Category: Inteligência Artificial

Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões

Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões

Modo de intérprete no Galaxy Z Flip 6 (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

(Direto de Paris, na França) As ferramentas do Galaxy AI estão em 100 milhões de aparelhos da Samsung – entre celulares e tablets –, de acordo com Won Joon-choi, vice-presidente executivo de P&D Móvel. Ele participou de um seminário promovido pela empresa, como parte do Unpacked, nesta quinta-feira (dia 11/07). É a primeira vez que a gigante sul-coreana revela o número de aparelhos compatíveis com a tecnologia.

O Galaxy AI chegou ao mercado em janeiro de 2024, junto com a linha do Galaxy S24. De lá para cá, foi liberado para variados produtos da marca, como S23, S22, Flip 4, Fold 5 e Tab S8. A Samsung já tinha prometido levar as funções para mais aparelhos, com o mote de “democratizar” o acesso à inteligência artificial.

O presidente global da empresa, TM Roh, declarou durante o anúncio do Galaxy Ring e outros produtos que a Samsung deve chegar à marca de 200 milhões de aparelhos habilitados com Galaxy AI até o fim de 2024.

Os mais recentes lançamentos são os celulares Galaxy Z Flip 6 e Galaxy Z Fold 6, os relógios Galaxy Watch 7 e Galaxy Watch Ultra e os fones de ouvido Galaxy Buds 3 e Galaxy Buds 3 Pro. Ele também está no anel inteligente Galaxy Ring.

Won Joon-choi chefia o P&D móvel da Samsung (Foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

“Nós usamos as tecnologias de IA para criar novas experiências de uso. A abordagem da colaboração com parceiros como Google e Qualcomm está entre as mais importantes.”
Won Joon-choi, vice-presidente executivo global de P&D Móvel da Samsung

A ferramenta de circular para pesquisar no Google é a mais utilizada pelos adeptos do Galaxy, segundo dados internos. Ela permite buscar mais informações sobre o que está na tela do smartphone, como se fosse um print inteligente. Além da Samsung, somente os telefones Pixel, do próprio Google, contam com a ferramenta.

Thássius Veloso viajou para a França a convite da Samsung
Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões

Samsung bate 100 milhões de aparelhos com Galaxy AI e já mira nos 200 milhões
Fonte: Tecnoblog

64% das pessoas não querem inteligência artificial no SAC

64% das pessoas não querem inteligência artificial no SAC

Inteligência artificial no SAC não agrada clientes (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Uma pesquisa aponta que 64% das pessoas preferem que empresas não utilizem ferramentas de inteligência artificial em suas centrais de atendimento ao cliente. Uma das principais queixas é que o uso da IA iria dificultar o contato com um atendente humano.

A pesquisa foi feita pela consultoria Gartner em dezembro de 2023 e entrevistou 5,7 mil pessoas. De acordo com o estudo, 53% dos consumidores considerariam trocar para uma concorrente se descobrissem que a empresa atual utiliza IA no atendimento ao cliente.

A dificuldade para ser atendida por um humano é a principal preocupação para 60% dos entrevistados, seguida por desemprego (46%), respostas incorretas (42%), segurança de dados (34%) e discriminação de tratamento entre diferentes consumidores (25%).

Keith McIntosh, diretor sênior de pesquisa da Gartner, afirma que as pessoas costumam procurar o SAC das empresas após não conseguirem resolver seus problemas com soluções de autoatendimento, como site ou aplicativos. Com isso, os clientes temem que a adoção de IA nos SACs crie um obstáculo ainda maior para ser transferido a um agente humano.

Uma das soluções propostas por McIntosh para aumentar a confiança dos clientes é que os chatbots informem que o atendimento humano estará disponível caso a inteligência artificial não consega resolver a demanda. O executivo reitera a necessidade do agente ter acesso ao histórico com as interações feitas com o sistema — isso agilizaria o atendimento e deixaria os clientes mais satisfeitos por não terem que reexplicar a demanda.

No Brasil, Vivo adota IA no atendimento ao cliente

A IA já é realidade no dia a dia de muitas empresas. No Brasil, a Vivo implementou o projeto I.Ajuda, que utiliza ferramentas de inteligência artificial generativa no atendimento ao cliente. A plataforma foi criada em parceria com a Microsoft.

Funcionários da Vivo usam IA para auxiliar atendimento (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

No caso da Vivo, os clientes não interagem diretamente com a IA. O recurso está disponível para os profissionais que trabalham no SAC e propõe soluções para as queixas mais frequentes. Além disso, o sistema exibe informações mais completas sobre o histórico do consumidor, como reclamações feitas anteriormente.

A operadora estima que a IA conseguiu reduzir o tempo de atendimento em até 9% para pessoas físicas, e aponta melhora nos indicadores de rechamada e avaliação do cliente. O assunto chamou atenção da Anatel, e a Vivo informar à agência mais detalhes sobre o funcionamento e segurança da I.Ajuda.
64% das pessoas não querem inteligência artificial no SAC

64% das pessoas não querem inteligência artificial no SAC
Fonte: Tecnoblog

Tecnoblog estreia Tecnochat – assistente de IA que responde dúvidas sobre tecnologia

Tecnoblog estreia Tecnochat – assistente de IA que responde dúvidas sobre tecnologia

Tecnoblog estreia Tecnochat – assistente de IA que responde dúvidas sobre tecnologia (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Tecnoblog recebe diariamente centenas de milhares de visitantes que desejam sanar dúvidas sobre tecnologia. Pode ser desde coisa muito simples até questionamentos bastante complicados. No TB Responde, mapeamos essas perguntas e oferecemos explicações da forma mais completa possível. No entanto, ainda assim existem questionamentos muito específicos.

A partir de agora (mais especificamente, desde o dia 21/06), passamos a contar com a inteligência artificial para que ninguém saia do site sem ser atendido. Esta IA – apelidada de Tecnochat – foi alimentada com nosso próprio conteúdo sobre tecnologia, negócios e inovação. Estamos falando de informação correta e apurada, em tutoriais testados pela nossa redação.

Com esta novidade, incluímos a inteligência artificial generativa no maior site independente de tecnologia do país. Ela irá beneficiar os mais de 12 milhões de usuários que acessam nossas páginas todos os meses.

Como funciona o Tecnochat?

Screenshot de uma conversa com o Tecnochat. (Imagem: Thiago Mobilon / Tecnoblog)

Nossa IA utiliza as tecnologias mais recentes de machine learning e processamento de linguagem natural para oferecer respostas precisas e personalizadas. E o melhor de tudo: é totalmente grátis. O leitor não precisa nem sequer fazer login. Basta rolar até o final de uma matéria da editoria TB Responde para visualizar o chat. Ele está sempre pronto para te ajudar.

Além de ser treinada com todos os conteúdos do Tecnoblog, nossa IA também entende o contexto da matéria que está sendo acessada. É possível fazer perguntas sequenciais sobre aquele mesmo tema, sem a necessidade de explicá-lo.

Visão do Tecnoblog sobre o uso de inteligência artificial

Já utilizamos ferramentas de IA em diversos processos do TB, como edição de conteúdo audiovisual, revisão de textos e geração de resumos para matérias. Em todos os casos, sempre com supervisão humana. O Tecnochat chega para somar e ampliar esta iniciativa.

Continuaremos pensando em novas formas de integrar a tecnologia nas rotinas da empresa, sempre com o intuito de melhorar a produtividade do nosso time e de elevar a já reconhecida qualidade dos conteúdos que publicamos – seja no site, nos nossos perfis sociais, nos canais de WhatsApp e onde mais for relevante.

Estamos muito empolgados com o lançamento do Tecnochat porque acreditamos que ele ajudará muitas pessoas nas suas dúvidas sobre tecnologia! Mal podemos esperar pra saber a opinião de vocês. Experimente agora mesmo, basta acessar qualquer matéria do TB Responde e nos enviar seu feedback aqui nos comentários.
Tecnoblog estreia Tecnochat – assistente de IA que responde dúvidas sobre tecnologia

Tecnoblog estreia Tecnochat – assistente de IA que responde dúvidas sobre tecnologia
Fonte: Tecnoblog

Brasil proíbe uso de dados em IA do Instagram e Facebook; Meta se diz “desapontada”

Brasil proíbe uso de dados em IA do Instagram e Facebook; Meta se diz “desapontada”

Novos termos da Meta entraram em vigor em 26 de junho (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo

A ANPD suspendeu nova política de privacidade da Meta, que usava postagens de brasileiros para treinamento de IA.
Há ainda multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Os riscos apontados pela ANPD incluem: uso inadequado de dados; falta de informações claras; limitações aos direitos dos usuários; e tratamento de dados de menores sem salvaguardas.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) decidiu suspender imediatamente a nova política de privacidade da Meta que autorizava o uso de postagens e fotos de brasileiros no treinamento de tecnologia de inteligência artificial. A decisão foi divulgada na manhã desta terça-feira (dia 02/07). O órgão também determinou multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Em nota, a empresa se diz “desapontada”.

Dona das plataformas, a Meta começou a aplicar os novos termos de uso em 26 de junho. Eles permitiam o uso das informações publicadas de forma livre nas redes sociais. Somente o Facebook possui mais de 102 milhões de usuários ativos no país.

Despacho da ANPD no Diário Oficial da União de 02/07/2024 (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A ANPD entendeu que existem riscos “de dano grave e de difícil reparação” caso a Meta continuasse com as novas regras. A medida preventiva leva em consideração os seguintes indícios, de acordo com a autoridade:

Uso de hipótese legal inadequada para o tratamento de dados pessoais

Falta de divulgação de informações claras, precisas e facilmente acessíveis sobre a alteração da política de privacidade e sobre o tratamento realizado

Limitações excessivas ao exercício dos direitos dos titulares

Tratamento de dados pessoais de crianças e adolescentes sem as devidas salvaguardas

A Meta também fica proibida de realizar a chamada operação de tratamento. Na prática, isso significa que ela está impedida de fazer o processamento de dados dos usuários para fins de IA enquanto não fornecer as devidas explicações.

A gigante americana agora tem cinco dias úteis para excluir o trecho sobre IA da política de privacidade.

Confira a resposta da Meta

O Tecnoblog recebeu a seguinte nota da Meta na manhã desta terça-feira:

“Estamos desapontados com a decisão da ANPD. Treinamento de IA não é algo único dos nossos serviços, e somos mais transparentes do que muitos participantes nessa indústria que têm usado conteúdos públicos para treinar seus modelos e produtos. Nossa abordagem cumpre com as leis de privacidade e regulações no Brasil, e continuaremos a trabalhar com a ANPD para endereçar suas dúvidas. Isso é um retrocesso para a inovação e a competividade no desenvolvimento de IA, e atrasa a chegada de benefícios da IA para as pessoas no Brasil.”
Meta

Já na documentação sobre o tema, a empresa diz que os dados dos usuários não serão usados de forma a identificá-los de maneira individual:

“Modelos são construídos analisando as informações das pessoas para identificar padrões, como entender frases coloquiais ou referências locais, e não para identificar uma pessoa específica ou suas informações.”

Brasil proíbe uso de dados em IA do Instagram e Facebook; Meta se diz “desapontada”

Brasil proíbe uso de dados em IA do Instagram e Facebook; Meta se diz “desapontada”
Fonte: Tecnoblog

Instagram permitirá que influenciadores criem IA para responder seguidores

Instagram permitirá que influenciadores criem IA para responder seguidores

Instagram permitirá que influencers criem IA para responder seguidores (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Em breve você poderá ser respondido pelo seu influenciador favorito — ou quase isso. O Instagram anunciou a ferramenta AI Studio, que permite a criadores de conteúdo criarem chatbots que respondam mensagens como se fossem eles mesmos.

A ferramenta está em fase inicial e será liberada nas próximas semanas para criadores de conteúdo dos Estados Unidos. De acordo com Mark Zuckerberg, a Meta trabalhou próximo dos influenciadores para criar a ferramenta baseada em IA que conseguisse responder perguntas dos seguidores de uma forma útil e divertida.

O AI Studio estará disponível inicialmente nas mensagens privadas (DMs), mas é possível que o recurso se estenda no futuro para mais funcionalidades do Instagram. As interações feitas com inteligência artificial serão sinalizadas ao usuário, inclusive com um aviso de que as informações podem ser imprecisas ou inapropriadas.

Nos exemplos divulgados por Zuckerberg está o perfil de Don Allen Stevenson III, que responde dicas de jogos para o Quest 3 pela IA. A página de memes Wasted também consegue responder os seguidores com piadas (muito útil, vai…).

IA responde seguidores de forma automática (Imagem: Reprodução/Instagram)

Para influenciadores que recebem milhares de mensagens, o AI Studio pode ser uma excelente alternativa para aumentar o engajamento com os seguidores. Anteriormente, diversos perfis recorriam à função de respostas automáticas, que nem sempre eram adequadas — lembram do caso Nicole Bahls no Facebook?

IA Studio pode se estender para empresas

Em uma entrevista com o empreendedor Kallaway, Zuckerberg revelou mais detalhes sobre a estratégia de IA da Meta. Ele revelou que pretende permitir que empresas também criem suas inteligências artificiais para interagir com seus clientes.

Outro ponto é que a Meta também irá permitir a criação de personagens de IA que não necessariamente representam elas mesmas. Isso pode ser útil para marcas que possuem personas digitais, por exemplo.

Ao menos a Meta faz questão de deixar explícito ao usuário que está interagindo com IA, diferente de diversos chatbots implementados por empresas. O Instagram tem sinalizado até mesmo fotos com pequenas edições, mesmo quando são utilizadas ferramentas para cortar imagens.

Com informações: The Verge
Instagram permitirá que influenciadores criem IA para responder seguidores

Instagram permitirá que influenciadores criem IA para responder seguidores
Fonte: Tecnoblog

Amazon promete investigar se Perplexity AI está burlando bloqueio de sites

Amazon promete investigar se Perplexity AI está burlando bloqueio de sites

Chatbot da Perplexity estaria lendo matérias mesmo sem autorização das editoras (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A Amazon iniciou uma investigação para saber se a Perplexity AI está usando seus servidores para coletar conteúdo da web sem autorização. Há algumas semanas, Wired e Forbes acusaram a empresa de inteligência artificial de violar direitos autorais e plagiar matérias.

Segundo a Wired, um programa hospedado em um servidor da Amazon Web Services ignorou as instruções do Robots Exclusion Protocol e acessou textos publicados pela editora Condé Nast, da qual faz parte. A reportagem ainda afirma que The Guardian, Forbes e The New York Times detectaram atividades parecidas.

O Robots Exclusion Protocol é um padrão que contém uma série de instruções para permitir ou proibir o acesso automatizado às páginas. Elas devem ser armazenadas em um arquivo robots.txt no domínio do site. A própria Perplexity AI traz, em sua documentação, instruções de como usar este protocolo para rejeitar o robô da startup.

Apesar de usado desde os anos 1990 e respeitado por grandes empresas, o protocolo não bloqueia os robôs, apenas acrescenta uma sinalização para que eles leiam ou ignorem o conteúdo. Mesmo assim, a Amazon declarou à Wired que usuários de seus servidores são obrigados a seguir o que manda o arquivo robots.txt — a regra faz parte dos termos de serviço da empresa.

Atividade foi detectada em robô armazenado na Amazon Web Services (Imagem: Tony Webster / Flickr)

Sara Platnick, porta-voz da Perplexity, disse à Wired que a startup já respondeu às questões da AWS e negou que os robôs estejam desrespeitando os protocolos. Mesmo assim, ela afirma que, se o usuário especificar um endereço da web ao chatbot, o robô não levará em conta as instruções do arquivo robots.txt.

Aravind Srinivas, CEO da Perplexity, negou que a empresa ignore o protocolo de exclusão de robôs. O executivo alega que a empresa usa crawlers de terceiros além de seu próprio, e que o bot identificado pela Wired era um deles.

Perplexity AI vem sendo acusada de plágio

Nas últimas semanas, Wired e Forbes declararam que a Perplexity AI vem desrespeitando direitos autorais e deixando de dar créditos às publicações. Além do acesso indevido que a Wired identificou, a revista diz que o chatbot da startup praticamente copia suas reportagens e ainda gera resumos imprecisos do conteúdo.

A Forbes também trouxe reclamações similares. Uma matéria exclusiva foi praticamente replicada, com “frases estranhamente similares” e “trechos inteiramente roubados”, sem resumir o conteúdo. Para piorar, a Perplexity listou como fontes apenas sites que repercutiram a reportagem, sem colocar um link diretamente para a Forbes.

Com informações: Engadget, Wired
Amazon promete investigar se Perplexity AI está burlando bloqueio de sites

Amazon promete investigar se Perplexity AI está burlando bloqueio de sites
Fonte: Tecnoblog

OpenAI quer usar IA para ajudar humanos que treinam IA

OpenAI quer usar IA para ajudar humanos que treinam IA

CriticGPT supera o próprio ChatGPT na hora de revisar códigos (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI revelou um novo modelo de inteligência artificial chamado CriticGPT. Ele é baseado no GPT-4, mas com outra especialidade: encontrar erros em códigos gerados pelo ChatGPT. A ideia é que ele ajude humanos na tarefa de treinar modelos de IA.

Pode parecer estranho, mas a empresa explica: seus modelos são treinados usando uma técnica chamada aprendizado por reforço com feedback humano (ou RLHF, na sigla em inglês). Nesta técnica, humanos avaliam as respostas dadas por modelos de IA. A ideia é aperfeiçoar o modelo, para que os resultados sejam mais úteis em situações reais e mais próximos ao desejado por humanos.

Novo modelo ajuda treinadores humanos a encontrar e explicar erros (Imagem: Kevin Ku / Unsplash)

Quando o ChatGPT gera um código, estes humanos, chamados treinadores de IA, revisam a resposta e apontam os erros, para que o modelo “aprenda” o que fazer. O problema é que humanos também podem errar e não perceber o que está incorreto em uma resposta.

O CriticGPT pode ajudar nisso. A ferramenta encontra erros nos códigos gerados pelo ChatGPT e escreve uma crítica (daí seu nome) explicando o problema.

CriticGPT explica onde ChatGPT errou (Imagem: Divulgação / OpenAI)

Segundo a OpenAI, treinadores de IA preferiram as críticas feitas por outros treinadores com ajuda do CriticGPT em 60% dos casos, em comparação com críticas feitas apenas por humanos.

A empresa diz que a “parceria” resulta em avaliações mais compreensivas dos que as feitas apenas por humanos e em menos alucinações que as feitas só pela IA.

Feedback humano também ajudou CriticGPT

Um ponto curioso é que o próprio CriticGPT foi desenvolvido usando RLHF. Os treinadores de IA colocaram manualmente erros em códigos criados pelo ChatGPT e escreveram avaliações como explicando os problemas, como se tivessem sido descobertos por eles.

Depois, estes funcionários verificavam várias avaliações feitas pelo CriticGPT e escolhiam a melhor, como forma de reforçar para o modelo o que ele deveria fazer.

CriticGPT ajuda, mas pode alucinar e ver erro onde não existe (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O próprio ChatGPT poderia ser usado para avaliar os códigos, mas o modelo especializado se sai melhor na tarefa. Treinadores de IA consideraram a crítica do CriticGPT melhor que a do ChatGPT em 63% dos casos. Para eles, a nova IA produz menos reclamações inúteis e menos alucinações.

Apesar das vantagens, o CriticGPT não é perfeito. A OpenAI admite que ele também pode alucinar, levando os treinadores a cometer erros. Além disso, o modelo foi treinado com respostas curtas e códigos com apenas um erro — para tarefas mais complexas, novos métodos serão necessários.

Com informações: OpenAI, Ars Technica
OpenAI quer usar IA para ajudar humanos que treinam IA

OpenAI quer usar IA para ajudar humanos que treinam IA
Fonte: Tecnoblog

Firefox começa a testar integração com ChatGPT e Gemini

Firefox começa a testar integração com ChatGPT e Gemini

Mozilla Firefox também oferece descrição de imagens de PDFs (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

O Firefox Nightly integrará ChatGPT, Google Gemini, HuggingChat e Le Chat Mistral para resumir textos, simplificar escrita e criar quizzes.
A Mozilla também lançou ferramenta de descrição de imagens em PDFs, que funciona localmente para garantir a privacidade.
Outros navegadores, como Edge, Chrome e Opera, já possuem recursos de inteligência artificial integrados há algum tempo.

O Firefox Nightly, versão do navegador com acesso a funcionalidades experimentais, terá opção para se integrar a ChatGPT, Google Gemini, HuggingChat e Le Chat Mistral. As inteligências artificiais poderão ser usadas para resumir textos, simplificar a escrita ou criar quizzes.

O recurso se chama AI Chatbot Integration e precisa ser ativado nos experimentos do Nightly. Depois disso, a IA escolhida pode ser acessada em uma barra lateral do navegador. Você também poderá selecionar textos das páginas e executar rapidamente três ações, clicando com o botão direito do mouse:

resumir o trecho e organizá-lo em tópicos;

simplificar a escrita, para, segundo a Mozilla, facilitar explicações para crianças, por exemplo;

criar quizzes, como forma de testar se você entendeu e memorizou o texto lido.

Usuário escolhe IA preferia e tem acesso rápido a funções (Imagem: Reprodução / Mozilla)

Além dos quatro chatbots disponibilizados inicialmente, outros serão avaliados. Ian Carmichael, vice-presidente sênior da Mozilla, diz que os usuários devem ter opções para testar os serviços e escolher aquele que melhor atende às suas necessidades. Ele também destaca os chatbots são totalmente opcionais.

Este não é o primeiro recurso de IA que a Mozilla coloca no Firefox. Há algumas semanas, a desenvolvedora anunciou uma ferramenta para gerar descrições de imagens em arquivos PDF. O modelo responsável pela tarefa roda no próprio computador, sem depender da nuvem, garantindo que os dados não serão compartilhados com outras empresas.

Firefox adere à IA depois de Edge e Chrome

Enquanto o Firefox está chegando agora aos recursos de inteligência artificial, outros navegadores embarcaram nesta onda há bastante tempo.

Gerador de imagens Designer é uma das ferramentas de IA do Edge (Imagem: Reprodução / Microsoft)

Seguindo o sucesso do ChatGPT, a Microsoft correu para colocar IA em vários de seus produtos, e o navegador Edge foi um dos primeiros a receber ferramentas do tipo. Ele conta com chatbot, gerador de imagem, resumo de páginas e muito mais.

Quem demorou um pouco mais foi o Chrome. O browser do Google terá acesso rápido ao Gemini na barra de endereços. Entre os “independentes”, o Opera é um dos mais entusiasmados com a ideia. Ele conta com a IA Aria, que usa diversos modelos para realizar as tarefas pedidas pelo usuário.

Com informações: Mozilla, Firefox Nightly News
Firefox começa a testar integração com ChatGPT e Gemini

Firefox começa a testar integração com ChatGPT e Gemini
Fonte: Tecnoblog

Apple e Meta conversaram sobre parceria de IA, diz jornal

Apple e Meta conversaram sobre parceria de IA, diz jornal

Apple Intelligence pode usar AI da Meta (Imagem: Reprodução/Apple)

Uma das principais novidades do iOS 18 é a Apple Intelligence, que funciona com modelos desenvolvidos pela Apple, mas que também pode se integrar ao ChatGPT para entregar respostas aos usuários do iPhone. No entanto, a OpenAI pode não ter sido a única opção de IA generativa cogitada pela gigante de Cupertino: informações apontam que a Apple discutiu uma parceria com a Meta, dona do Facebook e Instagram.

O Walt Street Journal divulgou uma reportagem neste domingo (23) sobre as discussões entre Apple e Meta. De acordo com a reportagem, a fabricante do iPhone não busca uma parceria financeira para levar modelos de IA generativa aos seus sistemas; em vez disso, ela poderia ficar com uma fatia das assinaturas premium realizadas nos dispositivos, nos mesmos moldes da App Store.

Durante a apresentação da WWDC 2024, a Apple deixou claro que seu ecossistema poderia receber novos modelos de IA generativa além do ChatGPT. Isso poderia incluir empresas como a Meta, Google e Microsoft, com a possibilidade de integração direto no sistema.

Para a Apple, manter parcerias com múltiplos fornecedores de IA pode ser uma boa jogada, uma vez que evita a dependência da tecnologia de uma única empresa. De acordo com Craig Federighi, VP de engenharia de software da companhia, os usuários podem preferir determinado modelo de linguagem para diferentes tipos de tarefas.

Siri do iOS 18 usa IA para buscar respostas na web (Imagem: Reprodução/Apple)

De acordo com a Reuters, a Meta não é a única empresa em conversas com a Apple nesse momento. A maçã também mantém conversas com a startup Perplexity para integrar o mecanismo de busca baseado em IA diretamente nos sistemas operacionais.

Meta e Apple têm relação “complicada”

Com uma possível chegada do Meta AI integrada ao iPhone, a criadora do Facebook pode avançar na corrida da inteligência artificial. Isso também poderia amenizar a relação conturbada da empresa com a Apple.

Em 2021, a Apple atualizou seus sistemas com proteções de privacidade com medidas que causariam alto impacto em empresas que sobrevivem de anúncios. A Meta chegou a divulgar que essas mudanças poderiam repercurtir na receita do ano seguinte com a cifra de US$ 10 bilhões.
Apple e Meta conversaram sobre parceria de IA, diz jornal

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Fonte: Tecnoblog

Amazon pode cobrar até US$ 10 mensais por Alexa mais avançada

Amazon pode cobrar até US$ 10 mensais por Alexa mais avançada

Amazon Echo Dot de 3ª geração com Alexa (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Em maio, surgiram rumores de que a Amazon planeja lançar uma assinatura mensal da Alexa com inteligência artificial (IA) generativa. Burburinhos mais recentes dão conta de que esse plano está de pé: a companhia estaria cogitando cobrar entre US$ 5 e 10 por mês por esse serviço.

Esse movimento tem um motivo: guardadas as devidas proporções, tecnologias como Microsoft Copilot, Google Gemini e ChatGPT se mostram muito mais avançadas que a Alexa na entrega de resultados ao usuário.

A solução óbvia consiste em aprimorar a Alexa com recursos atuais de IA generativa. De acordo com a Reuters, a Amazon tem chamado essa nova versão de Remarkable Alexa (Alexa Notável, em tradução livre). Talvez esse seja só um nome provisório. O projeto tem “Banyan” como codinome interno.

Ainda não há definição sobre preços, mas fontes próximas à Amazon informaram à Reuters que a companhia considera um assinatura entre US$ 5 e 10 mensais nos Estados Unidos.

Três dessas fontes revelaram ainda que a Amazon quer que a Remarkable Alexa fique pronta para uso até agosto deste ano.

Por que a Amazon cobraria pela nova Alexa?

Uma das possibilidades é a de que a Amazon esteja planejando fazer da Alexa uma fonte consistente de receita. Desde que foi lançada, em 2014, a assistente virtual nunca deu lucro para a companhia.

Outra possibilidade é a de que a Amazon esteja tentando controlar os gastos. Em linhas gerais, tarefas de IA generativa exigem muita capacidade de processamento. Um plano pago seria uma maneira de compensar os custos com servidores, energia e afins.

Echo Dot de 4ª geração com Alexa (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Você assinaria o plano mensal da Alexa?

A Amazon tem alguns desafios se quiser mesmo lançar a Remarkable Alexa (ou qualquer que venha a ser o nome da modalidade). Para começar, é preciso que os recursos oferecidos sejam realmente mais interessantes do que os da Alexa atual.

Isso envolve respostas mais precisas e a realização de tarefas complexas, como redigir um e-mail completo e realizar um pedido no Uber Eats. Até a necessidade de pronunciar “Alexa” para acionar a assistente poderia ser descartada para os assinantes, disseram as fontes.

Mas, provavelmente, o maior desafio estará em convencer os usuários a pagarem pela Alexa mais “esperta”. Mesmo que os recursos oferecidos se mostrem mais avançados e o preço seja convidativo, ninguém fará uma assinatura se não enxergar vantagem nisso.

A Amazon ainda não confirmou a chegada de uma nova Alexa.
Amazon pode cobrar até US$ 10 mensais por Alexa mais avançada

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Fonte: Tecnoblog