o programa foi usado para apagar completamente o firmware dos roteadores. O payload em si não foi encontrado, o que impede determinar exatamente como isso aconteceu.

O Chalubo pode ser usado em ataques distribuídos de negação de serviço (DDoS), mas nenhum comportamento deste tipo foi observado. Também não se sabe por que a ação teve apenas um provedor como alvo. Geralmente, os agentes mal-intencionados miram um ou mais modelos de roteadores, mesmo que eles estejam sendo usados por várias empresas.

Segundo os especialistas, há poucos registros de ataques com estas características. Um deles, que ficou conhecido como AcidRain, aconteceu em 2022, quando cerca de 10 mil modems da Viasat foram desativados. O problema afetou principalmente a Ucrânia, e acredita-se que foi uma ação da Rússia antes da invasão.

Com informações: Ars Technica, Bleeping Computer
Malware misterioso fez 600 mil roteadores pararem de funcionar

Malware misterioso fez 600 mil roteadores pararem de funcionar
Fonte: Tecnoblog

Nubank e Mercado Livre testam função do Android contra golpe da mão fantasma

Nubank e Mercado Livre testam função do Android contra golpe da mão fantasma

Nubank e Mercado Livre são citados durante Google I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

O Nubank e o Mercado Livre estão entre empresas que testam uma nova e interessante função do Android contra golpes digitais. O recurso chamado de Risco de Acesso a App foi apresentado nesta semana, durante o evento Google I/O 2024, que acontece nos Estados Unidos.

Ele faz parte da API de Integridade do Google Play, a mesma que os aplicativos de smartphone utilizam para evitar outras ameaças digitais. De acordo com o Google, a ferramenta permite que um software saiba se outro app está capturando imagens da tela, exibindo algo sem que o usuário tenha autorizado ou controlando o dispositivo por completo.

Sundar Pichai faz a abertura do Google I/O 2024 (Imagem: Reprodução/Google)

A novidade prevista para o Android 15 deve se tornar particularmente interessante para no combate ao golpe da mão fantasma, que costuma chegar em formato de malware e dá acesso remoto do telefone a invasores. Ele ganhou este apelido no Brasil porque a impressão, segundo vítimas, é de que uma mão invisível está executando atividades dentro do celular.

Segundo relatos, o golpe da mão fantasma pode levar a transferências por Pix e outras movimentações que causam perdas financeiras.

Google Play pede que usuário feche apps de monitoramento antes de prosseguir (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

O Google estima que as ferramentas da API de integridade fazem com que o uso não autorizado de apps despenque 80%. O Nubank e o Mercado Livre – que além de loja online, também atua fortemente no setor financeiro com o Mercado Pago – fazem parte do chamado acesso antecipado da ferramenta.

Ainda de acordo com a empresa, 2,3 milhões de apps nocivos deixaram de ser publicados na Play Store em 2023. Cerca de 330 mil desenvolvedores foram banidos por atividades maliciosas e US$ 10 milhões foram pagos a pesquisadores de segurança que encontraram problemas na loja de apps.

No vídeo abaixo, confira recursos de segurança anunciados no Google I/O

Nubank e Mercado Livre testam função do Android contra golpe da mão fantasma

Nubank e Mercado Livre testam função do Android contra golpe da mão fantasma
Fonte: Tecnoblog

Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Força-tarefa internacional revelou a identidade de LockBitSupp, chefe do grupo de ransomware LockBit (Imagem: Divulgação/NCA)

O chefe do grupo de ransomware LockBit teve a sua identidade revelada nesta terça-feira (7). A Operação Cronos, formada por uma força-tarefa de 16 órgãos de segurança de 11 países, divulgou que o russo Dmitry Yuryevich Khoroshev, de 31 anos, comanda da organização. Segundo a investigação, Khoroshev acumulou US$ 100 milhões com os cibercrimes.

A Operação Cronos foi deflagrada em fevereiro deste ano e é liderada pela National Crime Agency (NCA), do Reino Unido. A força-tarefa conseguiu prejudicar a atividade do grupo LockBit e prender diversos membros envolvidos nos ataques de ransomware. Além da NCA, integram a força-tarefa órgãos de segurança da Alemanha, Austrália, Canadá, Finlândia, França, Estados Unidos, Japão, Países Baixos, Suécia, Suíça e Inglaterra, com apoio da Europol.

Estados Unidos pagará recompensa de US$ 10 milhões

Site do LockBit na DeepWeb foi tomado por força-tarefa em fevereiro, mas identidade do chefe foi revelado neste mês (Imagem: Reprodução/BleepingComputer)

A justiça dos Estados Unidos está oferecendo uma recompensa de US$ 10 milhões por qualquer informação que leve à captura de Khoroshev. A dificuldade é que o alvo é russo e o país não permite a extradição de seus próprios cidadãos.

Ciente dos riscos que corre, Khoroshev não deve se locomover para qualquer país com tratado de extradição com os Estados Unidos. A Austrália, os Estados Unidos e o Reino Unido publicaram sanções contra o chefe do LockBit. Se condenado, Khoroshev pode pegar até 145 anos de prisão.

A recompensa ofertada pela justiça americana é 10% do que o fundador do LockBit ganhou com ransomware desde 2019. A Operação Cronos especula que o grupo lucrou US$ 500 milhões coma atividade, sendo que Khoroshev ganhou US$ 100 milhões nesse período.

O LockBit funcionava como um “Ransomware-as-a-Service”, na qual outros cibercriminosos utilizavam o sistema do grupo para realizar os ataques. Uma porcentagem da arrecadação ficavam com o LockBit.

Segundo a NCA, os ataques ransomware que utilizam a tecnologia do LockBit caíram 73% no Reino Unido desde fevereiro, com outros países também relatando quedas desses ataques.

Com informações: Ars Technica
Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta

Chefe do ransomware Lockbit é identificado com US$ 100 milhões na conta
Fonte: Tecnoblog

Clínicas brasileiras sofrem vazamento de fotos de pacientes nus

Clínicas brasileiras sofrem vazamento de fotos de pacientes nus

Médico considerou valor do resgate “impraticável” (Imagem: Hush Naidoo/Unsplash)

Um grupo de cibercriminosos identificado como Qiulong atacou clínicas médicas com ransomware. Os hackers publicaram imagens íntimas e dados financeiros dos pacientes de consultórios de cirurgia plástica do Rio Grande do Sul e do Paraná, além de prontuários médicos de pacientes de uma clínica de saúde sexual masculina em Minas Gerais.

O Qiulong diz ter 64 gigabytes de informações sensíveis, roubadas de quatro consultórios, com fotos nuas, dados pessoais e bancários, e comunicações entre médico e paciente. Na publicação na deep web, o grupo ameaça publicar os arquivos em locais mais acessíveis, como redes sociais.

“Dr. se você se importa com a privacidade dos seus pacientes, pare de dirigir seu Mustang como um negligente e deixe de ficar em silêncio”, diz a mensagem dos criminosos. Eles também entraram em contato por meio de contas falsas no Instagram e e-mails com hospedagem fora do Brasil.

O vazamento foi descoberto pela empresa de cibersegurança ISH, que diz não ter mais informações sobre o grupo Qiulong até o momento, já que ele foi identificado recentemente.

Grupo Qiulong, responsável pelo ataque, foi identificado recentemente (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A defesa de um dos médicos que sofreu o ataque falou com a reportagem da Folha de S.Paulo e confirmou que o consultório sofreu um ataque de ransomware em dezembro de 2023. O profissional de saúde não pagou o resgate porque o valor era “impraticável”.

Segundo a advogada, o cirurgião registrou boletim de ocorrência, além de ter procurado a Justiça e o Conselho Regional de Medicina (CRM). Ela informa que um processo criminal corre em segredo desde então. O médico, porém, diz que as fotos que viu não são de seus pacientes.

FBI alerta clínicas sobre riscos de cibersegurança

Casos como este vêm crescendo também no exterior. Em fevereiro de 2023, uma clínica de cirurgia plástica de Las Vegas (Estados Unidos) sofreu uma invasão digital. Tanto o consultório quanto as pacientes foram chantageadas. Uma das vítimas diz que os criminosos queriam US$ 800 para não publicar fotos em que ela aparecia nua.

O próprio FBI emitiu um alerta para que cirurgiões plásticos e clínicas desta especialidade se protejam de tentativas de roubo de dados e extorsão. Entre as recomendações, estão limitar as informações em redes sociais, fazer uma “limpa” em listas de amigos, usar senhas complexas e ativar a autenticação de dois fatores.

Com informações: Folha de S.Paulo
Clínicas brasileiras sofrem vazamento de fotos de pacientes nus

Clínicas brasileiras sofrem vazamento de fotos de pacientes nus
Fonte: Tecnoblog

App do Nubank agora avisa quando tem ligação do banco para você

App do Nubank agora avisa quando tem ligação do banco para você

App do Nubank informa que cliente “pode confiar” na ligação (Imagem: Divulgação/Nubank)

Resumo

O Nubank lançou o recurso Chamada Verificada para informar aos seus clientes, por meio do app oficial, sobre a autenticidade de ligações recebidas do banco. A medida melhora a segurança e ajuda a combater golpes.
A verificação da chamada só é possível após o cliente atender a ligação e, em seguida, acessar o app oficial para confirmar se é uma comunicação legítima do banco. Ela também se aplica a ligações feitas por parceiros credenciados do Nubank.
A funcionalidade não é ativada caso o cliente faça a ligação para o Nubank.

O Nubank anunciou nesta quinta-feira (4) o recurso de Chamada Verificada, que informa no próprio app se a ligação que o cliente está recebendo é proveniente do banco. A ferramenta traz um novo card na tela inicial, onde mostrará se há ou não uma ligação do banco para o cliente. O lançamento do Chamada Verificada é gradual, com a previsão de chegar para todos os usuários nas próximas semanas.

O card de notificação do recurso fica na parte superior da tela, junto de outros avisos. No entanto, a confirmação da Chamada Verificada não será enviada para a barra de notificações do smartphone. É necessário que o usuário abra o aplicativo para conferir a autenticidade da chamada.

Chamada Verificada fica ativa apenas ao atender a ligação

Como explica o Nubank através do comunicado enviado a imprensa, o Chamada Verificada só informa a autenticidade da ligação após o cliente atender. Então, o usuário do banco precisa aceitar a chamada e abrir o app para confirmar que se trata de uma ligação do Nubank.

App do Nubank informa: “estamos falando com você no telefone” (Imagem: Divulgação/Nubank)

Pode ser pouco prático atender uma ligação, navegar no smartphone e abrir o app para verificar a autenticidade — este que vos escreve acha chato ter que mexer no celular em ligação. Contudo, muito mais incômodo é cair num golpe e ter que lidar com problemas bancários. Este recurso ajudará a evitar os golpes da falsa central, no qual os criminosos se passam por funcionários do banco.

O Nubank explica que o Chamada Verificada só é ativado em ligações aceitas feitas pela empresa. Chamadas realizadas por parceiros credenciados também são identificadas no recurso. No entanto, o app não ativa a função se o cliente é quem realiza a ligação. Ou seja, se você recebeu um golpe de SMS dizendo que houve uma compra não reconhecida, ligar para o número indicado na mensagem não receberá o check da Chamada Verificada.

Anatel quer identificar motivos de ligações

Empresas de telecomunicações iniciam testes do Stir/Shaken em rede aberta (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ainda nesta semana, a Anatel iniciou os testes de identificação de chamada utilizando o protocolo Stir/Shaken. A proposta deste recurso é permitir que o usuário saiba qual empresa está ligando e o motivo da ligação. Assim como o Chamada Verificada, o recurso da Anatel poderá combater tentativas de golpes. O sistema da Anatel exigirá que Apple, Motorola, Samsung, Xiaomi e outras fabricantes adaptem o app nativo de telefone para exibir as novas informações.
App do Nubank agora avisa quando tem ligação do banco para você

App do Nubank agora avisa quando tem ligação do banco para você
Fonte: Tecnoblog

Instagram Stories não carregam em nova pane da Meta hoje

Instagram Stories não carregam em nova pane da Meta hoje

Instagram passa por pane e stories não carregam – Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog

Os Stories do Instagram não carregam para parte dos usuários brasileiros no fim da tarde de hoje, dia 03/04, apenas algumas horas depois de o WhatsApp também passar por uma pane. Como você já sabe, ambas as plataformas pertencem ao conglomerado Meta, de Mark Zuckerberg.

O bug no Instagram também impacta a produção de conteúdo na rede social. O aplicativo para Android dá um aviso de que está aguardando conexão quando o usuário tenta postar Stories. Já a versão do Instagram para iPhone (iOS) fica eternamente tentando publicar fotos/vídeos que somem em 24 horas. Curiosamente, as lives estão funcionando normalmente.

Os problemas não param por aí. A equipe de redes sociais do Tecnoblog conduziu testes e notou que o feed também permanece instável na rede social. Nós não sabemos o motivo da falha.

Instagram Stories não carregam em nova pane da Meta hoje

Instagram Stories não carregam em nova pane da Meta hoje
Fonte: Tecnoblog