Category: Apple

A solidificação do tablet como um produto de nicho

A solidificação do tablet como um produto de nicho

Os tablets ainda têm o seu público. O que está ficando mais claro nos últimos anos, no entanto, é que esse público talvez não seja tão grande assim.

A solidificação do tablet como um produto de nicho (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O último relatório da empresa de inteligência de mercado IDC sobre o segmento revela uma situação complicada. O volume de vendas foi 20,5% menor do que em 2022, o que resulta no pior cenário desde 2011. Para você ter uma ideia, esse foi o ano em que o iPad 2 chegou às prateleiras.

A Apple é a líder em vendas, mas, assim como os demais grandes players do setor, vendeu menos em relação à 2022. Contribui para isso de nenhum novo iPad ter sido lançado em 2023. Já entre os tablets Android, a Samsung é a campeã.

Há várias explicações possíveis para este quadro e, como acontece com todo problema complexo, a verdade será encontrada na junção desses vários fatores. Há aspectos econômicos, de usabilidade e até mesmo de rotina dos consumidores que pesam nessa equação.

Mas o ponto principal que o novo relatório levanta é: qual é o espaço ocupado pelo tablet hoje em dia?

Sente-se, relaxe, use seu tablet

Em 2010, na apresentação o primeiro iPad, Steve Jobs demonstrou a visão da empresa para o produto. Com o tablet, o usuário podia navegar por sites de notícias, ler e responder e-mails, organizar álbuns de fotos, entre diversas outras ações.

Mas havia mais sendo comunicado ali. Jobs tirou o iPad de cima de uma mesinha, sentou-se numa poltrona, cruzou as pernas. Toda uma mise-en-scène para criar a ideia de um momento em que o indivíduo para, se desloca de sua rotina normal e dedica um tempo determinado ao novo dispositivo.

É uma experiência totalmente diferente de um smartphone, que nos acompanha o tempo todo. Não precisamos parar para usar o celular. A apresentação da Apple parecia sugerir que, com o Tablet, a ideia era essa.

Steve Jobs apresenta o primeiro iPad (Apple)

Só que os smartphones acompanharam a evolução do tablet. Eles foram se incorporando cada vez mais em nossas rotinas, ampliando suas capacidades, que passaram a englobar de tudo, do entretenimento à produtividade.

O hardware acompanhou essa evolução. Os novos modelos vinham com chips cada vez mais potentes, e até mesmo modelos intermediários passaram a ter uma boa capacidade de processamento. Para completar, o tamanho das telas também aumentou.

Quando um dispositivo que está conosco o tempo todo ganha essas características, é fácil perceber como o tablet pode acabar ficando de lado. Celulares são mais baratos, mais leves e têm uma multiplicidade de usos. O gadget que veio antes acabou se tornando a “competição” do que veio depois.

Com isso, o público vai comprando menos tablets, e aqueles que o fazem têm utilidades mais específicas em mente.

Tablet para quem precisa

No Tecnocast 324, discutimos o declínio na venda de tablets. Ao longo do episódio, e a partir de comentários de ouvintes, identificamos algumas atividades para as quais o dispositivo ainda faz sentido, e públicos que geram demanda.

Um ponto bastante mencionado é que tablets são bons para leitura. Mais confortáveis do que smartphones ou e-readers — vale lembrar que a tela e-Ink de um Kindle não exibe cores —, eles são uma ótima pedida para quem precisa ler artigos e textos em PDF, como estudantes de várias faixas etárias.

O consumo de mídia é outra frente importante. Os celulares também avançaram bastante nesse sentido, mas as telas maiores dos tablets geram uma experiência melhor para assistir filmes e séries.

Há também profissionais de edição de vídeo e áudio, e até programadores para os quais o tablet é um importante meio de trabalho. Para esses casos, o iPad é a opção mais natural. O produto da Apple é o que conta com a maior quantidade de aplicativos para essas áreas.

Galaxy Tab S9 FE Plus tem tela de 12,4 polegadas (Imagem: Divulgação/Samsung)

Outro público para o qual tablets são importantes é o de pais de crianças pequenas. O dispositivo é melhor do que um smartphone para fornecer alguma distração para os filhos.

A questão é que, por mais que estes grupos enxerguem valor no tablet, os resultados do ano passado tornam difícil classificá-lo como um produto de massa. Trata-se de um dispositivo não essencial, cujos diferenciais diminuíram aos olhos do grande público devido à evolução dos smartphones.

O mais provável é que o tablet continue existindo, mas agora encarado mais explicitamente como um produto de nicho.
A solidificação do tablet como um produto de nicho

A solidificação do tablet como um produto de nicho
Fonte: Tecnoblog

iPhone 15 Pro de 512 GB está no menor preço histórico

iPhone 15 Pro de 512 GB está no menor preço histórico

Preço do iPhone 15 Pro no Kabum é o menor já registrado (Imagem: Thássius Veloso / Tecnoblog)

O preço do iPhone mais recente já está começando a cair no varejo brasileiro, cerca de cinco meses após seu lançamento. No Kabum, o iPhone 15 Pro de 512 GB sai por R$ 8.699,99, o menor já registrado nas lojas nacionais. O smartphone tem estrutura de titânio, chip A17 Pro e câmera tripla, com zoom óptico de 3x.

O iPhone 15 Pro chegou ao mercado brasileiro em setembro de 2023. Na loja oficial da Apple, ele custa R$ 11.599. No Kabum, ele sai por R$ 8.699,99 à vista no Pix ou em 1x no cartão. Outra opção é parcelar em até 10x sem juros no cartão; neste caso, o preço é e R$ 9.157,88.

Quem procura um iPhone mais em conta tem opções de modelos mais simples. O iPhone 15 Plus de 256 GB está por R$ 6.699,99 à vista no Kabum, menor preço dos últimos 40 dias, segundo o monitor de preços do Zoom. Já o iPhone 15 de 256 GB sai por R$ 5.999 no Pix na Fast Shop.

Achados do TB
Mas sabe quem ficou sabendo dessa oferta muito antes de você? Os membros dos grupos do Achados do TB no Telegram ou WhatsApp. Quem participa dos nossos canais tem acesso a uma curadoria quase diária das melhores promoções em itens de tecnologia do varejo. Sem “metade do dobro” e nem produtos que não valem a pena, tudo passa pela cuidadosa curadoria de ofertas do Tecnoblog.

Destaques do iPhone 15 Pro

A linha iPhone 15 é a mais recente da Apple, e o Pro é o mais avançado entre os smartphones de 6,1 polegadas da empresa — acima dele, só o iPhone 15 Pro Max, com tela de 6,7 polegadas.

Uma das novidades do modelo foi o uso do titânio na estrutura do aparelho. O material é mais leve e mais resistente que o aço inox usado anteriormente, permitindo que o smartphone seja mais compacto sem precisar diminuir a tela.

Outro ponto importante é o chip A17 Pro, exclusivo do iPhone 15 Pro e Pro Max. Ele é fabricado usando litografia de 3 nanômetros e tem GPU com seis núcleos, que promete entregar até 20% mais velocidade em tarefas envolvendo gráficos.

Um diferencial do modelo Pro é a câmera tripla: ele vem com uma lente de zoom óptico de 3x, que permite aproximar o objeto sem perder qualidade.

A safra de 2023 dos iPhones também trouxe uma mudança que era aguardada por muita gente: o iPhone 15 Pro e os demais modelos da linha vêm com porta USB-C, a mesma encontrada em vários outros aparelhos, como smartphones de outras marcas e notebooks. Vai ficar mais fácil achar carregador quando você precisar.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.iPhone 15 Pro de 512 GB está no menor preço histórico

iPhone 15 Pro de 512 GB está no menor preço histórico
Fonte: Tecnoblog

Galaxy AI já pode ser testado no iPhone; veja como

Galaxy AI já pode ser testado no iPhone; veja como

Aplicativo Try Galaxy recebeu atualização para testar a Galaxy AI e One UI 6.1 (Imagem: Divulgação/Samsung)

A Samsung liberou a nova versão do Try Galaxy, web app que mostra recursos dos seus celulares nos iPhones. Desta vez, o destaque vai para os recursos de inteligência artificial do Galaxy AI. Os usuários do smartphone da Apple podem visualizar uma demonstração dessa tecnologia, além de conhecer outras novidades da One 6.1, interface do Galaxy S24 baseada no Android 14.

As simulações do Galaxy S24 e seus recursos não são totalmente interativos. O web app permite tocar em alguns botões e acessar galeria de fotos ou app de mensagens, para que a pessoa conheça a One UI. Outros recursos são apresentados por meio de vídeos. O Try Galaxy só está disponível para iPhone 7 ou posterior.

Try Galaxy mostra novidades de fotografia e tradutor

Try Galaxy mostrando remasterização de foto com Galaxy AI (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os principais recursos destacados pelo vídeo do Try Galaxy são as melhorias para fotos e o tradutor em tempo real — todos eles utilizando a potência do Galaxy AI. Numa parte da demonstração, o app mostra como a inteligência artificial pode ser usada para remasterizar uma fotografia. Aqui, a Samsung também aproveita para exibir para o usuário de iPhone o design da galeria e mais informações de uma foto.

Uma parte da simulação exibe a funcionalidade de tradução em tempo real. A promessa da Samsung com essa ferramenta é facilitar a comunicação entre pessoas que não falam o idioma. A demonstração da sul-coreana exibe a tradução em ação durante uma conversa via texto e outra em uma ligação.

Tradução em tempo real do Galaxy AI é um dos destaques do Try Galaxy (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Try Galaxy ainda mostra como funciona o Samsung Health, aplicativo de saúde e bem-estar da Samsung. Este app da Samsung é rival direto do Saúde, aplicativo com mesmo foco e nativo do iPhone.

Samsung já levou Galaxy S23 e Z Fold 5 para o iPhone

Antes do Galaxy AI, algumas das demonstrações apresentadas no Try Galaxy tiveram relação com o Galaxy S23 e o Galaxy Z Fold 5. No primeiro caso, a proposta do app (uma bela jogada promocional da Samsung) era idêntica a esta do Galaxy AI, com destaque para a nova câmera, o Nightography e a One UI 5.1.

Já no caso do Galaxy Z Fold 5, era necessário usar dois iPhones para testar o dobrável da Samsung. Nesse exemplo, o usuário conseguia visualizar os recursos multitarefas e até ver a FlexCam, funcionalidade de dobrar a tela para ajustar o ângulo de captura.

Com informações: SamMobile
Galaxy AI já pode ser testado no iPhone; veja como

Galaxy AI já pode ser testado no iPhone; veja como
Fonte: Tecnoblog

Tela Aqua Touch do OnePlus 12 mostra a falta de inovação no display do iPhone 15 Pro

Tela Aqua Touch do OnePlus 12 mostra a falta de inovação no display do iPhone 15 Pro

O OnePlus 12 foi lançado no mercado global em janeiro e, após ser desmontado em um vídeo, agora ele está passando por um teste incomum para avaliar a sua tela Aqua Touch que diz funcionar bem até na chuva. Para isto, o canal JerryRigEverything do YouTube resolveu comparar como ele se comporta ao lado do Galaxy S24 Ultra e do iPhone 15 Pro.Para testar a tela Aqua Touch, o youtuber dá duas borrifadas de água sobre a tela de cada celular e tenta digitar algo usando o teclado de cada um. O OnePlus 12 e o Galaxy S24 Ultra conseguem detectar os toques sem problemas mesmo com a água dificultando o trabalho.

Desta forma, o Galaxy S24 Ultra tem uma tecnologia similar, embora a Samsung não a mencione. Infelizmente não podemos dizer o mesmo do iPhone 15 Pro, pois é impossível digitar algo com a tela dele molhada. Isto é bastante decepcionante para um smartphone com resistência a água.O OnePlus 12 ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.Clique aqui para ler mais

Tela Aqua Touch do OnePlus 12 mostra a falta de inovação no display do iPhone 15 Pro
Fonte: Tudocelular

PlayStation: usuários poderão fazer login na conta usando chaves de acesso pelo Android e iOS

PlayStation: usuários poderão fazer login na conta usando chaves de acesso pelo Android e iOS

A Sony confirmou que passará a suportar chaves de acesso — também conhecidas como “passkeys” — para que usuários possam fazer login sem senha em suas contas do PlayStation. O anúncio da nova funcionalidade ocorreu na última quarta-feira (21) através do perfil de suporte da marca no X (Twitter).

Com as chaves de acesso, os usuários poderão entrar em suas contas nos consoles, sites e aplicativos do PlayStation. Ao ativar essa função nas configurações da conta, será possível fazer login através do método de bloqueio de seu dispositivo com Android ou iOS — seja uma impressão digital, biometria facial, senha, padrão ou PIN.Chaves de acesso são consideradas mais seguras que outras formas de login. Sem uma senha para a conta, a única forma de acessá-la é utilizando a autenticação do celular. Além disso, chaves de acesso não dependem de códigos enviados por SMS, que poderiam ser interceptados em ataques hacker mais sofisticados.Clique aqui para ler mais

PlayStation: usuários poderão fazer login na conta usando chaves de acesso pelo Android e iOS
Fonte: Tudocelular

iPhone 15 Plus é o melhor celular da Apple para comprar? Análise / Review

iPhone 15 Plus é o melhor celular da Apple para comprar? Análise / Review

O iPhone 15 Plus é o modelo menos popular entre os recentes lançamentos da Apple, mas será que ele é realmente dispensável ou traz bons atrativos comparado aos demais? Vamos descobrir isso nesta análise.

Para muitos, o modelo Plus não passa de apenas uma versão grande do modelo tradicional. E isso realmente chega a ser verdade, já que a Apple não diferencia os seus dois modelos como a Samsung faz com a linha S. Ainda assim, temos novidades comparado ao antecessor com o novo entalhe chamado de Ilha Dinâmica.

A tela de 6,7 polegadas ganhou mais alguns pixels por conta do menor recorte e seu brilho máximo foi aprimorado. O painel Super Retina XDR OLED ainda traz taxa de atualização de apenas 60 Hz, o que é decepcionante pelo preço a se pagar pelo topo de linha da Maçã. Pelo menos em exibição de cores temos uma experiência exemplar. O som estéreo está menos potente, mas ainda entrega excelente qualidade sonora. O Apple iPhone 15 Plus está disponível na Kabum por R$ 5.999 e na Amazon por R$ 6.554. O custo-benefício é bom e esse é o melhor modelo nessa faixa de preço. Para ver as outras 48 ofertas clique aqui. (atualizado em 21 de February de 2024, às 10:42)Clique aqui para ler mais

iPhone 15 Plus é o melhor celular da Apple para comprar? Análise / Review
Fonte: Tudocelular

O tablet em declínio

O tablet em declínio

Em 2023, o mercado de tablets sofreu um baque. Os maiores players do segmento tiveram quedas significativas nas vendas, que registraram o menor volume desde 2011. Parte do motivo desse declínio é econômico, mas a questão vai muito além disso, levantando dúvidas sobre a relevância do formato num cenário em que smartphones já conseguem fazer tanta coisa.

O tablet em declínio (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

No episódio de hoje, conversamos sobre o que anda acontecendo no mercado de tablets. Teriam eles se tornado produtos de nicho, ou será que sempre tiveram essa característica? E, entre as principais empresas que ainda apostam no formato, quais são os destaques e o que ainda deixa a desejar? Dá o play e vem com a gente!

Participantes

Thiago Mobilon

Thássius Veloso

Josué de Oliveira

Paulo Barba

Mande seu recado

Grupos da Caixa Postal do Tecnocast:

Telegram: t.me/caixapostaltecnocast

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Você pode mandar comentários (inclusive em áudio, vai que você aparece no Tecnocast?), dúvidas, críticas e sugestões. Participe!Se preferir, você também pode se comunicar conosco pela Comunidade e através do e-mail tecnocast@tecnoblog.net.

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Créditos

Produção: Josué de Oliveira

Edição e sonorização: Ariel Liborio

Arte da capa: Vitor Pádua

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O tablet em declínio

O tablet em declínio
Fonte: Tecnoblog

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Pesquisadores propõem a criação de kill switches para inteligências artificiais (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Um grupo de pesquisadores publicou nesta semana um artigo no qual defendem um interruptor físico para desligar inteligências artificiais. O paper, publicado pela célebre Universidade de Cambridge, tem entre seus autores alguns membros da OpenAI, criadora do ChatGPT e principal empresa do ramo de IA generativa. A ideia dos cientistas é que o hardware dessa tecnologia conte com elementos físicos para interromper seu funcionamento — se necessário.

A proposta dos pesquisadores pode ser comparada como um kill switch para IA. Kill switch é o nome dado para botões ou outros mecanismos de segurança que desligam uma máquina em caso de emergências. Por exemplo, aquele grampo de esteiras das academias que devem ser presas a camiseta. Caso o corredor caia, o grampo puxa o cordão e desliga a máquina.

Kill switch para IAs é defendida até por membros da OpenAI

Entre os 19 autores do artigo, cinco são integrantes da OpenAI. A empresa é, na atualidade, a principal referência em inteligência artificial. A popularidade do ChatGPT e seus recursos, ainda que suscetível à falha e “preguicite”, cresceu rapidamente após o seu lançamento no fim de 2022 — seguido de uma queda em junho de 2023.

Cinco integrantes da OpenAI estão entre os 19 autores do artigo (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Essa ascensão do ChatGPT gerou uma corrida de IAs generativas e levantou o debate sobre possíveis riscos dessa tecnologia. Google lançou o Gemini (que antes se chamava Bard), a Meta lançou IA generativa para figurinhas, ferramentas de criação de fotos e vídeos estão ganhando mais espaço, Elon Musk saiu às compras para lançar sua própria IA, Samsung estreou a Galaxy AI na linha Galaxy S24, Tim Cook falou de IA no iPhone — você já deve ter entendido.

A proposta dos pesquisadores para solucionar possíveis problemas de segurança é incluir kill switches diretamente no hardware da IA. No artigo, os cientistas destacam que como há poucas fornecedoras de GPU (para não dizer que é basicamente a Nvidia nesse segmento), ficaria fácil controlar quem tem acesso a essa tecnologia, o que facilita também identificar o mal uso de IAs.

Pelo artigo, temos a impressão de que os pesquisadores defendem que é fácil aplicar o mecanismo de kill switch nas GPUs. Os cientistas sugerem que o botão de segurança no hardware permitirá que órgãos reguladores o ativem se identificarem alguma violação. Além do mais, o próprio kill switch poderia se ativar em caso de mal uso.

Os autores propõem também uma licença de operação para as empresas, que deveria ser renovada periodicamente para autorizar a pesquisa e desenvolvimento de IA — nada diferente do que ocorre com alvarás. Sem renovação, o sistema seria interrompido. Obviamente, essas propostas de controle remoto trazem outro risco: elas viram alvos de ciberataques.

Com informações: The Register
Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs
Fonte: Tecnoblog

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Impulsionamento de posts no Instagram e Facebook ficarão mais caros, mas Meta ensina a pagar menos (Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Em algumas semanas, a Meta atualizará os preços do impulsionamento no iOS, adicionando ao valor a comissão de 30% da Apple. Porém, a dona do Facebook e Instagram já está ensinando os usuários a burlar essa taxa no iPhone e outros dispositivos da empresa da maçã. E isso poderá ser feito usando navegadores instalados nos eletrônicos, incluindo o Safari, desenvolvido pela própria Apple.

Para pagar o preço mais baixo no impulsionamento de uma publicação, o usuário terá que acessar a página do Facebook ou do Instagram em algum browser, seja o Chrome, Opera, Edge, Safaria ou outros. A Meta explica em uma publicação que não é necessário entrar nas páginas por um desktop. Mesmo acessando um navegador no iOS o usuário terá o preço original do serviço.

Meta pode se aproveitar de disputa entre Epic e Apple

Impulsionamentos ficarão mais caro no iOS, mas Meta pode divulgar “drible” na Apple após decisão da justiça americana (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A Meta poderá divulgar dentro dos seus aplicativos meios de pagamento fora da App Store — pelo menos nos Estados Unidos. Na publicação, ela não explica se também usará essa forma de comunicação. Essa permissão para divulgar pagamentos por meios fora da App Store é resultado da disputa entre Epic e Apple.

No comunicado oficial, a Meta explica que ela era obrigada a se adequar às novas políticas da Apple (que incluem a comissão para impulsionamento) ou remover o serviço da plataforma. O impulsionamento é uma ferramenta para ampliar o alcance de publicações. Ela é uma opção mais simples para quem deseja aumentar o alcance sem usar o gerenciador de anúncios da Meta, que pode ser mais complexa para alguns usuários e desnecessária para pequenos negócios.

No Brasil, a Apple não é obrigada a permitir que as empresas divulguem outros meios de pagamento dentro de seus apps. No entanto, a dica informada pela Meta é válida para os usuários brasileiros — e não só com produtos da empresa de Mark Zuckerberg. Algumas companhias podem fornecer serviços e assinaturas mais baratas se contratadas fora do aplicativo para iOS.

Com informações: PC Mag
Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple
Fonte: Tecnoblog

Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial

Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial

Empresa de cibersegurança detecta primeiro trojan capaz de roubar dados de reconhecimento facial no iOS (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Group-IB, empresa de cibersegurança, divulgou que o malware GoldDigger tem uma versão atualizada capaz de roubar dados de reconhecimento facial no iPhone. A atualização, batizada de GoldPickaxe, é o primeiro trojan para golpes bancários do iOS. Após a instalação, o malware rouba as informações de reconhecimento facial, que pode ser usada pelos cibercriminosos acessar as contas bancárias das vítimas.

O ecossistema fechado e restritivo da Apple sempre foi um ponto positivo para a segurança do iPhone — e justificativa da empresa para melhorar ou piorar a experiência do usuário, dependendo da sua opinião. A chegada de um trojan para o iOS muda um pouco esse cenário, ainda que a sua instalação seja complicada.

Como revela o relatório do Group-IB, o cavalo de Troia é instalado através do TestFlight, plataforma da Apple para teste de apps, disponível para desenvolvedores. Outro meio de instalar o trojan é pelo MDM usando de engenharia social. MDM é a sigla em inglês para Mobile Device Management, um recurso para dispositivos usados em empresas que permite a configuração à distância.

Com invasão ao smartphone, GoldPickaxe pode roubar dados para entrar em contas bancárias (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

GoldPickaxe começou focando em cripto

O malware GoldPickaxe tem como alvo as carteiras de criptomoedas — que vai se tornando o alvo mais comum desses cibercrimes. No entanto, como outros apps financeiros podem exigir o reconhecimento facial, as contas bancárias sem criptoativos podem ser invadidas. E ao pegarmos o Brasil como exemplo, o app do gov.br também é importante e exige o reconhecimento facial para o cadastro.

O GoldPickaxe também pode interceptar SMS, canal pelo qual aplicativos costumam enviar códigos de confirmação. Segundo o Group-IB, a maior parte dos cibercriminosos que utilizam o malware estão na Ásia. Nos últimos anos, Vietnã e Tailândia se tornaram dois polos de grupos hackers — e esses países são os alvos do vírus.

A primeira detecção do GoldPickaxe para iOS aconteceu em outubro de 2023. A linha do tempo divulgada pelo Group-IB mostra que o malware evoluiu rapidamente. O GoldDigger, sua base, apareceu no Android em junho de 2023.

Como dito anteriormente, o alvo dos criminosos são moradores da Tailândia e Vietnã. O surgimento do vírus acontece meses depois do Banco da Tailândia (órgão similar ao nosso Banco Central) recomendar o uso de reconhecimento facial nos bancos do país. Porém, mesmo com o foco nessas nações, o desenvolvimento do malware pode levar os criminosos a atuar em outros países ou fornecê-lo para outros grupos hackers.

Com informações: Tom’s Guide
Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial

Primeiro trojan para iPhone consegue roubar dados do reconhecimento facial
Fonte: Tecnoblog