Category: Brasil

Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil

Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil

Shopee abriu primeiro CD no Brasil em 2021 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Shopee inaugurou seu 10º centro de distribuição no Brasil, na cidade de Goiânia (GO). Este é o primeiro centro de distribuição do marketplace na região Centro-Oeste do país — as regiões Sul, Sudeste e Nordeste já são atendidas por instalações similares.

Os centros de distribuição da Shopee operam no modelo cross-docking, sem armazém. As mercadorias são coletadas por parceiros logísticos, levadas até o centro de distribuição, reorganizadas e encaminhadas para os hubs de última milha.

Entregas no Centro-Oeste devem ficar mais rápidas (Imagem: Divulgação/Shopee)

“Esta abertura representa um passo estratégico da Shopee para fortalecer sua infraestrutura logística, se aproximando dos pontos de coleta do Distrito Federal e Goiás”, avalia Rafael Flores, head de logística da Shopee. O executivo afirma que o novo centro de distribuição vai aumentar a velocidade de entrega para consumidores do Centro-Oeste.

Além do CD em Goiânia, a Shopee tem instalações do tipo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Bahia e Pernambuco. A estrutura logística da empresa conta ainda com mais de 100 hubs de primeira e última milha, exclusivos para produtos de lojistas brasileiros, mais de 20 mil motoristas de parceiros logísticos e cerca de 1.800 pontos de coleta e entrega.

Segundo a consultoria Cushman & Wakefield, a Shopee contava com 266.268 m² em instalações no final de 2023. A título de comparação, o Magazine Luiza tinha 648.140 m², e o Mercado Livre, 1.410.058 m².

Centro de distribuição do Mercado Livre em Cajamar (Imagem: Divulgação)

Shopee investe em logística e afiliados

A Shopee pertence ao Sea Group, de Singapura — que também é dono da Garena, famosa pelo game Free Fire. O marketplace abriu seu primeiro centro de distribuição no Brasil em 2021.

Além de logística, ela também investiu em programas de lojas oficiais e afiliados. A plataforma de comércio está instalada em um escritório de três andares em São Paulo (SP), no mesmo prédio que Google e Meta.

Com informações: Exame
Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil

Shopee inaugura seu 10º centro de distribuição no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Projeto brasileiro é finalista de concurso no SXSW 2024

Projeto brasileiro é finalista de concurso no SXSW 2024

Projeto criado por instituto brasileiro faz tradução em tempo real da Língua Brasileira de Sinais (Imagem: Divulgação/CESAR)

O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), um centro de inovação sem fins lucrativos, chegou à final da premiação de Inteligência Artificial da SXSW 2024 — um dos principais eventos de inovação, cultura tech e mídia do mundo. Em parceria com a Lenovo, o CESAR desenvolveu um tradutor simultâneo de LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais. Neste ano, o SXSW (sigla para South by Southwest) será realizado entre 8 e 16 de março.

A tecnologia do tradutor simultâneo do CESAR identifica e contextualiza os gestos da linguagem de sinais. Com isso, pode traduzir o que foi comunicado pela pessoa e entregar o conteúdo em texto ou em áudio. Tudo em português, claro, já que LIBRAS é uma linguagem de sinais do país. Cada nação conta com sua própria língua gestual.

Projeto teve 5 anos de desenvolvimento

Desenvolvimento da tecnologia demorou cinco anos e teve apoio da Lenovo (Imagem: Divulgação/CESAR)

Como explicou o CESAR no comunicado à imprensa, o desenvolvimento do tradutor simultâneo de linguagem de sinais levou cinco anos. A Lenovo, fabricante chinesa de eletrônicos, foi uma das parceiras do projeto e injetou US$ 4 milhões (R$ 19 milhões) na sua criação. A tecnologia desenvolvida pelo CESAR é o único case latino-americano a chegar na fase final das premiações do SXSW 2024.

Estamos muito felizes pelo reconhecimento deste projeto, que tem um papel tão especial para a inclusão de pessoas com deficiência. Nosso objetivo sempre foi trazer inovação de ponta para nossos parceiros e contribuir significativamente para a aprimoração e inovação de produtos e serviços, por meio do uso da tecnologia.Eduardo Peixoto, CEO do CESAR.

Tecnologia é mais uma a ampliar acessibilidade

O projeto do CESAR é mais uma tecnologia voltada para aumentar a acessibilidade para brasileiros que dependem da LIBRAS para se comunicar. Segundo o último censo do IBGE, 5% da população do Brasil possui alguma deficiência, sendo que 2,7 milhões possuem surdez profunda.

Para quem ficou interessado em outros recursos voltado para o aprendizado da LIBRAS, apps como Hand Talk ou a página do dicionário da LIBRAS, desenvolvido pelo INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos) podem ajudá-lo a aprender gestos para o dia a dia.
Projeto brasileiro é finalista de concurso no SXSW 2024

Projeto brasileiro é finalista de concurso no SXSW 2024
Fonte: Tecnoblog

Samsung lança Galaxy Fit 3 por R$ 549 (em três cores)

Samsung lança Galaxy Fit 3 por R$ 549 (em três cores)

Samsung Galaxy Fit 3 tem tela AMOLED e 1,6 polegada (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A Samsung anunciou o lançamento do smartwatch Galaxy Fit 3 pelo preço sugerido de R$ 549 no Brasil. O aparelho chega às lojas na próxima sexta-feira (dia 23/02) em três cores: grafite, prata e rosé. A fabricante destaca o monitoramento de saúde e de sono, com a promessa de auxiliar os consumidores a adotarem um estilo de vida mais saudável.

Para tanto, o Galaxy Fit 3 conta com variados sensores capazes de detectar mais de 100 modalidades desportivas. Os ajustes podem ser feitos diretamente na telinha AMOLED de 1,6 polegada.

O gerente de produto Bruno Freitas explicou numa conversa com jornalistas – da qual eu participei – que o Fit 3 incorporou o botão lateral visto em produtos mais sofisticados, como o Galaxy Watch. A novidade deve facilitar no controle do dispositivo. Dois toques acionam a tela de exercícios físicos e cinco toques ativam o serviço de emergência.

A Samsung informou que o Galaxy Fit 3 tem tela 45% maior que o Galaxy Fit 2, lançado em 2020. Também dá para controlá-lo pelo painel touch, que tem se mostrado de qualidade nos testes que eu realizei ao longo dos últimos três dias.

São mais de cem mostradores, de acordo com a empresa. No entanto, é preciso escolher dez principais, que são acessados/trocados facilmente no relógio. Os demais permanecem no smartphone até que o usuário decida transferi-los para o Fit 3.

Durabilidade do Galaxy Fit 3

Galaxy Fit 3 detecta 101 modalidades esportivas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Já que se destina principalmente a esportistas, o Galaxy Fit 3 tem corpo feito de alumínio com promessa de alta durabilidade. O modelo ainda traz resistência à água e poeira no padrão IP68. Ele aguenta até 5 ATM.

Sua pulseira é feita de fluorelastômero (FKM), um tipo de borracha indicado para ambientes agressivos. O encaixe se dá por meio de um clique único.

O Galaxy Fit 3 pesa somente 36,8 gramas. Já que eu estou utilizando o smartwatch, posso dizer que ele não incomoda em nada quando está no pulso (assim como outros dispositivos igualmente leves).

Este novo smartwatch Samsung tem detecção de queda e chamada de emergência. Felizmente, não precisei acionar nenhum dos recursos enquanto experimentava o aparelho.

Funciona com qualquer Android

Samsung Galaxy Fit 3 pesa 36,8 gramas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O Galaxy Fit 3 roda um sistema próprio da Samsung, o que significa que não tem Wear OS, plataforma desenvolvida pelos sul-coreanos em parceria com o Google. Ele é compatível com qualquer celular com Android 10 (ou posterior) e pelo menos 1,5 GB de memória RAM.

A Samsung informou que a pessoa precisa ter uma Samsung Account para utilizá-lo. A sincronização se dá por Bluetooth, a partir do aplicativo Galaxy Wearable, o antigo Samsung Gear.

Quer correr por aí e levar apenas o smartwatch? Não tem como, pois o Galaxy Fit 3 não é capaz de guardar conteúdos como as músicas do Spotify. Além disso, o modelo não traz GPS próprio. Em outras palavras, ele é uma companhia para o telefone, mas tem desempenho limitado caso esteja sozinho.

Ah, não funciona com iPhone. Também fica devendo a carteira digital Samsung Wallet.

Concorrência com outros produtos mais baratos

Bruno Freitas, o gerente de produto da Samsung, disse que foi feito um “esforço muito grande para trazer um produto com assistência técnica em todo o país e garantia de um ano”.

O Galaxy Fit 3 disputa uma faixa de preço em que a Xiaomi se destaca pelas opções mais baratas. A Mi Smart Band 7 sai por R$ 469 e a Redmi Smart Band 2 custa R$ 367. Estes são os valores praticados oficialmente pela gigante chinesa em sua loja oficial, sem levar em consideração as importações (muitas delas irregulares).

É interessante observar que a própria Samsung trata o Galaxy Fit 3 como um “smartwatch”. Houve uma mudança de categoria, visto que o Galaxy Fit 2 foi anunciado como uma “smartband”.

Ficha técnica do Galaxy Fit 3

Tela: AMOLED de 1,6 polegadas e 256 x 402 pixels

Cores: grafite, prata e rosé

Memória RAM: 16 MB

Armazenamento: 256 MB

Conectividade: Bluetooth

GPS: não

Bateria: 208 mAh

Resistência: IP68 e 5 ATM

Recarga: POGO (pino e magnético)

Sistema: Samsung RTOS

Sensores: acelerômetro, giroscópio, sensor óptico de frequência cardíaca, barômetro e sensor de luz

Compatibilidade: smartphones com Android 10.0 (ou superior) e memória RAM de 1,5 GB (ou superior); é necessário logar numa Samsung Account

Samsung lança Galaxy Fit 3 por R$ 549 (em três cores)

Samsung lança Galaxy Fit 3 por R$ 549 (em três cores)
Fonte: Tecnoblog

Exclusivo: TVs Hisense serão fabricadas pela Multi no Brasil

Exclusivo: TVs Hisense serão fabricadas pela Multi no Brasil

Resumo

Lançamento: A empresa chinesa Hisense fechou parceria com a Multi para o lançamento de TVs no Brasil, segundo apurou o Tecnoblog com exclusividade.
Minas Gerais: O cronograma prevê que os primeiros modelos sejam importados. No futuro, as TVs serão produzidas na fábrica da Multi em Extrema (MG).
Valores em segredo: O presidente da Hisense no Brasil disse que as TVs terão “preços acessíveis” e que os tamanhos vão variar de 65 a 110 polegadas.
Indústria: A antiga Multilaser já trabalha com a importação de produtos da DJI, Microsoft, Razer, Sony e Targus. Ela está finalizando uma parceria com a HMD, responsável pelos telefones Nokia.

TVs Hisense chegam ao Brasil em 2024, segundo presidente disse em entrevista ao Tecnoblog (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O lançamento das TVs Hisense no Brasil contará com o reforço da Multi, a antiga Multilaser. O conglomerado industrial será responsável pela fabricação dos televisores ao longo dos próximos meses e anos. A ideia da Hisense é inicialmente importar os produtos, mas depois iniciar a produção local.

O Tecnoblog apurou que a Hisense e a Multi chegaram a um entendimento. As TVs serão produzidas na fábrica de Extrema, em Minas Gerais. Este é um importante parque industrial, que recebeu investimento de milhões de reais.

Imagem aérea da fábrica em Extrema, no estado de Minas Gerais (Foto: Divulgação/Multi)

Conforme revelamos com exclusividade, a gigante das TVs Hisense pretende entrar na disputa com a Samsung e principalmente a LG no mercado brasileiro. O presidente Vincent Zhou me disse que serão comercializados televisores “a preços acessíveis”. Ele não deu detalhes sobre o line-up de 2024.

A parceria entre Hisense e Multi não é de hoje. A antiga Multilaser é a atual responsável pela fabricação das TVs Toshiba, marca que pertence à Hisense. Ou seja, bastaria uma readequação ou ampliação da planta para atender à produção dos novos equipamentos.

Interface do sistema Vidaa OS, usado nas TVs da Hisense (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O presidente Vincent Zhou antecipou ao Tecnoblog que o planejamento prevê o lançamento de modelos de 65 até 110 polegadas. A entrevista ocorreu durante a feira CES 2024, que aconteceu em Las Vegas nas primeiras semanas de janeiro. As TVs vão rodar o sistema próprio Vidaa ou a plataforma Android TV, mantida pelo Google.

As TVs Hisense de menor tamanho até serão lançadas no Brasil, mas não serão o foco da empresa. Os executivos costumam bater na tecla de que a Hisense é a número dois em televisores em diversos países, inclusive os Estados Unidos.

A Multi é parceria de diversas marcas conhecidas. Ela faz a importação de produtos da DJI, Microsoft, Razer, Sony e Targus. Ela está por trás dos telefones da Nokia, mas o acordo de cooperação está perto do fim e a própria marca Nokia deve desaparecer.

Exclusivo: TVs Hisense serão fabricadas pela Multi no Brasil

Exclusivo: TVs Hisense serão fabricadas pela Multi no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Xiaomi lança Redmi Note 13 no Brasil; saiba os preços

Xiaomi lança Redmi Note 13 no Brasil; saiba os preços

Redmi Note 13 Pro 5G, novo lançamento da Xiaomi, nas cores preto e lilás (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

Resumo

Lançamento: A linha Redmi Note 13 da Xiaomi foi lançada no Brasil com preços variando entre R$ 1.999 e R$ 3.299. Eles terão sistema HyperOS no lugar da MIUI.
Câmeras: As versões 13 e 13 5G tiram fotos de 108 MP, enquanto o Pro faz registros de até 200 MP. Eles trazem recursos avançados de captura e edição de imagens.
Versão Pro: O Redmi Note 13 Pro 5G se sobressai pela bateria de 5.100 mAh com recarga ultra-rápida. Ele alcança 100% em 46 minutos.
Ficha técnica: Todos os celulares da linha Redmi Note 13 chegam com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, além de tela de 6,67 polegadas.
Chipset: Existem diferenças significativas em termos de processador. Tanto Qualcomm quanto MediaTek fornecem chips para os modelos.

Direto de Bogotá (Colômbia) – Os celulares da linha Redmi Note 13 chegam ao Brasil a partir desta quarta-feira (31) por preços entre R$ 1.999 e R$ 3.299. Pela primeira vez, a gigante chinesa Xiaomi lança produtos no país que receberão o novo sistema HyperOS, que substitui a antiga e já conhecida MIUI.

Na ficha técnica, os smartphones se destacam pelas câmeras principais de 108 MP nas versões Redmi Note 13 e Redmi Note 13 5G. Já o Redmi Note 13 Pro 5G conta com sensor de 200 MP. O anúncio global dos novos celulares da Xiaomi aconteceu em evento realizado em Bogotá, na Colômbia.

Vale lembrar que o Redmi Note 13 mais barato não traz a tecnologia 5G. Isso ocorre num momento em que grandes marcas, como Samsung e Motorola, incluem a internet móvel de quinta geração até mesmo em smartphones da categoria básica.

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Foco nas câmeras

Principais destaques dos novos modelos, a série Redmi Note entrega dois conjuntos diferentes de câmeras com promessas de fotos em alta qualidade. Para as versões Note 13 e Note 13 5G, uma câmera tripla de 108 MP + 8 MP e 2 MP.  Já no Note 13 Pro 5G, o sensor principal é de 200 MP,  com ultra wide de 8 MP e macro de 2 MP. A câmera para selfies é a mesma em todos os aparelhos, com 16 MP. 

Câmeras do modelo Redmi Note 13 Pro 5G (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

Há modo Noturno, Retrato e Documentos entre as opções do aplicativo nativo de câmera. Na edição, é possível utilizar desde recursos simples até opções nativas de inteligência artificial como apagador de objetos, pessoas e sombras, desfoque e embelezador. Há ainda opções para reconhecer texto em imagens. 

Modo noturno da câmera do Redmi Note 13 Pro 5G (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

Carregamento rápido

Outro diferencial prometido pela Xiaomi com a nova linha é a bateria avançada, principalmente no Redmi Note 13 Pro 5G. Segundo a fabricante chinesa, o smartphone com 5.100 mAh é capaz de alcançar 100% da carga em apenas 46 minutos, ou 50% em 16 minutos, desde que seja usado o carregador de 67W que acompanha o celular na caixa. 

Os modelos de Redmi Note 13 mais simples trazem bateria de 5.000 mAh e carregamento rápido de 33W. Para comparação, o iPhone 15 Pro Max recebe somente 25W do carregador.

Os novos Redmi Note 13 trazem bateria avançada (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

Adeus MIUI, olá HyperOS

Aos amantes da Xiaomi que já estão acostumados com a interface MIUI, vale lembrar que ela foi encerrada e substituída pelo HyperOS. A Xiaomi explicou que o Redmi Note 13 ainda terá a MIUI em seu lançamento, mas a atualização irá ocorrer aos poucos. Ela depende do modelo e do lote do aparelho.

Redmi Note 13 ainda será lançado com MIUI; atualização para HyperOS irá acontecer aos poucos (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

Apresentado em outubro de 2023, o sistema operacional promete uma melhor integração entre smartphones e dispositivos da Internet das Coisas, ou seja, produtos para casas inteligentes. 

Promessa de velocidade 

Apesar de terem uma série de semelhanças, os três modelos chegam ao Brasil com diferenças nos processadores. Rodando 4G, o Redmi Note 13 mais básico roda o Snapdragon 685. Já o Note 13 5G conta com o MediaTek Dimensity 6080 para mais velocidade. Para o Note 13 Pro 5G o equipamento escolhido pela Xiaomi foi o Snapdragon 7S Gen 2.

256 GB para todos

Todos os modelos de Redmi Note 13 desembarcam no Brasil com memória RAM de 8 GB e armazenamento de 256 GB. Uma versão de 12 GB de RAM e 512 GB para o Note 13 Pro 5G também é esperada no país, mas ainda não há uma data definida para a disponibilidade.

Nova linha da Xiaomi oferece armazenamento de 256GB em todos os modelos (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

E o IP68?

Na categoria resistência, a linha Redmi Note 13 que chega ao Brasil vem equipada somente com classificação IP54, que protege contra respingos e poeira. O sonhado IP68, que oferece resistência em caso de imersão do celular na água, ficou apenas para o modelo Redmi Note 13 Pro Plus, que não deve ser vendido oficialmente no país.

Para o caso de quedas e arranhões, o Note 13 conta com Corning Gorilla Glass 3, enquanto o Note 13 5G e Note 13 Pro 5G são fabricados com Corning Gorilla Glass Victus, uma tecnologia mais avançada.

Design do novo Redmi Note 13 Pro 5G (Foto: Isabela Giantomaso/Tecnoblog)

Preços e cores do Redmi Note 13 no Brasil

A Xiaomi Brasil divulgou os seguintes preços oficiais para os aparelhos no mercado doméstico:

Redmi Note 13: R$ 1.999 (preto, verde e azul)

Redmi Note 13 5G: R$ 2.499 (preto, verde e branco)

Redmi Note 13 Pro 5G: R$ 3.299 (preto, verde e roxo)

Confira a ficha técnica do Redmi Note 13

Redmi Note 13Redmi Note 13 5GRedmi Note 13 Pro 5GTela6,67 polegadasFull HDAMOLED6,67 polegadasFull HDAMOLED6,67 polegadasCrystalRes 1.5kAMOLEDCâmera traseira108 MP + 8 MP + 2 MP108 MP + 8 MP + 2 MP200 MP + 8 MP + 2 MPCâmera frontal16 MP16 MP16 MPProcessadorQualcomm Snapdragon 685MediaTek Dimensity 6080Qualcomm Snapdragon 7S Gen 2DimensõesAltura: 162,24 mmLargura: 75,55 mmEspessura: 7,97 mmPeso: 188,5gAltura: 161,11 mmLargura: 74,95 mmEspessura: 7,6 mmPeso: 174,5gAltura: 161,15 mmLargura: 74,24 mmEspessura: 7,98 mmPeso: 187gCoresMidnight Black (preto)Mint Green (verde)Ice Blue (azul)Graphite Black (preto)Arctic White (branco)Ocean Teal (verde)Midnight Black (preto)Ocean Teal (verde)Aurora Purple (roxo)Compilação feita pelo Tecnoblog com dados da Xiaomi

Especificações em comum dos três modelos

Sensor de impressão digital na tela 

Classificação IP54 contra respingos e poeira

Alto-falantes compatíveis com Dolby Atmos

Conector para fone de ouvido de 3,5 mm

Wi-Fi 6, infravermelho e NFC multifuncional

Carregador USB x USB-C na caixa

Isabela Giantomaso viajou à Colômbia a convite da Xiaomi
Xiaomi lança Redmi Note 13 no Brasil; saiba os preços

Xiaomi lança Redmi Note 13 no Brasil; saiba os preços
Fonte: Tecnoblog

Android 14: Galaxy A14 5G e Galaxy A34 recebem One UI 6 no Brasil

Android 14: Galaxy A14 5G e Galaxy A34 recebem One UI 6 no Brasil

Galaxy A14 5G recebe a One UI 6 depois da versão LTE (Imagem: Divulgação/Samsung)

Usuários brasileiros do Galaxy A14 5G e Galaxy A34 já podem instalar o Android 14 em seus smartphones. A Samsung já liberou a opção de atualizar o sistema operacional para a interface One UI 6, baseada na mais recente versão do Android. Como sempre, o envio do update é liberado gradualmente para os usuários — por isso, se você ainda não recebeu, precisa aguardar mais algumas horas.

Caso o seu Galaxy A14 5G ou Galaxy A34 tenha recebido a notificação do update, você pode clicar no aviso para instalar o Android 14. Na tela que abrir, você deve seguir as orientações para atualizar o seu smartphone.

É recomendado que você use o Wi-Fi para instalar a One UI 6, já que o arquivo pode passar de 2 GB de tamanho — e claro, também é preciso ter espaço disponível para o update. Outra sugestão é manter o telefone com mais de 80% de bateria ou na tomada para a instalação.

Como saber se o Android 14 está disponível

Se a One UI 6 estiver liberada para o seu smartphone, você verá essa tela (Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Caso você não tenha recebido a notificação, pode verificar se o update foi enviado para o seu celular abrindo as Configurações do dispositivo. Feito isso, arraste a tela até o final e procure pelo menu “Atualização de software”. Na tela que abrir, clique em “Baixar e instalar” para que o smartphone pesquise por atualizações.

Se a One UI 6 estiver liberada, basta clicar em baixar e seguir as orientações de instalação mostradas na tela. Do contrário, você terá que aguardar mais um pouco para receber o update. Lembrando: o Galaxy A14 4G já recebeu a atualização para o Android 14.

Smartphones da Samsung com One UI 6

Até esta quinta-feira (25), estes são os celulares Samsung Galaxy aptos a instalar a One UI 6:

Galaxy S23

Galaxy S23 Plus

Galaxy S23 Ultra

Galaxy S23 FE

Galaxy S22

Galaxy S22 Plus

Galaxy S22 Ultra

Galaxy S21

Galaxy S21 Plus

Galaxy S21 Ultra

Galaxy S21 FE

Galaxy Z Flip 5

Galaxy Z Flip 4

Galaxy Z Flip 3

Galaxy Z Fold 5

Galaxy Z Fold 4

Galaxy Z Fold 3

Galaxy M54 5G

Galaxy M53

Galaxy M34 5G

Galaxy M14

Galaxy A52S

Galaxy A34

Galaxy A24

Galaxy A14 5G

Galaxy A14

Android 14: Galaxy A14 5G e Galaxy A34 recebem One UI 6 no Brasil

Android 14: Galaxy A14 5G e Galaxy A34 recebem One UI 6 no Brasil
Fonte: Tecnoblog

Exclusivo: Hisense lançará TVs no Brasil e quer tomar o lugar da LG

Exclusivo: Hisense lançará TVs no Brasil e quer tomar o lugar da LG

Hisense demonstra TV de 110 polegadas durante a CES 2024 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Resumo

A Hisense prepara o lançamento de TVs no Brasil. Ela articula vendas com Casas Bahia, Fast Shop, Carrefour e Amazon.
A empresa almeja a segunda posição no mercado, atualmente ocupada pela LG.
O diretor comercial Fábio Kuada diz que o Brasil é o segundo maior mercado de TVs nas Américas e tem grande potencial de crescimento.
O presidente da Hisense no país prometeu TVs com “preços acessíveis” em entrevista ao Tecnoblog.
São esperadas smart TVs de 32 a 110 polegadas. Algumas terão sistema Vidaa OS e as mais sofisticadas contarão com Android TV.
Detalhes de modelos e preços ainda não foram divulgados. O lançamento oficial é esperado entre abril e maio.

Os preparativos da gigante chinesa Hisense para lançar TVs próprias no Brasil seguem a todo vapor. A companhia está articulando as vendas com parceiros comerciais do porte de Casas Bahia, Fast Shop, Carrefour e Amazon. Na estratégia de médio prazo, a empresa acredita que conseguirá ocupar a segunda posição do mercado, que atualmente pertence à LG. Ficaria, portanto, atrás apenas da Samsung.

O diretor comercial Fábio Kuada me explicou que o Brasil tem o segundo maior mercado de TVs do continente americano, logo depois dos Estados Unidos. Há muito espaço para crescimento, na visão dele. A Casas Bahia deverá ter papel crucial no desenvolvimento de estratégias de comercialização dos produtos.

Não custa lembrar: o presidente da Hisense no Brasil revelou os planos iniciais numa entrevista exclusiva ao Tecnoblog. Ele prometeu “preços acessíveis”.

Controle remoto de TV Hisense com sistema Vidaa OS (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

De olho na LG

O assunto segue rendendo. De acordo com Kuada, a Hisense tradicionalmente ocupa a segunda posição nos países em que atua. Ele acredita que a situação brasileira seguirá este mesmo caminho.

Estão previstos os lançamentos de smart TVs dos mais variados tamanhos, desde 32 até 110 polegadas. Várias delas terão sistema Vidaa, da própria Hisense. Os itens mais caros e sofisticados contarão com Android TV.

@tecnoblog As TVs da Hisense chegarão ao Brasil por preços acessíveis, promete o presidente da empresa. Com exclusividade ao Tecnoblog, o executivo da companhia revelou que está acertando os últimos detalhes para que os produtos desembarquem no país entre abril e maio. Todas as TVs de tela grande terão garantia de dois anos, um diferencial em relação a outras marcas no mercado. O que acha da novidade? Veja a matéria completa e mais detalhes em tecnoblog.net #tvs #smartvs #hisense #ces #ces2024 #techtok #technology #tecnologia ♬ som original – Tecnoblog

A Hisense por ora não detalhou os modelos nem os preços no Brasil. A expectativa é de que ela realize um evento oficial de lançamento nos próximos meses. As TVs devem chegar às lojas entre abril e maio, caso os planos atuais se concretizem.

Pelo menos um modelo está certo de vir para cá: a Hisense A4N, com tela de 32 ou 43 polegadas. O site oficial da Hisense passou a mostrar o produto, dizendo ainda que a chegada dela será “em breve”.

Site oficial mostra a Hisense A4N (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

Estratégia de marketing

A diretora de marketing Thaís Nogueira contou que a Hisense se apóia principalmente nos esportes para divulgar suas mensagens. Ela tem parceria com a NBA, principal liga de basquete dos Estados Unidos, e patrocina a Eurocopa, da Uefa, que acontece entre junho e julho de 2024.

A executiva revelou planos de contratar alguma personalidade do mundo desportivo para ser o embaixador ou a embaixadora da marca por aqui. O martelo ainda não foi batido.
Exclusivo: Hisense lançará TVs no Brasil e quer tomar o lugar da LG

Exclusivo: Hisense lançará TVs no Brasil e quer tomar o lugar da LG
Fonte: Tecnoblog

26 bilhões de contas aparecem em maior vazamento da história

26 bilhões de contas aparecem em maior vazamento da história

Pacotão de contas vazadas foi disponibilizado por hackers — ou um único hacker (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Um pacote de 26 bilhões de dados foi encontrado pela Security Discovery, um grupo de cibersegurança. O grande número é resultado da compilação de informações de vazamentos anteriores — e é praticamente certo que há dados duplicados. A maior parte das informações é oriunda de um leak da Tencent, mas também há registros de órgãos públicos do Brasil.

O maior risco desse compilado de contas está relacionado com senhas repetidas. Os possíveis compradores ou grupo cracker que está com o pacotão de dados pode usar as senhas vazadas para tentar entrar em outras contas — ainda que essas informações sejam antigas.

Por exemplo, existem 251 milhões de contas do LinkedIn nesse pacote e 281 milhões do Twitter. Em 2016, 164 milhões de contas da plataforma tiveram suas senhas vazadas. O usuário que trocou a senha do LinkedIn na época, mas ainda usa o mesmo código em outro serviço está em risco. Assim, um cibercriminoso pode tentar usar a senha do LinkedIn no Twitter, já que alguns emails dos usuários foram vazados em 2022.

Serviços chineses são as maiores fontes

Mais de 2 bilhões das contas vazadas são de empresas chinesas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Tencent QQ, serviço de mensagem da empresa, e Weibo são as plataformas com maiores números de dados vazados. A Tencent tem 1,5 bilhão de contas no pacote, enquanto o Weibo tem 504 milhões. Fechando o top 5 temos, respectivamente, MySpace (360 milhões), Twitter (281 milhões) e Wattpad (271 milhões).

O Tecnoblog entrou em contato com a Security Discovery para saber se o pacote está à venda ou apenas foi um achado da equipe. A matéria será atualizada quando a empresa responder.

É provável que o megavazamento de 223 milhões de CPFs não integre a lista, já que as 18 maiores fontes não incluem o Brasil — e o Badoo, 18º lugar, é fonte de 127 milhões de dados. No entanto, o ConecteSUS e a Caixa Econômica Federal já foram alvo de hackers no passado, sem vazamentos de grandes proporções.

No site da CyberNews existe uma ferramenta para pesquisar a origem dos dados. A Petrobras, SPTrans e USP são algumas das fontes listadas. Entre as empresas privadas do Brasil estão a Descomplica (vazamento em 2021), Vakinha (vazamento em 2020) e CCAA.

Para conferir se os seus emails foram vazados através do site Have I Been Pwned?, que registra contas vítimas desses cibercrimes. Como os 26 bilhões de dados são um “combo” de vazamento anteriores, você pode checar se seu email integra algum dos bancos de dados divulgados pela Cyber Security.

Vazamento de 2021 da Descomplica foi reaproveitado nesse pacote de 26 bilhões de contas (Imagem: Reprodução/Have I Been Pwned?)

18 maiores fontes de dados do vazamento

Tencent – 1,5 bilhão

Weibo – 504 milhões

MySpace – 360 milhões

Twitter – 281 milhões

Wattpad – 271 milhões

NetEase – 261 milhões

Deezer – 258 milhões

LinkedIn – 251 milhões

AdultFriendFinder – 220 milhões

Zynga – 217 milhões

Luxottica – 206 milhões

Evite – 179 milhões

Zing – 164 milhões

Adobe – 153 milhões

MyFitnessPal – 151 milhões

Canva – 143 milhões

JD.com – 142 milhões

Badoo – 127 milhões

Com informações: Tom’s Guide
26 bilhões de contas aparecem em maior vazamento da história

26 bilhões de contas aparecem em maior vazamento da história
Fonte: Tecnoblog

Com Pix, uso de cheque cai 95% no Brasil, mas modalidade resiste

Com Pix, uso de cheque cai 95% no Brasil, mas modalidade resiste

Talão de cheques (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mostram que o uso de cheque caiu 95% desde 1995, quando a série histórica teve início. O Pix é um dos maiores responsáveis por essa queda. Apesar disso, a quantidade de cheques emitidos continua expressiva. Foram 168,7 milhões de folhas compensadas só em 2023.

Embora o número de cheques compensados em 2023 seja elevado, essa é a menor quantidade já registrada em um ano. Em 2022 foram 203 milhões de cheques. Em 2021, cerca de 220 milhões. A verdade é que esse número diminui ano a ano.

A queda na emissão de cheques se acentuou nos últimos anos em razão do crescimento do uso de meios eletrônicos para transações financeiras, especialmente o Pix, modalidade lançada em 2020. A própria Febraban reconhece esse cenário:

A pandemia estimulou o uso dos canais digitais dos bancos e, hoje, quase oito em cada dez transações bancárias realizadas no Brasil são feitas em canais digitais, como o mobile banking e internet banking (77%). Soma-se a isso a preferência dos brasileiros pelo Pix, que vem se consolidando como o principal meio de pagamento utilizado no país.

Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban

As razões para a preferência pelo Pix são um tanto óbvias. Entre elas estão a ausência de custos para transações realizadas por pessoas físicas, a efetivação quase imediata de cada operação, a possibilidade de realizar transferências 24 horas por dia e aos finais de semana (ainda que existam restrições de segurança) e o acesso a partir do celular.

O Pix é um dos responsáveis pelo declínio do cheque (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cheque não tem previsão para ser descontinuado

Walter Faria explica que a tendência é a de que o uso de cheques continue caindo ano após ano. Apesar disso, os bancos não têm uma previsão sobre quando a modalidade será descontinuada.

Em entrevista ao Tecnoblog em 2022, o próprio Faria relatou alguns fatores que explicam a “sobrevivência” do cheque, como o costume de pessoas com mais idade a essa modalidade e a cultura de uso de cheques em transações de alto valor, para aquisição de carros ou imóveis, por exemplo.

De 3,3 bilhões para 168,7 milhões de cheques

A tabela mais abaixo, baseada em dados do Serviço de Compensação de Cheques (Compe), revela que 3,3 bilhões de cheques foram compensados em 1995, quando a modalidade passou a ser acompanhada de perto pelos bancos brasileiros. As 168,7 milhões de unidades compensadas em 2023 representam uma queda de 95% em relação ao ano de estreia da série histórica.

Obviamente, essa diferença é refletida no volume de dinheiro movimentado com cheques nesses dois anos. Foram R$ 2 trilhões em 1995 contra R$ 610,2 bilhões em 2023.

O ticket médio, por outro lado, tem aumentado, evidenciando o uso de cheques para transações de alto valor. Esse parâmetro ficou em R$ 613,70 em 1995, R$ 3.257,88 em 2022 e R$ 3.617,60 em 2023.

Ainda de acordo com a Febraban, 13,6 milhões de cheques sem fundos foram devolvidos em 2023.

AnoCheques compensadosVariação desde 199519953.334.224.724–19963.158.118.845-5,28%19972.943.837.133-11,71%19982.748.906.075-17,55%19992.602.863.723-21,93%20002.637.492.836-20,90%20012.600.298.561-22,01%20022.397.295.279-28,10%20032.246.428.302-32,63%20042.106.501.724-36,82%20051.940.344.627-41,81%20061.709.352.834-48,73%20071.533.452.222-54,01%20081.396.544.544-58,11%20091.234.971.610-62,96%20101.120.364.198-66,40%20111.012.774.771-69,62%2012914.214.328-72,58%2013838.178.679-74,86%2014755.816.648-77,33%2015672.014.638-79,84%2016576.404.408-82,71%2017494.055.868-85,18%2018436.204.425-86,92%2019384.278.195-88,47%2020287.196.448-91,39%2021218.944.650-93,43%2022202.848.320-93,91%2023168.693.980-94,99%
Com Pix, uso de cheque cai 95% no Brasil, mas modalidade resiste

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Fonte: Tecnoblog

O Galaxy leva a mágica da IA para a vida das pessoas, diz VP da Samsung

O Galaxy leva a mágica da IA para a vida das pessoas, diz VP da Samsung

Gustavo Assunção lidera a divisão de dispositivos móveis no Brasil (Foto: Divulgação/Samsung)

A Samsung quer fazer barulho com a chegada do Galaxy AI – tanto que o investimento no lançamento do Galaxy S24 será 25% maior do que no Galaxy S23. A informação foi revelada por Gustavo Assunção, o vice-presidente de dispositivos móveis, num bate-papo com o Tecnoblog. Eu o entrevistei por cerca de uma hora, para entender como pensa um dos principais nomes do mercado de smartphones do Brasil.

A linha do Galaxy S24 foi anunciada nesta quarta-feira (dia 17) com preços no Brasil a partir de R$ 5.999. Gustavo reflete sobre a aposta na IA: “tiramos a fricção, pois era algo muito fragmentado e agora entregamos um produto pronto para o consumidor”. Ele afirma que as novas ferramentas de inteligência artificial precisam ser simples para que as pessoas possam adotá-las no dia a dia. A meta da gigante sul-coreana é democratizá-las.

O executivo fala dos bastidores da chegada do produto, com direito a perguntas sobre temas controversos, como o chip Exynos e o corpo de titânio. Gustavo se mostra animado com a trajetória da linha Galaxy S, que, segundo ele, é amada pelos consumidores. Ele também projeta crescimento “de dois dígitos” em 2024.

Confira a entrevista nas linhas a seguir. As falas foram editadas para fins de clareza e brevidade.

 O lançamento do Galaxy AI

Galaxy AI: botão de gerar conteúdo está presente no S24 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Thássius Veloso (Tecnoblog) – Qual vai ser a estratégia da Samsung para promover algo que me parece ser mais software do que hardware na parte da inteligência artificial?

Gustavo Assunção (Samsung) – O Galaxy S24 é apenas o primeiro produto da Samsung com esta tecnologia. Nós temos a clara intenção de expadir o Galaxy AI para outros smartphones. Serão dois ou três, provavelmente no segundo semestre. Queremos prestigiar as pessoas que compraram gerações anteriores do Galaxy. Para isso, os telefones precisam ter o devido poder de processamento.

O Galaxy AI vai ser gratuito ou pago?

Totalmente gratuito. A gente não tem previsão de cobrar pela plataforma, seja no curto, médio ou longo prazo. Queremos democratizar o acesso à inteligência artificial, e por isso oferecemos o Galaxy AI de graça para os nossos consumidores.

Eu pergunto isso porque o ChatGPT tem uma modalidade mais sofisticada que requer assinatura. Algumas partes do Microsoft Copilot também. Como a Samsung vai bancar a IA de graça enquanto os outros cobram? Essa conta não tá fechando.

Eu não posso falar dessas empresas, até porque não conheço os modelos de negócios delas. Mas asseguro que não temos nenhuma intenção de cobrança pelo Galaxy AI. A nossa intenção aqui é de ser a marca inovadora que trouxe a inteligência artificial para os dispositivos móveis. Naturalmente que também queremos trazer novos usuários para a plataforma Galaxy.

Galaxy AI pode formatar texto para você (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que você, enquanto pessoa de negócios, tem usado de inteligência artificial?

A gente viu a mágica da inteligência artificial com o ChatGPT. Eu comecei a pagar a assinatura logo no lançamento e usei por um tempo. Hoje em dia uso bem pouco, mas passei a me interessar mais pelo assunto. Muita gente estuda e fala disso, mas ainda não tem uma aplicação específica que mude a nossa vida. Estamos vivendo o início de algo maior que está por vir. Acredito que a IA é diferente do metaverso, que foi hype há alguns anos. O Galaxy AI traz benefícios reais para o consumidor.

Chip Exynos e chegada ao Brasil

O Galaxy S24 e o Galaxy S24 Plus usam o processador Exynos 2400, da própria Samsung, enquanto o Galaxy S24 Ultra tem Snapdragon 8 Gen 3, da Qualcomm. Sempre dá polêmica quando a gente fala do Exynos. Então pergunto: por que este chip? A Samsung está preparada para as críticas?

A escolha do processador obedece a alguns aspectos maiores do que somente o negócio de smartphones. Nós levamos em consideração a disponibilidade de chips, a nossa visão para o Exynos e os testes de desempenho nas redes de telefonia de cada país. Entendemos que, no caso do Brasil, poderíamos trazer o Snapdragon no Ultra e o recém-lançado Exynos 2400 nas versões básica e Plus. Recentemente lançamos o Galaxy S23 FE também com Exynos e vimos pela imprensa especializada que ele tem performance muito melhor. A Samsung não faria esse movimento se não estivesse muito confiante no que está oferecendo.

Como será a chegada do S24 ao Brasil? Haverá espera em relação aos Estados Unidos?

Novamente temos um lançamento no Brasil simultâneo ao global. Os produtos estão nas lojas desde quarta-feira (dia 17/01), para que as pessoas possam conhecê-lo melhor. Também estão nas operadoras, em parceiros comerciais e no varejo em geral. A nossa pré-venda oferece o dobro de memória pelo mesmo preço. É a mesma oferta que tivemos no S23 e foi muito bem aceita. Também daremos o que chamamos de boost no trade-in. A Samsung aumenta o valor residual do aparelho antigo durante as três semanas de pré-venda. Ou seja, o smartphone atual passa a valer mais na troca pelo S24.

Por que a estratégia do armazenamento em dobro foi tão bem sucedida?

Os nossos dados internos mostram que as pessoas usam muito armazenamento do aparelho, por mais que tenham acesso à nuvem. Isso tem a ver com jogos, música, streaming. Ainda existia dúvida se a estratégia traria valor para o consumidor, mas os resultados de 2023 mostraram que sim. Temos total confiança de que seremos novamente vitoriosos neste ano.

Smartwatch de brinde? Não

Mas Gustavo, até aí eu não vejo nada de novo em relação ao ano passado. Cadê a inovação nessa parte?

Nós fizemos um trabalho importante com as operadoras para oferecer planos específicos para quem quer o Galaxy S24, até porque alguns serviços do Galaxy AI usam a rede de telefonia. Eles também são nossos sócios no processo de comunicação da chegada do S24. Teremos ofertas especiais na nossa loja própria, desta vez em conjunto com outros dispositivos do ecossistema Galaxy, como os fones de ouvido.

Galaxy Watch 6, lançamento de 2023 (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Vocês vão dar relógio de brinde?

Não faremos isso. É algo que eu te contei em outra entrevista e provou ser a estratégia correta. Tivemos um resultado muito bacana com o Galaxy Watch 6 em 2023. Nós recuperamos o negócio de smartwatches no Brasil. Vimos que as pessoas veem valor e estão dispostas a pagar pelo relógio.

Você disse que “recuperou”. Então a situação estava ruim?

A gente vinha de uma situação em que o smartwatch era usado como brinde, o que naturalmente leva a uma perda de valor deste produto. Isso foi resolvido. O Galaxy Watch 6 vendeu cerca de três vezes mais do que o Watch 5. Ele foi comercializado desde o começo, sem ser dado de graça na compra do Galaxy S23. A Samsung tem a vocação de oferecer um ecossistema completo de produtos tecnológicos.

Os smartphones estão todos iguais?

Eu já te perguntei se os celulares estavam todos iguais e você disse que não era bem assim. Agora eu fiquei muito impressionado com o que vi de Galaxy AI porque a impressão é de que essa nova inteligência está na ponta dos seus dedos. Você diria que é uma virada de página?

Sem dúvida nenhuma. Acho que é importante voltar um pouquinho e reconhecer que a inteligência artificial não é algo novo. Ela já está na nossa vida e você sabe muito bem disso. Vários dos nossos aparelhos têm otimização de bateria, por exemplo, mas isso era invisível para o consumidor. A Samsung entendeu que a IA precisa ser simples para o usuário. O Galaxy AI é exatamente assim: fácil de usar e seguro. A gente se preocupou para que as pessoas possam ter a mágica da inteligência artificial no dia a dia delas.

Como fica a privacidade? O Galaxy AI tem acesso às mensagens das pessoas no WhatsApp, às fotos e muito mais. Existe o receio de que estes dados sejam repassados a terceiros.

A pauta da privacidade e da segurança é um pilar para a Samsung enquanto corporação. Permeia todo o negócio, independentemente de ser Galaxy AI ou não. Nesse novo serviço nós usamos criptografia de ponta a ponta. Já as ferramentas de tradução não aprendem com o que é dito pelo usuário porque rodam dentro do dispositivo. Nós estamos tomando todas as medidas possíveis para deixar o usuário confortável com relação a isso.

A Samsung divulgou o compromisso de atualizar o Android do S24 por sete anos. Ou seja, ele sai com o Android 14 e terá, lá na frente, o Android 21. Como vocês podem ter certeza de que um smartphone de 2024 será capaz de rodar um sistema que ainda nem existe, que não tem como saber o quão pesado será?

Nossa intenção é assegurar que o usuário Samsung que optou pela compra de um S24 receba atualizações, esteja sempre seguro e apto a usar todos os recursos disponíveis. Isso naturalmente aumenta o valor do produto. Hoje existe o mercado de economia circular, em que o aparelho antigo é parte do pagamento do aparelho novo. A Samsung está muito atenta a este novo comportamento. Por isso trabalhamos para aumentar a longevidade do aparelho. O cliente tira máximo proveito por mais tempo e isso aumenta o valor de ter um Galaxy S24.

Celular de titânio e a disputa com a Apple

Galaxy S24 Ultra tem quatro câmeras traseiras, duas delas teleobjetivas de 3x e 5x (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A gente entra numa característica que me chamou a atenção: a carcaça de titânio no Galaxy S24 Ultra. A Apple fez exatamente o mesmo com o iPhone 15 Pro e o Pro Max há alguns meses. Por que a Samsung decidiu por este caminho?

A Samsung tem um pipeline próprio de pesquisa e desenvolvimento. Isso já estava previsto muito antes do nosso concorrente fazer. Não teria como mudar o projeto em poucos meses.

Fiquei curioso em saber o quão antes. Como é o processo de criação de um novo celular?

Toda a parte de R&D começa cerca de dois anos antes do lançamento final. Hoje mesmo nós estamos conversando um pouco sobre os recursos do flagship de 2025.

Pergunto isso porque o consumidor não sabe como funciona. Às vezes ele acha que a Apple fez algo e que a Samsung repetiu logo em seguida.

Exatamente, é impossível fazer isso. O titânio é muito importante porque dá mais durabilidade ao produto. No entanto, nosso principal diferencial é a inovação que o Galaxy AI traz ao mercado móvel.

Tá muito nítido que vocês estão jogando junto com o Google na parte de busca na web. E a Microsoft?

O Galaxy AI é fruto de uma colaboração dessas três empresas. Acho que muita coisa vai acontecer ao longo dos próximos anos. A Samsung sempre tem uma postura de colaboração aberta com esses parceiros. O Galaxy AI também permeará os laptops, e aqui entra um contato importante com a Microsoft. Essa colaboração extrapola os smartphones.

Galaxy S é amado pelos consumidores

Aparelhos da linha Galaxy S24 saem da caixa com Android 14 e One UI 6.1 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Eu queria entrar num tema mais abrangente: a marca Samsung. Hoje em dia, quando a gente pensa nas caixinhas em que as marcas são colocadas, todo mundo fica tentando ser uma love brand – o consumidor quer ter tudo daquela empresa e muitas vezes não se importa com a ficha técnica. O que vocês fazem para entrar nessa categoria de love brand?

A Samsung tem uma abordagem mais democrática do que as outras empresas de tecnologia porque estamos em várias categorias de produtos. Portanto, há o ônus e o bônus de ser uma marca mainstream. Quando estudamos os cases do mercado, vemos que marcas abastadas abrem mão de consumidores para serem amadas. Nós queremos atender a todos. Fazemos muita pesquisa e temos o entendimento de que a Samsung é amada pelos consumidores de Galaxy S. O índice de retenção é muito alto. Só não posso te abrir os dados porque são estratégicos, mas sabemos que os usuários do Galaxy S Ultra costumam migrar para um novo Ultra de tempos em tempos.

Então você acha que as pessoas desejam o Galaxy S, às vezes sem se importar tanto com especificações técnicas, mas pelo estilo de vida?

Sim. Um exemplo: pessoas que querem a liberdade de um sistema operacional aberto. Elas encontram isso no aparelho da Samsung. Temos os recursos mais robustos do mercado, o melhor design, e agora a inteligência artificial. 

Os clientes de Galaxy S trocam de aparelho com que frequência?

Eu diria que os usuários de Ultra fazem isso a cada dois anos, eventualmente até um ano e meio. A gente percebe que o ciclo de troca está se estendendo, caminhando para os três anos. Iniciativas como a do Sempre de Samsung encorajam a troca.

Crescimento de dois dígitos

O mercado de celulares passa por um momento de estabilidade. Você acredita que a IA irá elevar as vendas ou que os esforços são no sentido de manter os patamares atuais?

Eu diria que o mercado oficial registrou desempenho positivo no ano passado. Nós deixamos de captar uma parte dos clientes que optou pelo mercado não oficial. Já o segmento premium. Ele não foi afetado pela condição macroeconômica.

Mas eu te perguntei se a meta é manter vendas estáveis ou crescer…

Crescimento, sem dúvida nenhuma. A Samsung projeta crescimento de dois dígitos.

Confira o Galaxy AI em ação no vídeo abaixo

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O Galaxy leva a mágica da IA para a vida das pessoas, diz VP da Samsung
Fonte: Tecnoblog