Category: Computador

Este miniPC vem com uma tela 4K de 7 polegadas porque sim

Este miniPC vem com uma tela 4K de 7 polegadas porque sim

MiniPC Miniproca tem tela de 7 polegadas (imagem: reprodução/Kickstarter)

É uma pena miniPCs não serem populares no Brasil, pois vez ou outra aparece um modelo interessante. Ou curioso, como é o caso do Miniproca: o equipamento tem chip Ryzen 9 6900HX, mas o seu maior destaque é a presença de uma tela 4K de 7 polegadas na parte superior.

Uma pequena grande tela

MiniPCs são úteis para quem tem pouco espaço físico na mesa ou quer ter a experiência de usar um desktop sem ter que recorrer a um gabinete tradicional. Em todos os casos, é preciso complementar o equipamento com monitor, teclado e mouse.

Se é para o computador ter tela integrada, o ideal é apelar para um notebook. Mas o Miniproca foge à regra. O equipamento tem formato de caixinha, lembrando vagamente um Mac Mini. Mas, no topo dele, está uma tela de 7 polegadas com resolução 4K, taxa de atualização de 120 Hz e sensibilidade a toques.

Parece loucura. Embora baste conectar teclado e mouse para usar a novidade, a tela de 7 polegadas é tão pequena para um PC que, provavelmente, você vai desistir dessa ideia com poucos minutos de uso.

Mas, pensando bem, a tela pode ter lá suas utilidades. Dá para utilizá-la como um display secundário, que reproduz um vídeo no YouTube ou exibe dados de uma planilha enquanto você trabalha no monitor principal, por exemplo.

De fato, a campanha de financiamento do Miniproca mostra ele sendo usado na maior parte do tempo como uma tela complementar, não como o monitor principal.

Quem adquirir esse equipamento certamente encontrará utilidade para a tela. Só fico me perguntando se faz sentido um visor desse tamanho ser 4K.

MiniPC Miniproca tem tela de 7 polegadas (imagem: reprodução/Kickstarter)

Hardware interessante

As especificações do Miniproca são interessantes para um miniPC. Encontramos aqui um chip octa-core AMD Ryzen 9 6900HX com GPU Radeon RX 680M. O equipamento traz ainda 8, 16 ou 32 GB de memória DDR5, bem como SSD de até 2 TB.

A conectividade é garantida com USB 3.2 (2), USB4, DisplayPort 1.4, HDMI 2.1 (2), USB 2.0 (2), Ethernet (2), conexão para áudio, além de Wi-Fi 6E e Bluetooth 5.2.

Tudo isso em uma caixa feita de liga de alumínio e as seguintes medidas: 175 x 137 x 55 mm.

O sistema operacional é o Windows 10 ou o Windows 11.

Disponibilidade e preço

Eu falei em campanha de financiamento acima. O Miniproca é um miniPC que busca apoiadores no Kickstarter. O objetivo da campanha é arrecadar US$ 5.000, mas o projeto estava em quase US$ 54.000 quando esta nota foi publicada. A proposta tem agradado, pelo jeito.

No Kickstarter, o equipamento tem preço inicial de US$ 699, opção que inclui 8 GB de RAM e 512 GB.

A campanha estará ativa até 14 de agosto de 2024. Os envios estão previstos para começar em outubro.

E, sim, o nome do miniPC desperta o pior da quinta série que existe em nós.
Este miniPC vem com uma tela 4K de 7 polegadas porque sim

Este miniPC vem com uma tela 4K de 7 polegadas porque sim
Fonte: Tecnoblog

O que é a obsolescência programada de eletrônicos? Entenda impactos dessa estratégia

O que é a obsolescência programada de eletrônicos? Entenda impactos dessa estratégia

Obsolescência programada gera impactos sociais, econômicos e ambientais (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

A obsolescência programada é uma estratégia da indústria para criar produtos com vida útil reduzida e forçar consumidores a comprarem novas mercadorias de forma acelerada, uma vez que um item antigo se tornará obsoleto.

Essa estratégia atinge a maioria dos setores do mercado, mas é vista principalmente no ramo de eletrônicos de consumo (TVs, celulares e computadores), já que o setor tem grandes aportes de investimento para inovação e desenvolvimento de novas tecnologias.

Como consequência, a obsolescência programada resulta em um grande impacto econômico para a sociedade, uma vez que induz a população a um consumo desenfreado. O fenômeno também gera efeitos negativos para o meio ambiente com o aumento da emissão de gases estufa e do descarte de lixo eletrônico.

A seguir, entenda melhor o que é a obsolescência programada, e confira os impactos e as questões legais dessa prática.

ÍndiceO que é obsolescência programada?Quando surgiu o conceito de obsolescência programada?Quais são os tipos de obsolescência programada?1. Obsolescência artificial2. Obsolescência psicológica3. Obsolescência tecnológica4. Obsolescência legalQuais são os principais exemplos de obsolescência programada?Quais são os impactos da obsolescência programada?Como amenizar os impactos ambientais da obsolescência programada?Obsolescência programada é ilegal?É possível evitar a obsolescência programada?

O que é obsolescência programada?

A obsolescência programada (ou obsolescência planejada) consiste em uma estratégia da indústria para criar produtos com vida útil reduzida, mesmo com tecnologias e conhecimentos suficientes para o desenvolvimento de itens mais duradouros.

O objetivo da obsolescência programada é fazer com que consumidores troquem ou substituam mercadorias de maneira acelerada, o que impulsiona as vendas, estimula a demanda por um produto e, consequentemente, aumenta o lucro das empresas.

Importante destacar que a estratégia de obsolescência programada é vista principalmente na indústria de eletrônicos de consumo, mas também se faz presente em diversos outros setores do mercado.

Quando surgiu o conceito de obsolescência programada?

Registros históricos apontam que o conceito de obsolescência programada foi colocado em prática em dezembro de 1924, quando os principais fabricantes de lâmpadas do mercado se reuniram em Genebra e decidiram reduzir a vida útil das lâmpadas de 2.500 horas para apenas 1.000 horas.

A ideia de criar produtos menos duradouros faria com que as empresas passassem a vender mais e de forma mais frequente, especialmente em um período de forte concorrência no mercado de lâmpadas e sem garantias de vendas estáveis.

Obsolescência programada foi colocada em prática por um cartel de lâmpadas (Imagem: John Cameron/Unsplash)

Mas o primeiro registro do termo “obsolescência programada” só aconteceu em 1932, quando o corretor de imóveis americano Bernard London sugeriu a adoção da estratégia por lei com o objetivo de recuperar os Estados Unidos da crise de 1929.

A proposta de London não virou lei, mas a obsolescência programada passou a ser adotada como estratégia de mercado (em praticamente todos os setores) desde então e perdura até os dias atuais, mesmo com a constante evolução tecnológica.

Quais são os tipos de obsolescência programada?

Por mais que algumas nomenclaturas possam variar, a obsolescência programada pode ser dividida em quatro tipos diferentes, como explica Leonardo Geraldo de Oliveira, professor do Departamento de Tecnologia do Design da UFMG:

1. Obsolescência artificial

A obsolescência artificial (ou programática) ocorre quando há intenção prévia de tornar um produto obsoleto antes mesmo do processo de fabricação. Um bom exemplo da prática é a criação de eletrônicos projetados para falhar após determinado número de ciclos ou tarefas, o que obriga a aquisição de um novo produto.

Outra característica da obsolescência artificial é a limitação para reparo do produto, o que dificulta o conserto de um aparelho com defeito e força o consumidor a adquirir uma nova mercadoria.

2. Obsolescência psicológica

Também conhecida como obsolescência perceptiva ou estética, a obsolescência psicológica é uma estratégia abstrata usada para destacar novas tendências e tornar produtos (ou serviços) antigos menos desejáveis ao enquadrá-los como obsoletos.

Essa estratégia é principalmente vista em atualizações de versões de aparelhos eletrônicos (como updates do iPhone 14 para o iPhone 15), mas também é observada quando uma nova peça de roupa entra na moda ou mesmo quando um aplicativo se encontra com alta demanda.

3. Obsolescência tecnológica

A obsolescência tecnológica (ou funcional) está relacionada à incapacidade de um eletrônico executar determinado software ou sistema operacional por limitações de hardware, como quando um PC não consegue rodar o Windows 11 ou um iPhone não pode baixar o último patch do iOS.

Importante ressaltar que a obsolescência tecnológica não está necessariamente envolvida com a criação de produtos menos duradouros de forma intencional, e pode ser relacionada ao rápido avanço tecnológico que força otimização de hardware e alterações de compatibilidade.

4. Obsolescência legal

Já a obsolescência legal acontece quando normas e regulamentações proíbem o uso de um produto. Exemplos envolvem a proibição de veículos antigos que não atendem aos novos padrões de emissões de gases ou brinquedos descontinuados que traziam riscos à segurança das crianças.

Quais são os principais exemplos de obsolescência programada?

Por mais que a obsolescência programada atinja quase todos os setores do comércio, a prática é vista especialmente na indústria de eletrônicos. Alguns exemplos dessa estratégia envolvem:

Baterias limitadas: smartphones, notebooks e outros eletrônicos modernos tendem a apresentar baterias menos duradouras, estimulando consumidores a comprarem novos aparelhos ou modelos premium;

Vida útil reduzida: é comum que empresas projetem mercadorias que vão apresentar defeitos após um determinado número de ciclos, mesmo que o item não tenha sido danificado ou exposto a situações que comprometam sua durabilidade;

Design unificado: novos smartphones costumam apresentar design de System-on-a-Chip (SoC) único, o que encarece reparos de uma única peça com defeito e, consequentemente, torna a aquisição de novos produtos mais vantajosa;

Limitação de hardware: itens como computadores e notebooks limitam a possibilidade de upgrade de hardware, o que obriga os consumidores a comprarem novas peças atualizadas para otimizar o desempenho dos eletrônicos;

Atualização de software: aplicativos e sistemas operacionais costumam trazer suporte e updates apenas para aparelhos mais recentes, tornando itens mais antigos obsoletos;

Falso alarme de impressoras: algumas impressoras são projetadas para notificar baixos níveis de tinta dos cartuchos, mesmo que eles ainda tenham quantidade de tinta suficiente para mais impressões;

Atualizações de design: empresas podem alterar apenas aspectos de design de um produto para induzir consumidores à compra, mesmo que o item não apresente grandes atualizações de hardware.

Quais são os impactos da obsolescência programada?

A obsolescência programada majoritariamente traz impactos negativos nos âmbitos sociais, econômicos e ambientais. As consequências dessa estratégia envolvem:

Impacto financeiro: produtos menos duradouros vão exigir que consumidores realizem compras de forma muito mais constante, o que impacta negativamente a parcela da população com menos condições;

Impacto ambiental: empresas terão que aumentar a produção de mercadorias para compensar produtos com menor vida útil, o que significa mais geração de gases estufa durante a etapa de manufatura, e mais exploração de minérios e elementos naturais;

Lixo eletrônico: aumentar o fluxo de compras também ascende o descarte de produtos, o que pode elevar a degradação do meio ambiente;

Aumento do consumo: a obsolescência psicológica pode influenciar negativamente consumidores a adquirirem novos produtos apenas para sensação de pertencimento a um grupo ou classe social;

Crescimento econômico: a estratégia da obsolescência programada fomenta o fluxo da economia, embora os lucros fiquem apenas nas mãos de grandes empresas, corporações e cartéis;

Desenvolvimento tecnológico: a necessidade de criar novos produtos em um curto intervalo de tempo faz com que as empresas invistam em pesquisa e inovação para desenvolver melhorias para os consumidores.

Como amenizar os impactos ambientais da obsolescência programada?

A redução de impactos ambientais causados pela obsolescência programada exige uma tríplice colaboração entre governo, indústria e consumidores.

O governo deve criar legislação e normas para regular a produção da indústria e exigir políticas sustentáveis no processo de manufatura. Aliado a isso, as empresas devem ser fiscalizadas para evitar a produção de mercadorias com baixa vida útil, e precisam informar os consumidores sobre a durabilidade de seus produtos.

Lixo eletrônico como consequência da obsolescência programada (Imagem: John Cameron/Unsplash)

Já a indústria deve apostar na incorporação da reciclagem na produção de mercadorias e criar campanhas que auxiliem os consumidores para o descarte correto de lixo eletrônico. Programas de reparo também devem ser considerados de modo a estender a durabilidade de produtos e evitar novas compras desnecessárias.

A população também tem papel fundamental na redução de impactos ambientais ao aderir o consumo consciente. Os indivíduos ainda devem fazer o descarte correto de celulares e outros dispositivos eletrônicos, e fomentar o mercado secundário para o reaproveitamento de itens usados.

Obsolescência programada é ilegal?

O entendimento sobre a legalidade da obsolescência programada varia de acordo com as leis e regulamentações sobre o tema de cada país. Mas diversas nações contam com regras em prol do consumidor para combater essa prática.

A França se destaca no combate à obsolescência planejada, com aplicação de multas e pedidos de prisão para quem reduzir a vida útil de produtos de forma proposital. Itália e a União Europeia como um todo também têm regras para proteger os consumidores da prática.

No Brasil, ainda não existe uma lei específica sobre a obsolescência programada. Contudo, os artigos 18 e 32 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) exigem garantias de peças de reposição e responsabilizam empresas por vícios de qualidade, respectivamente.

Importante mencionar que essas leis e regulamentações específicas já renderam multas a empresas como Apple e Samsung, acusadas de diminuir a vida útil de seus produtos via atualizações de software.

É possível evitar a obsolescência programada?

O cenário mais provável seria apenas reduzir práticas de obsolescência programada, com um esforço conjunto de governos, indústria e consumidores.

Para isso, governos teriam de endurecer regulamentações e punir empresas que reduzam a vida útil de produtos propositalmente ou dificultam ofertas para reposição de peças, o que estenderia a durabilidade das mercadorias.

Já empresas precisariam apostar em design sustentável para seus produtos, modificar as ações de marketing que induzem compras desenfreadas, estender garantia de reparo e peças de reposição, além de ampliar a compatibilidade de atualização de softwares para aparelhos mais antigos.

A população, por sua vez, teria que adotar o consumo consciente para diminuir a produção de lixo eletrônico e reduzir a demanda por lançamentos de novos produtos no mercado.
O que é a obsolescência programada de eletrônicos? Entenda impactos dessa estratégia

O que é a obsolescência programada de eletrônicos? Entenda impactos dessa estratégia
Fonte: Tecnoblog

TSMC começa a fabricar estruturas de 3 nm para as próximas CPUs da Intel

TSMC começa a fabricar estruturas de 3 nm para as próximas CPUs da Intel

Wafer de chips (imagem: divulgação/TSMC)

A Intel vai lançar os chips de codinome Lunar Lake no terceiro trimestre de 2024 com a promessa de marcar presença na atual onda de aplicações baseadas em inteligência artificial. Mas esses chips têm uma característica curiosa: eles estão sendo produzidos com uma tecnologia de 3 nanômetros (nm) da TSMC.

Parceria inesperada com a TSMC

A TSMC é especializada em fabricar chips para outras companhias, a exemplo da AMD e da Qualcomm. Essas organizações desenvolvem os próprios chips, mas terceirizam a sua produção. É diferente com a Intel, pois a empresa tem fábricas próprias. É por isso que a parceria com a TSMC causa alguma surpresa.

Os detalhes sobre essa parceria ainda são escassos. Sabe-se, porém, que os chips Lunar Lake serão construídos com base em duas estruturas principais.

A primeira estrutura é baseada na tecnologia TSMC N3B, a que conta com processo de 3 nm. Ali estarão os núcleos de alto desempenho (P) e eficiência energética (E) de cada chip, além da GPU e da NPU. Já a estrutura que contém o controlador da plataforma será baseada na tecnologia TSMC N6, de 6 nm.

Os motivos para essa parceria ainda não estão claros. E talvez nunca sejam revelados. Porém, depois que Pat Gelsinger assumiu a liderança da Intel, os projetistas da companhia foram autorizados a usar a melhor tecnologia de fabricação disponível para uma nova linha de chips, mesmo se essa solução vier das mãos de terceiros.

É o caso aqui. Em um ou mais aspectos, a tecnologia de 3 nm da TSMC está mais bem preparada para o que a Intel busca para a sua próxima geração de chips. Durante a Computex 2024, o próprio Gelsinger declarou que os chips “Lunar Lake receberam a TSMC como a tecnologia certa para o momento”.

Chip Lunar Lake (imagem: divulgação/Intel)

Produção dos blocos já começou

De acordo com o Digitimes, a TSMC já iniciou a produção em massa das estruturas de 3 nanômetros para os chips Lunar Lake. Não é sem tempo: a expectativa é a de que os primeiros notebooks baseados nos novos processadores sejam anunciados no terceiro trimestre de 2024.

É importante para a Intel ser rigorosa nos prazos, afinal, os primeiros computadores baseados nos chips Qualcomm Snapdragon X começaram a chegar ao mercado nesta semana. Além disso, a Intel também precisa fazer frente aos processadores AMD Ryzen AI 300.

Em comum, todos trazem uma NPU com mais de 40 TOPS de capacidade para execução local de tarefas de inteligência artificial, um filão que nenhuma dessas companhias quer deixar em segundo plano.
TSMC começa a fabricar estruturas de 3 nm para as próximas CPUs da Intel

TSMC começa a fabricar estruturas de 3 nm para as próximas CPUs da Intel
Fonte: Tecnoblog

Novo Alienware m16 R2 chega ao Brasil com estrutura menor e chip Core Ultra

Novo Alienware m16 R2 chega ao Brasil com estrutura menor e chip Core Ultra

Novo Alienware m16 R2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

(Direto de São Paulo) A Dell trouxe o novo Alienware m16 R2 para o Brasil. O modelo é menor e menos pesado, mas ainda poderoso para as jogatinas. Com isso, a novidade pode ser transportada com mais facilidade. Equipado com processador Core Ultra e chip gráfico RTX série 4000, o notebook gamer chega com preço inicial de R$ 12.699.

Alienware m16 R2 é 15% menor

A prioridade de todo notebook gamer é o desempenho. Por conta disso, é comum esse tipo de máquina ser equipado com sistemas de resfriamento, fonte de alimentação elétrica e outros componentes em tamanhos superiores aos convencionais. Frequentemente, isso deixa o computador grande e pesado.

O Alienware m16 de geração anterior é assim. Já a nova versão melhora esses aspectos. De acordo com a Dell, ele está 15% menor em relação ao antecessor. Essa diferença parece pequena, mas é suficiente para o computador ser acomodado mais facilmente na mochila, por exemplo.

Isso é efeito do novo sistema de resfriamento da máquina, agora até 43% mais eficiente em relação à tecnologia anterior. “Duas ventoinhas ultrafinas e quatro heatpipes de cobre soldados a laser foram cuidadosamente posicionados dentro do chassi menor para maximizar o desempenho”, completa a Dell.

Ele continua mais pesado do que a média: são 2,6 kg. Mas esse peso é cerca de 25% menor na comparação com a geração anterior, então também há um avanço nesse quesito. E isso vale para a fonte de alimentação, que deixou de ser um “tijolão” e, agora, é um “tijolinho”.

O novo adaptador de energia à esquerda e, à direita, o antigo (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Vale destacar que o novo Alienware m16 também teve seu design externo renovado. O teclado com retroiluminação LED colorida continua lá, mas agora também há luzes na moldura do touchpad. Já o símbolo da Alienware, que ficava à direita, agora está em posição centralizada, logo acima do teclado.

Intel Core Ultra para o desempenho

O desempenho continua sendo o fator mais importante. Nesse aspecto, o novo Alienware m16 R2 pode ser equipado com o processador Intel Core Ultra 7 155H ou o Core Ultra 9 185H. Ambos têm tecnologia de 7 nanômetros e configuração de 14 núcleos (seis de desempenho, oito de eficiência energética).

Já os gráficos são garantidos com uma GPU Nvidia GeForce RTX 4060 ou 4070. O laptop conta ainda com até 32 GB de memória RAM e SSD de 1 TB.

Não nos esqueçamos da tela: trata-se de um painel LCD de 16 polegadas com resolução QHD+, taxa de atualização de até 240 Hz e tecnologia Nvidia G-Sync. O visor teve suas dobradiças redesenhadas para permitir abertura de até 180 graus.

Interior do Dell Alienware m16 R2 2024 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Disponibilidade e preço

O Alienware m16 R2 já está disponível no site brasileiro da Dell. Os preços oficiais, sem considerar descontos ou promoções, partem de R$ 12.699.

A novidade é produzida na fábrica da companhia em Hortolândia (SP). Isso reduz o tempo de entrega em relação a equipamentos importados, bem como deixa o preço do laptop mais competitivo no Brasil, de acordo com a Dell.

Alienware m16 R2 2024 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Outro lançamento recente da marca no Brasil é a nova linha de notebooks Dell XPS.

Especificações do Alienware M16 R2

Tela: 16 polegadas, 2560×1600 pixels, 240 Hz, ComfortView Plus, Nvidia G-Sync, 100% sRGB

Processador: Intel Core Ultra 7 155H ou Core Ultra 9 185H

GPU: Nvidia GeForce RTX 4060 ou 4070

RAM: 16 GB ou 32 GB de DDR5

Armazenamento: SSD NVMe de 1 TB

Bateria: 90 WHr

Conectividade: USB 3.2 tipo A com PowerShare, USB 3.2 tipo A (2), USB-C com Thunderbolt 4 e DisplayPort 1.4, USB-C com DisplayPort 1.4, HDMI 2.1, Ethernet, fones de ouvido, Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4

Webcam: 1080p compatível com Windows Hello

Sistema operacional: Windows 11

Outros: teclado ABNT2 com iluminação RGB, touchpad com iluminação RGB, resfriamento Alienware Cryo-Tech, alto-falantes estéreos de 2 W (2)

Dimensões: 249,4 x 363,9 x 23,5 mm

Peso: 2,6 kg

Novo Alienware m16 R2 chega ao Brasil com estrutura menor e chip Core Ultra

Novo Alienware m16 R2 chega ao Brasil com estrutura menor e chip Core Ultra
Fonte: Tecnoblog

Briga entre Arm e Qualcomm pode atrapalhar vendas de laptops com Snapdragon X

Briga entre Arm e Qualcomm pode atrapalhar vendas de laptops com Snapdragon X

Vendas do Surface Laptop iniciam na próxima segunda, mas disputa judicial entre Arm e Qualcomm pode interferir nas vendas (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A disputa judicial que corre desde 2022 entre a Arm Holdings, criadora da arquitetura Arm, e a Qualcomm pode atrapalhar a venda dos laptops Windows com Snapdragon X. A Arm acusa a americana de violar a licença de uso da arquitetura após a aquisição da Nuvia. Segundo a autora do processo, a Qualcomm não negociou uma nova licença e usou o acordo antigo para criar processadores para laptops.

Anunciados no fim de maio durante o Microsoft Build, os notebooks com os chips Snapdragon X serão os primeiros a contar com os recursos do Copilot+, plataforma de IA para PCs com Windows 11. Os primeiros dispositivos com esses CPUs chegam no dia 18 de junho, mas suas vendas podem ser interrompidas a partir de dezembro, mês que inicia o julgamento do processo.

Se as partes chegarem a um acordo antes disso, a situação será resolvida (e essa é a aposta de investidores e analistas ouvidos pela Reuters). Do contrário, existe a possibilidade das vendas dos notebooks serem suspensas — assim como aconteceu com os Apple Watches no processo aberto pela Masimo.

Para investidores e analistas, Qualcomm e Arm devem chegar a um acordo antes do início do julgamento (Imagem: Divulgação/Qualcomm)

Entendendo a disputa entre Arm e Qualcomm

Em 2021, a Qualcomm comprou a Nuvia, uma fabricante de processadores fundada em 2019 por ex-empregados da Apple. Durante sua curta vida, a Nuvia negociou um acordo para usar a arquitetura Arm na criação de CPUs para servidores.

Contudo, após adquirir a jovem fabricante de chips, a Qualcomm não chegou a um acordo com a britânica Arm para o uso das licenças negociadas com a Nuvia. Em 2022, a dona da arquitetura abriu um processo contra americana.

Segundo a Arm, os atuais processadores Snapdragon X Plus e Elite foram desenvolvidos com a tecnologia licenciada para a Nuvia. Parte da acusação é baseada no fato da Qualcomm ter incluído os funcionários da Nuvia na tarefa de desenvolver CPUs para laptops.

Surface Pro é um dos primeiros laptops com Snapdragon X (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Em sua defesa, a americana afirma que possui, entre seus vários contratos com a Arm, a licença para fabricar chips para PCs com a arquitetura da empresa.

A Qualcomm também é fornecedora exclusiva de processadores Arm para a Microsoft — e esse contrato encerra em 2024. Após isso, a Nvidia e a AMD poderão lançar seus processadores Arm para laptops Windows. Para a Qualcomm, é melhor resolver a disputa de forma amigável do que prejudicar uma longa parceria.

Com informações: Reuters e The Verge
Briga entre Arm e Qualcomm pode atrapalhar vendas de laptops com Snapdragon X

Briga entre Arm e Qualcomm pode atrapalhar vendas de laptops com Snapdragon X
Fonte: Tecnoblog

Notebooks com CPUs AMD e Intel não terão Copilot+ no lançamento

Notebooks com CPUs AMD e Intel não terão Copilot+ no lançamento

CPUs da Intel e AMD têm especificações compatíveis com o Copilot+, mas não terão a IA no lançamento (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Os laptops com processadores Intel Lunar Lake e da AMD Ryzen AI, desenvolvidos para a plataforma Copilot+, têm um problema: eles não terão a IA da Microsoft no seu lançamento. Sim, o principal motivo deles serem fabricados não estará disponível para os primeiros compradores. A informação foi confirmada pela Microsoft, que não cita quando o Copilot+ chegará para PCs com inteligência artificial (AI PC).

Das duas fabricantes de CPUs, apenas notebooks com processadores Ryzen AI foram anunciados. Acer, Asus, Dell, HP, MSI e Lenovo são algumas das empresas que lançarão laptops com os novos CPUs da AMD. Já os notebooks com o Intel Lunar Lake chegarão no terceiro trimestre de 2024.

A Asus já apresentou uma data para a chegada dos seus produtos com Ryzen AI: 18 de junho — mas para mercados selecionados, com o Brasil de fora por enquanto. Visto a forte presença da empresa, junto da Dell, HP e Lenovo por aqui, não deve demorar para os laptops com Ryzen AI serem lançados no Brasil.

Asus já anunciou até a data de lançamento dos seus laptops com Ryzen AI 300 (Imagem: Divulgação/Asus)

Em uma nota enviada ao site The Verge, a Microsoft confirmou que os recursos do Copilot+ serão liberados para os AI PCs com processadores Intel Lunar Lake e AMD Ryzen AI em uma atualização gratuita.

No comunicado, assinado pelo gerente de marketing James Howell, a empresa não dá nenhuma previsão de quando será enviado o update. A Microsoft apenas diz que ele será entregue quando disponível.

A Nvidia, que lançará CPUs para AI PCs no futuro, confirmou para o The Verge que os futuros laptops a usarem seus processadores também terão que aguardar a chegada da atualização gratuita.

Snapdragon X Elite é o processador topo de linha da Qualcomm para notebooks (imagem: Divulgação/Qualcomm)

Qualcomm Copilot+ desde o lançamento

Enquanto AMD, Intel e Nvidia terão que esperar, os laptops com processadores Snapdragon X terão o Copilot+ desde o lançamento. Não há declaração da Microsoft falando sobre alguma exclusividade temporária dos recursos de IA para a Qualcomm. É provável que a big tech de tenha priorizado os chips Snapdragon para acelerar a integração do Windows com a arquitetura Arm.

O gerente de relações públicas da AMD, Matthew Hurwitz, disse para o The Verge que é esperado que o Copilot+ chegue para os chips Ryzen AI até o fim deste ano. Os laptops com processador da AMD chegam antes dos modelos com Lunar Lake — assim, quem quiser um notebook Copilot+ com Intel vai esperar ainda mais.
Notebooks com CPUs AMD e Intel não terão Copilot+ no lançamento

Notebooks com CPUs AMD e Intel não terão Copilot+ no lançamento
Fonte: Tecnoblog

Intel aposta nos chips Lunar Lake para impedir avanço da AMD e Qualcomm

Intel aposta nos chips Lunar Lake para impedir avanço da AMD e Qualcomm

Chip Lunar Lake (imagem: divulgação/Intel)

A Intel aproveitou a Computex 2024 para revelar mais detalhes da sua próxima geração de processadores. Com codinome Lunar Lake, os novos chips serão lançados no terceiro trimestre de 2024 com uma missão importante: disputar espaço com a AMD e a Qualcomm no mercado de PCs com inteligência artificial (AI PC).

Novos núcleos, mas sem hyper-threading

Para esta geração, a Intel aposta em uma microarquitetura praticamente nova, quase como se ela tivesse sido feita do zero. A estratégia de combinar núcleos de desempenho (P) com núcleos de eficiência energética (E) foi mantida. Porém, esses núcleos foram aperfeiçoados.

As unidades P, de codinome Lion Cove, devem ter cerca de 15% mais desempenho geral em relação à geração anterior. Já as unidades E, de codinome Skymont, prometem consumir menos energia nessa mesma comparação, mas mantendo ou melhorando ligeiramente o seu desempenho geral.

Curiosamente, a Intel decidiu abandonar a técnica de hyper-threading nos processadores Lunar Lake, que vinha sendo implementada em núcleos P nas gerações mais recentes.

A companhia explica que, com a técnica que combina núcleos P com núcleos E, mais faz sentido otimizá-los para desempenho em thread único, abordagem que favorece principalmente a eficiência energética do chip.

Outra curiosidade: a Intel está usando um processo de 3 nanômetros da TSMC no bloco da CPU. Mas essa não é uma “rendição” para a tecnologia da concorrente. A arquitetura do chip como um todo continua sob responsabilidade da própria Intel.

Estrutura dos processadores Lunar Lake (imagem: divulgação/Intel)

NPU de 48 TOPS

Inteligência artificial é um assunto em alta, por isso, a Intel enfatizou que os chips Lunar Lake contarão com uma NPU (Unidade de Processamento Neural) de quarta geração, que alcança 48 TOPS (1 TOPS corresponde a 1 trilhão de operações por segundo). Com isso, os novos chips atenderão aos requisitos do conceito Copilot+.

Também há avanços no quesito gráficos. Os processadores Lunar Lake contarão com GPUs Xe2 (codinome Battlemage), que prometem 50% mais desempenho em renderização na comparação com a geração anterior (Alchemist).

O que mais?

Outras características prometidas para os chips Lunar Lake incluem suporte a:

pelo menos duas portas Thunderbolt 4

conectividade Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4

tecnologia Thunderbolt Share para compartilhamento rápido de arquivos

até 32 GB de memória LPDDR5X

A Intel ainda não liberou informações sobre o TDP dos novos processadores, mas o ExtremeTech relata rumores de que essa medida não passará de 30 W. Faz sentido, afinal, estamos falando de chips voltados a notebooks.

Grace Wang, vice-presidente da Intel Taiwan, segurando um laptop com chip Lunar Lake (imagem: divulgação/Intel)

Vem briga boa aí

Os primeiros computadores baseados nos processadores Lunar Lake chegarão ao mercado no terceiro trimestre de 2024. De acordo com a Intel, mais de 80 modelos diferentes de equipamentos de cerca de 20 fabricantes já estão sendo preparados para trabalhar com os novos chips.

Serão tempos interessantes em termos de concorrência. É claro que a AMD não quer ficar para trás, por isso, a companhia também usou a Computex 2024 para anunciar os chips Ryzen AI com NPUs avançadas.

Levemos em conta também que a Qualcomm está determinada a conquistar parte do mercado de PCs com os chips Snapdragon X Elite e Snapdragon X Plus. Além disso, há rumores de que a Nvidia entrará nessa disputa a partir de 2025.
Intel aposta nos chips Lunar Lake para impedir avanço da AMD e Qualcomm

Intel aposta nos chips Lunar Lake para impedir avanço da AMD e Qualcomm
Fonte: Tecnoblog

AMD anuncia Ryzen 9000 e Ryzen AI 300 para rivalizar com Snapdragon X

AMD anuncia Ryzen 9000 e Ryzen AI 300 para rivalizar com Snapdragon X

AMD Ryzen 9000 é a nova linha da fabricante para desktops (Imagem: Divulgação/AMD)

A AMD revelou nesta segunda-feira (3) seus novos processadores Ryzen 9000 e a linha Ryzen 300 AI. O anúncio dos novos chips foi feito durante a Computex 2024, principal evento sobre hardware do mundo. Os Ryzen 9000 são a nova geração de CPUs para o segmento consumidor, enquanto o Ryzen 300 AI atende a plataforma Copilot+, lançada pela Microsoft para laptops integrados com inteligência artificial.

O lançamento da linha Ryzen 9000 será em 31 de julho. O que a AMD não revelou no evento foi o preço dos processadores. Já o Ryzen AI 300 chegará em notebooks a partir do mês de julho. Acer, Asus, HP, Lenovo e MSI são algumas das fabricantes que usarão o chip em seus laptops.

Ryzen 9 9950X é o processador mais potente da AMD

A estrela do anúncio é o Ryzen 9 9950X, processador topo de linha da AMD. Este chip tem como público-alvo gamers e criadores de conteúdo. O CPU estreiam a arquitetura Zen 5, é fabricado no processo de 4 nm da TSMC e mantém o soquete AM5. Seguindo os últimos lançamentos da AMD, o Ryzen 9000 conta com a tecnologia 3D V-Cache.

Tabela de comparação entre Intel Core i9-14900K (Imagem: Divulgação/AMD)

Em testes mostrados pela AMD, o Ryzen 9 9950X chega a ser 23% mais rápido em jogos do que o rival Intel Core i9-14900K — principal processador da Intel para consumidores. No Blender, a AMD aponta uma performance 56% maior do que o CPU da concorrente.

Junto do Ryzen 9 9950X, a AMD apresentou o Ryzen 9 9900X, Ryzen 7 9700X e Ryzen 5 9600X. Mais processadores da linha Ryzen 9000 serão anunciados no decorrer do ano.

Ryzen AI 300 para plataforma Copilot+

AMD Ryzen AI 300 são processadores para notebooks e desenvolvidos para plataforma Copilot+ (Imagem: Divulgação/AMD)

Os processadores Ryzen AI 300 são a resposta da AMD para a linha Snapdragon X. Esses novos CPUs do Lado Vermelho serão utilizados nos laptops da plataforma Copilot+, desenvolvida pela Microsoft para entregar maior performance de IA no Windows.

A AMD anunciou quatro processadores da linha Ryzen AI 300: Ryzen 9 AI HX370, Ryzen 7 AI 365, Ryzen 7 AI HX350 e Ryzen 5 AI HX330. Contudo, os dois últimos não tiveram todas as suas especificações reveladas. O curioso é que a AMD não definiu um TDP máximo para esses processadores. Ao invés disso, as fabricantes de laptops terão a liberdade para adaptar os chips conforme a peculiaridade de cada produto.

Especificações técnicas da linha AMD Ryzen 9000

Ryzen 9 9950X é o novo processador topo de linha da AMD (Imagem: Divulgação/AMD)

ProcessadorNúcleosFrequência máximaCache totalTDPRyzen 9 9950X16 núcleos (32 threads) 5,7 GHz 80 MB170 WRyzen 9 9900X12 núcleos (24 threads)5,6 GHz76 MB120 WRyzen 7 9700X8 núcleos (16 threads)5,5 GHz40 MB65 WRyzen 5 9600X6 núcleos (12 threads)5,4 GHz38 MB65 W

Especificações técnicas da linha AMD Ryzen 300 AI

ModeloNúcleosClock máximoCache totalDesempenho NPUGráficosRyzen 9 AI HX37012 núcleos (24 threads)5,1 GHz36 MBaté 50 TOPSRadeon 890MRyzen AI 7 36510 núcleos (20 threads)5 GHz34 MBaté 50 TOPSRadeon 880M

Com informações: VideoCardz, WCCFTech (1 e 2)
AMD anuncia Ryzen 9000 e Ryzen AI 300 para rivalizar com Snapdragon X

AMD anuncia Ryzen 9000 e Ryzen AI 300 para rivalizar com Snapdragon X
Fonte: Tecnoblog

MiniPC da Qualcomm tem Snapdragon X Elite e é focado em desenvolvedores

MiniPC da Qualcomm tem Snapdragon X Elite e é focado em desenvolvedores

Snapdragon Dev Kit for Windows (imagem: divulgação/Qualcomm)

Os chips Snapdragon X Elite são a aposta da Qualcomm para a arquitetura Arm emplacar em PCs. Mas lançar esses chips é apenas parte dos esforços. Outra parte consiste em facilitar o trabalho dos desenvolvedores com a novidade. É por isso que a Qualcomm criou um miniPC baseado no novo processador.

Snapdragon Dev Kit for Windows

O Snapdragon Dev Kit for Windows, como é chamado, tem um formato retangular com bordas arredondadas que lembra a linha Mac Mini, da Apple. Mas o corpo é de plástico preto e a parte superior ostenta o logotipo da linha Snapdragon.

As características mais interessantes estão no interior: 32 GB de memória LPDDR5x, SSD NVMe de 512 GB e, claro, o Snapdragon X Elite (X1E-00-1DE) no comando de tudo. Vale a pena destacar as principais especificações desse chip:

CPU Oryon de 12 núcleos e até 3,8 GHz

GPU Adreno com até 4,6 TFLOPS de desempenho

NPU Hexagon com até 45 TOPS de desempenho

42 MB de cache total

A conectividade está dentro do padrão. A traseira do Snapdragon Dev Kit for Windows tem duas portas USB 3.2 tipo A, duas portas USB4 tipo C, porta HDMI, porta Ethernet e conexão de áudio, além de um conector para alimentação elétrica. Há também uma porta USB-C na parte frontal, Wi-Fi 7 e Bluetooth 5.4.

O sistema operacional é o Windows 11.

Snapdragon Dev Kit for Windows (imagem: divulgação/Qualcomm)

Um miniPC para desenvolvedores

“O Snapdragon Dev Kit for Windows foi projetado com o propósito de acelerar a próxima geração de aplicativos baseados em IA para PCs”, explica Kedar Kondap, gerente geral de computação e jogos da Qualcomm.

Na prática, trata-se de uma forma mais acessível de permitir que desenvolvedores criem aplicativos nativos para PCs com chips de arquitetura Arm e Windows 11.

Esses computadores podem rodar softwares baseados em x86 (a maioria) por meio de emulação. Nesta semana, a Microsoft revelou que o emulador Prism, a ser liberado oficialmente no Windows 11 24H2, vai permitir que essa tarefa seja executada com bastante eficiência.

Mas é sempre melhor que o software tenha uma versão nativa para Windows com Arm. É neste ponto que o Snapdragon Dev Kit for Windows entra em cena. O miniPC foi criado para permitir desenvolvimento, teste e portabilidade de aplicativos no Windows com Snapdragon, explica a Qualcomm.

Essa linha de computadores não é inédita, mas a nova versão tem o diferencial de oferecer os recursos necessários para a atual onda de aplicações baseadas em inteligência artificial.

Chip Snapdragon X Elite (imagem: divulgação/Qualcomm)

Como faz para ter um?

Nada impede que o miniPC da Qualcomm seja usado para tarefas gerais. Mas, como o o Snapdragon Dev Kit for Windows é direcionado a desenvolvedores, é preciso encomendá-lo. Interessados já podem preencher o formulário de pré-venda no site da Qualcomm.

O preço oficial é de US$ 899. O equipamento começará a ser enviado aos compradores em 18 de junho.

Para o público em geral, máquinas com Snapdragon X Elite já estão chegando, a exemplo dos notebooks Copilot+ PC que Lenovo e Samsung anunciaram.
MiniPC da Qualcomm tem Snapdragon X Elite e é focado em desenvolvedores

MiniPC da Qualcomm tem Snapdragon X Elite e é focado em desenvolvedores
Fonte: Tecnoblog

Asus lança Vivobook S 15 com Snapdragon e promete até 18 horas de bateria

Asus lança Vivobook S 15 com Snapdragon e promete até 18 horas de bateria

Vivobook S 15 é certificado para o Copilot+ (Imagem: Divulgação / Asus)

A Asus é mais uma das marcas a lançar um notebook com o novo processador Snapdragon X Elite, da Qualcomm. O Vivobook S 15 cumpre os requisitos para ser classificado como uma máquina Copilot+ e traz também bateria de 70 Wh (suficiente para 18 horas, segundo a marca) e tela OLED de 15,6 polegadas, entre outras características.

O notebook é um entre muitos apresentados nesta segunda-feira (dia 20/05) com a nova linha de chips da Qualcomm. Por enquanto, a Asus não tem previsão de trazer o Vivobook S 15 para o Brasil.

Vivobook S 15 tem bateria que dura até 18 horas, segundo a Asus (Imagem: Divulgação / Asus)

Snapdragon X Elite e tela OLED 3K

Vamos começar pelo poder de processamento. O chip Snapdragon X Elite usado no Vivobook S 15 conta com uma NPU que alcança até 45 TOPS (trilhões de operações por segundo). Acompanhando, temos até 32 GB de RAM LPDDR5X de 8.448 MHz e SSD PCIe 4.0 de até 1 TB.

O equipamento vem com bateria de 70 Wh. Segundo a Asus, ela é suficiente para durar até 18 horas longe da tomada, com o modo de eficiência energética do Windows ativado e a tela definida para a resolução 1080p.

Por falar em tela, o display do Vivobook S 15 usa a tecnologia OLED e tem resolução 3K. A taxa de atualização é de 120 Hz, com tempo de resposta de 0,2 ms.

Tela OLED tem 120 Hz de taxa de atualização e resolução 3K (Imagem: Divulgação / Asus)

O Vivobook S 15 traz duas portas USB 4 para carregamento rápido, monitores 4K e transferências de até 40 Gbps. Ele também conta com duas portas USB 3.2 Gen 1, do tipo A, uma HDMI 2.1, um leitor microSD e plug de áudio. Nas conexões sem fio, ele já tem suporte ao Wi-Fi 7.

No design, o notebook tem formato ultrafino, com 14,7 mm de espessura e 1,42 kg. O corpo é todo em metal.

Vivobook S 15 é Copilot+

O Vivobook S 15 cumpre as especificações que a Microsoft exige para a classificação Copilot+ PC:

Memória RAM de 16 GB

Armazenamento por SSD de 256 GB

NPU integrada

Tecla dedicada ao Copilot

Nenhum notch no display

Entre os recursos inteligência artificial que a Asus destaca, está o Windows Studio Effects. Ele aperfeiçoa as imagens da câmera frontal, adicionando desfoque de fundo, corrigindo o olhar e cortando o quadro de acordo com onde o usuário está.

O Vivobook S 15 tem uma câmera com infravermelho. Com ela, o sistema escurece a tela quando o usuário está olhando para outro lugar e ativa o bloqueio quando o usuário sai da frente do computador.

A Asus também criou um aplicativo de IA chamado StoryCube, para classificar, editar, gerenciar e exportar arquivos RAW.

Outros recursos mencionados pela Microsoft estão presentes, como as legendas em tempo real com o Live Captions. Os computadores Copilot+ receberão em breve o modelo GPT-4o, da OpenAI.

Asus vai enfrentar Dell, Microsoft e outras marcas

Várias fabricantes aproveitaram o anúncio da classificação Copilot+, feito pela Microsoft, para apresentar seus novos computadores prontos para IA.

Tecla no Surface Laptop aciona a IA do Copilot (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma delas foi a Dell, que anunciou cinco modelos. Dois deles devem chegar ao mercado brasileiro: o Inspiron 14 Plus e o Latitude 5455. Eles usam o chip Snapdragon X Plus, voltado a modelos mais acessíveis. Por enquanto, nada de preço, nem data de lançamento.

A própria Microsoft apresentou seu Surface Laptop e seu Surface Pro atualizados. Eles não têm previsão de lançamento no Brasil.
Asus lança Vivobook S 15 com Snapdragon e promete até 18 horas de bateria

Asus lança Vivobook S 15 com Snapdragon e promete até 18 horas de bateria
Fonte: Tecnoblog