Category: Meta

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Impulsionamento de posts no Instagram e Facebook ficarão mais caros, mas Meta ensina a pagar menos (Imagem: Vitor Padua/Tecnoblog)

Em algumas semanas, a Meta atualizará os preços do impulsionamento no iOS, adicionando ao valor a comissão de 30% da Apple. Porém, a dona do Facebook e Instagram já está ensinando os usuários a burlar essa taxa no iPhone e outros dispositivos da empresa da maçã. E isso poderá ser feito usando navegadores instalados nos eletrônicos, incluindo o Safari, desenvolvido pela própria Apple.

Para pagar o preço mais baixo no impulsionamento de uma publicação, o usuário terá que acessar a página do Facebook ou do Instagram em algum browser, seja o Chrome, Opera, Edge, Safaria ou outros. A Meta explica em uma publicação que não é necessário entrar nas páginas por um desktop. Mesmo acessando um navegador no iOS o usuário terá o preço original do serviço.

Meta pode se aproveitar de disputa entre Epic e Apple

Impulsionamentos ficarão mais caro no iOS, mas Meta pode divulgar “drible” na Apple após decisão da justiça americana (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A Meta poderá divulgar dentro dos seus aplicativos meios de pagamento fora da App Store — pelo menos nos Estados Unidos. Na publicação, ela não explica se também usará essa forma de comunicação. Essa permissão para divulgar pagamentos por meios fora da App Store é resultado da disputa entre Epic e Apple.

No comunicado oficial, a Meta explica que ela era obrigada a se adequar às novas políticas da Apple (que incluem a comissão para impulsionamento) ou remover o serviço da plataforma. O impulsionamento é uma ferramenta para ampliar o alcance de publicações. Ela é uma opção mais simples para quem deseja aumentar o alcance sem usar o gerenciador de anúncios da Meta, que pode ser mais complexa para alguns usuários e desnecessária para pequenos negócios.

No Brasil, a Apple não é obrigada a permitir que as empresas divulguem outros meios de pagamento dentro de seus apps. No entanto, a dica informada pela Meta é válida para os usuários brasileiros — e não só com produtos da empresa de Mark Zuckerberg. Algumas companhias podem fornecer serviços e assinaturas mais baratas se contratadas fora do aplicativo para iOS.

Com informações: PC Mag
Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple

Meta está ensinando os usuários a fugir das taxas da Apple
Fonte: Tecnoblog

WhatsApp vai deixar lista de Canais mais parecida com a de conversas

WhatsApp vai deixar lista de Canais mais parecida com a de conversas

Canais do WhatsApp chegaram ao Brasil em setembro de 2023 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O WhatsApp está testando um novo visual para a área de Canais do aplicativo para Android. Com a mudança, eles ficarão organizados de forma mais parecida com as conversas, em uma lista que mostra mais itens de uma vez só. A novidade está na versão 2.24.4.19 do aplicativo para Android, ainda em fase beta, mas ainda não foi liberada para todos os testadores. O site especializado WABetaInfo notou a mudança.

Os Canais ficam na área Atualizações, que também mostra os Status publicados pelos contatos. Eles continuarão ali — o que vai mudar é como eles aparecem.

Nova interface tem só uma linha de preview para cada Canal (Imagem: Reprodução/WABetaInfo)

Atualmente, os Canais em que o usuário se inscreveu ficam em uma lista com ícones pequenos e três linhas e uma imagem de preview. No beta, cada um terá apenas uma linha de preview e ícones maiores. Visualmente, o resultado é muito parecido com o das conversas. Isso também vai permitir passar pelos canais mais rapidamente, sem precisar rolar tanto a tela.

Por enquanto, a novidade só apareceu no beta para Android. As versões de testes mais recentes para iOS continuam sem alterações na interface.

Interface atual dos Canais dá várias linhas para cada um deles (Imagem: Reprodução/WhatsApp)

Canais do WhatsApp fazem sucesso

Os Canais foram apresentados em junho de 2023 e chegaram ao Brasil poucos meses depois, em setembro. O recurso funciona de modo parecido com uma página de rede social: uma pessoa ou uma empresa cria seu Canal e pode fazer publicações para seus seguidores. O Telegram conta com uma ferramenta parecida.

A novidade parece ter caído no gosto dos usuários: em novembro, os Canais do WhatsApp atingiram a marca 500 milhões de usuários ativos mensalmente. A informação foi divulgada por Mark Zuckerberg, CEO da Meta.

O Tecnoblog tem, atualmente, dois Canais no WhatsApp:

Canal do Tecnoblog, com as principais notícias da tecnologia.

Canal do Achados do TB, com as melhores ofertas que encontramos no varejo brasileiro.

Com informações: WABetaInfo
WhatsApp vai deixar lista de Canais mais parecida com a de conversas

WhatsApp vai deixar lista de Canais mais parecida com a de conversas
Fonte: Tecnoblog

Threads deve ganhar “trending topics” em breve

Threads deve ganhar “trending topics” em breve

Ícone do Threads no iOS (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

A Meta está testando uma função de “trend topics” no Threads. O recurso, que é uma característica notável do rival X/Twitter, destaca os assuntos do momento que têm mais relevância na rede social. O que causa espanto é o teste ter sido revelado alguns dias depois de a Meta afirmar que não promoveria conteúdo político na plataforma.

Por enquanto, o teste está restrito aos Estados Unidos. A lista de tópicos em destaque aparece na página de pesquisa e na aba “Para você” do Threads nas contas que já têm acesso à novidade.

De acordo com Adam Mosseri, CEO do Instagram, sistemas de inteligência artificial analisam quantas pessoas estão comentando determinado assunto, bem como as interações com essas postagens, para definir se aquele tópico deve ou não aparecer na lista.

Ainda segundo Mosseri, já há uma equipe de especialistas em conteúdo atuando para garantir que os tópicos destacados não sejam confusos, duplicados ou violem as diretrizes do Threads.

Usuários também poderão denunciar tópicos potencialmente problemáticos, casos eles não tenham sido barrados pela equipe de moderação.

Em linhas gerais, esse seria apenas mais um recurso para incrementar a experiência do usuário na rede social se não fosse por um detalhe: Mosseri disse que a lista de tópicos poderá conter temas políticos.

Não vai ter política, mas pode ter

No dia 9 de fevereiro, Mosseri usou o Threads para reforçar um discurso feito no meio de 2023: o de que a rede social não irá incentivar ou promover discussões políticas.

Não que tópicos políticos sejam proibidos. A Meta só não quer que a rede social seja usada como campo de batalha para opiniões políticas diferentes, razão pela qual não haverá mecanismos para alavancar esse tipo de conteúdo.

Ou não haveria. Se tendências políticas puderem aparecer na lista de tópicos do Threads, como Mosseri enfatizou, o discurso de que conteúdo político não seria incentivado na rede social deixa de ser totalmente verdadeiro.

Ao Techcrunch, um representante da Meta explicou que tópicos políticos só serão removidos da lista se eles violarem as diretrizes de comunidade da rede social. Isso porque, no entendimento da companhia, esses tópicos refletem assuntos relevantes na plataforma, não podendo ser entendidos como recomendações personalizadas.

“Trend topics” no Threads (imagem: reprodução/Techcrunch)

X permitirá que anunciantes exibam publicidade com criadores selecionados

Enquanto o Threads segue na missão de incrementar as suas funcionalidades, o X/Twitter tenta recuperar pelo menos parte dos anunciantes que perdeu desde que Elon Musk assumiu o controle da rede social.

A medida mais recente é um recurso que permite que anunciantes escolham veicular anúncios junto com perfis de criadores de conteúdo selecionados pelo próprio X/Twitter. A intenção é dar ao anunciante mais controle sobre como seus anúncios aparecem na rede social.

Isso pode impedir que os anúncios sejam vinculados junto a postagens polêmicas ou até ilegais. O Techcrunch cita como exemplo o movimento de anunciantes que paralisaram suas campanhas no X/Twitter em 2023 depois que seus anúncios apareceram ao lado de conteúdo nazista.
Threads deve ganhar “trending topics” em breve

Threads deve ganhar “trending topics” em breve
Fonte: Tecnoblog

Instagram e Threads não vão mais recomendar conteúdo político

Instagram e Threads não vão mais recomendar conteúdo político

Instagram já restringia conteúdos políticos no Reels (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Instagram e Threads vão parar de recomendar conteúdo político de contas que o usuário não segue. Isso se aplica à seção Explorar, Reels, recomendações no próprio feed e usuários sugeridos. A Meta, empresa dona das duas redes, diz que a mudança não afeta as contas que o usuário segue, e que existe a opção de voltar a ver recomendações desse tipo.

A companhia já tinha uma política assim para os Reels, mas agora ela será expandida para mais áreas das duas redes. O conceito de conteúdo político da Meta é bem amplo, incluindo publicações que envolvem leis, eleições e questões sociais. As novidades também estão no blog do Instagram e na página de transparência da Meta.

Adam Mosseri, CEO do Instagram, anunciou as mudanças no Threads. “Não queremos amplificar proativamente conteúdo político de contas que você não segue”, explicou o executivo. “Nossa meta é preservar a opção de interagir com conteúdo político, respeitando o interesse de cada pessoa.”

Publicado por @mosseri Ver no Threads

Usuário pode reativar recomendações políticas

A Meta oferece opção de desativar essa restrição nas configurações da conta. Assim, o usuário volta a ver recomendações de conteúdos que “provavelmente mencionam governos, eleições ou questões sociais que afetam grupos de pessoas ou a sociedade toda”.

Contas profissionais no Instagram poderão verificar se elas estão elegíveis a ter seu conteúdo recomendado, com base no que publicaram recentemente. Para isso, é necessário acessar a área “Status da conta”. Por lá, dá para editar e remover posts ou até mesmo solicitar uma revisão.

Mosseri disse que não vai encorajar notícias no Threads (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta não recomenda conteúdo político no Facebook

A medida da Meta de diminuir as recomendações de conteúdo político no Instagram e no Threads segue o que a companhia adotou no Facebook. Desde 2022, a empresa fez mudanças no feed para reduzir a distribuição de publicações desse tipo.

Mosseri também já disse que o Threads seria diferente do X (antigo Twitter) e não iria encorajar notícias e discussões políticas. Para ele, o objetivo da nova rede era ser um lugar “menos raivoso” para conversas. Além disso, o executivo considera que jornalismo e assuntos políticos trazem escrutínio, negatividade e riscos de integridade, que não valem a pena.

Com informações: Meta, Instagram, TechCrunch, The Verge
Instagram e Threads não vão mais recomendar conteúdo político

Instagram e Threads não vão mais recomendar conteúdo político
Fonte: Tecnoblog

Aos 20 anos de idade, o Facebook não vai a lugar nenhum

Aos 20 anos de idade, o Facebook não vai a lugar nenhum

Em março de 2022, uma reportagem do The Washington Post revelou que o Facebook teria contratado uma firma de consultoria para lançar uma campanha difamatória contra o TikTok. Era um momento tenso para a empresa, que, pela primeira vez em sua história, registrava perda de usuários.

As redes sociais podem estar acabando, mas o Facebook, não (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A ideia da campanha era associar o TikTok a desafios e trends perigosas, criando uma imagem problemática para a empresa. O objetivo, é claro, era colocar algum empecilho no caminho do aplicativo de vídeos, provável destino dos usuários que abandonavam o Facebook.

O caso parecia indicar uma empresa desesperada, sem saber como preservar a relevância de seu principal produto. O TikTok, por sua vez, era o novo acontecimento no universo das mídias sociais. Um inesperado concorrente que evidenciava a falta de inovação do Facebook.

Só que muita coisa mudou de lá para cá. Os resultados financeiros mais recentes da Meta apresentam números sólidos. E isso inclui também o Facebook, que, diferente do cenário de 2022, cresceu em número de usuários.

No ano em que comemora seu vigésimo aniversário, a rede de Mark Zuckerberg mostra que ainda está bem viva.

Sinônimo de rede social

O Tecnocast 321 teve como tema os 20 anos do Facebook. Um dos pontos abordados na conversa foi a maneira como a plataforma conseguiu se definir como um sinônimo de rede social.

É claro que o Facebook não foi o primeiro site onde era possível criar um perfil, adicionar amigos, mandar recados e outras funções semelhantes. Antecessores como o Friendster e o Myspace já apresentavam essas funcionalidades. Isso sem falar no Orkut, queridinho entre os brasileiros.

Mas o jeito como o Facebook conseguiu concentrá-las num só lugar e expandir o aspecto social da rede é que o tornou o principal exemplar desse tipo de plataforma. Em dado momento, a quantidade de recursos disponíveis tornava difícil para qualquer outro concorrente oferecer algo que o Facebook já não tivesse.

Feed com atualizações, grupos fechados, páginas que podiam ser seguidas para acompanhar conteúdos específicos, chat, aniversários, eventos. Esse conjunto de elementos formava um ecossistema onde o usuário tinha inúmeros motivos para ficar.

No meio do caminho, a plataforma fazia experiências. Ajustes no feed; novos recursos, como o Facebook 360º (quem lembra?); e até mesmo uma tentativa de competir com a Twitch através do Facebook Gaming.

Site do Facebook (Imagem: Austin Distel/Unsplash)

Vários desses experimentos falhavam, e plataforma os deixava de lado. Na prática, eram tentativas de acrescentar ao que a rede já tinha de sólido. Mesmo quando coisas novas fracassavam, o de sempre continuava funcionando — e trazendo os usuários de volta.

Outro ponto que fortalecia ainda mais o Facebook enquanto rede social era que, em determinado momento, todo mundo já estava lá. Seus amigos, familiares, colegas de faculdade. Ir para outro lugar fazia menos sentido num contexto como esse.

É claro que tamanha concentração de gente num único espaço trouxe seus problemas. E os problemas do Facebook, apesar de seu indiscutível sucesso, se multiplicaram ao longo de seus 20 anos.

Privacidade, bolhas e desinformação

Por melhores que sejam os números reportados — 3.07 bilhões de usuários mensais e 2.11 bilhões de usuários diários —, é inegável que o Facebook de hoje tem um problema de imagem. Os inúmeros escândalos na plataforma são responsáveis por isso.

O mais famoso de todos é o da Cambridge Analytica, quando a empresa de consultoria política teve acesso a dados de 50 milhões de usuários. Tudo devido a permissões dadas a aplicativos externos. De posse dessas informações, foi possível disparar propaganda política direcionada.

A reputação da empresa saiu manchada, e continuaria assim devido a outros casos envolvendo falhas de privacidade. Outro ponto sensível foi a desinformação, que, segundo pesquisadores, recebia muito mais engajamento na plataforma do que histórias e matérias de fontes fidedignas.

A imagem do Facebook como um local cheio de fake news é herdada de eleições recentes, quando a circulação desse tipo de conteúdo se tornou lugar-comum na rede. Isso pôde ser verificado tanto no contexto das últimas eleições americanas quanto nas eleições brasileiras mais recentes.

Notificação para quem interagiu com fake news sobre COVID-19 (Imagem: Divulgação/Facebook)

Da mesma forma, passou-se a questionar mais o papel dos algoritmos na criação de bolhas ideológicas, que reforçam as convicções dos usuários pela oferta reiterada de conteúdos com os quais a pessoa já concorda. Uma espécie de barreira que dificulta o contato com quem pensa diferente.

Estes problemas certamente fizeram o Facebook perder usuários. A saída de muitos nessa época, combinada à perda de usuários mais jovens nos anos recentes, ajudou a criar a noção de uma rede decadente, onde apenas os nossos pais estão.

Os números, no entanto, continuam contando outra história.

Onde está o foco de Mark Zuckerberg?

Em 2021, o metaverso foi apontado como o projeto principal da Meta. A empresa ganhou até um novo nome por conta disso. Mas é evidente que a ideia não ganhou a tração que Zuckerberg gostaria.

Agora, o criador do Facebook e CEO de sua empresa-mãe volta sua atenção para inteligência artificial. Nenhuma surpresa aí: é o que todos no mercado de tecnologia estão fazendo.

Antes disso, houve o lançamento do Threads, concorrente do Twitter. E ainda outros projetos ao longo dos últimos anos que capturaram a atenção de Zuckerberg, desde streaming de vídeo até a criação de uma criptomoeda.

Mark Zuckerberg (imagem: Reprodução/Facebook)

Uma matéria recente da Bloomberg descreve essas mudanças de foco do chefão da Meta como tentativas de criar algo maior que o Facebook, que possa fortalecer as perspectivas da empresa para o futuro.

No entanto, o Facebook segue sendo o produto mais popular da Meta. Por mais que o crescimento não seja tão acentuado quanto no passado e que usuários jovens estejam migrando para o TikTok, algo no Facebook ainda faz com que mais de 2 bilhões de pessoas o acessem todos os dias.

Num momento em que se fala sobre o fim das redes sociais, com novas formas de consumo de conteúdo tomando o lugar das antigas formas de interação on-line, a maior rede de todas mostra que não está nem perto do fim.
Aos 20 anos de idade, o Facebook não vai a lugar nenhum

Aos 20 anos de idade, o Facebook não vai a lugar nenhum
Fonte: Tecnoblog

Instagram começa a dar avisos a jovens que passam muito tempo no Reels

Instagram começa a dar avisos a jovens que passam muito tempo no Reels

Instagram avisará para os jovens que é hora de dormir após mais de 10 minutos vendo Reels ou trocando DMs (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Meta divulgou nesta quinta-feira um recurso de aviso noturno para usuários adolescentes no Instagram. A notificação é ativada após esses usuários passarem mais de 10 minutos assistindo a Reels ou lendo DMs durante a noite. Na mensagem, o Instagram dará a sugestão para que os jovens fechem a rede social — indiretamente, indicando que é hora de ir de berço.

A medida é uma das diversas iniciativas da Meta lançada nos últimos tempos para proteger os adolescentes nas suas redes sociais — e mitigar as críticas e o histórico de casos envolvendo a saúde mental desses jovens e o uso da plataforma. A funcionalidade não tem integração com o recurso de supervisão parental, que permite que os pais definam limites de tempo diário para os adolescentes usarem o Instagram, contando até mesmo com a opção de criar um período de intervalo.

Instagram vai mandar você sair do celular

Instagram pedirá que os jovens fechem o Instagram e vão dormir (Imagem: Divulgação/Instagram)

Como mostra a imagem divulgada pela Meta, a mensagem sugere ao usuário fazer uma pausa. O texto destaca que já é tarde e pede que o jovem feche o Instagram pelo resto da noite — a mensagem até lembra a saudosa MTV com seu “aproveita e vai ler um livro”. A Meta não explicou a partir de que horas a mensagem começa a aparecer.

Entre outras medidas lançadas pelo Instagram que podem auxiliar no controle do uso da rede social pelos jovens está o Modo Silencioso (que você adulto também pode ativar). A ferramenta permite que o usuário, adolescente ou adulto, desative as notificações do Instagram por um determinado período.

Essa opção é útil ainda para os adultos que não querem se distrair durante o período noturno quando estão próximos de dormir. Afinal, noites bem dormidas não são boas apenas para os adolescentes, mas para os mais velhos também.

Vale destacar que, por padrão, as contas dos menores de idade no Instagram são privadas. Os adolescentes só podem trocar essa configuração quando chegam aos 18 anos.
Instagram começa a dar avisos a jovens que passam muito tempo no Reels

Instagram começa a dar avisos a jovens que passam muito tempo no Reels
Fonte: Tecnoblog

Meta quer criar IA geral e abrir código, anuncia Zuckerberg

Meta quer criar IA geral e abrir código, anuncia Zuckerberg

Para CEO da Meta, IA geral tem que ter raciocínio e intuição para lidar com diferentes tarefas (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Mark Zuckerberg, CEO da Meta, anunciou que a empresa está trabalhando em uma inteligência artificial geral, com a intenção de disponibilizá-la ao público, por meio de código aberto. Ele também afirmou que a companhia terá poder de processamento equivalente a 600 mil GPUs H100, da Nvidia, até o fim de 2024.

O anúncio foi feito por Zuckerberg em um vídeo no Instagram e em uma entrevista exclusiva ao site The Verge. Inteligência artificial geral (AGI, na sigla em inglês) é o nome dado a uma tecnologia capaz de realizar as mesmas tarefas intelectuais que humanos. Até o momento, ela é apenas hipotética.

“Nossa visão de longo prazo é construir uma inteligência geral, abrir seu código de maneira responsável e disponibilizá-la da maneira mais ampla possível, para que todos possam aproveitá-la”, escreveu o CEO na publicação.

“Está claro que a próxima geração de serviços precisa da criação de uma inteligência geral completa”, diz Zuckerberg no vídeo. “Para isso, é necessário avançar em todos os campos da IA, de raciocínio a planejamento, programação, memória e outras habilidades cognitivas.”

Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Mark Zuckerberg (@zuck)

Sem prazo, nem promessa

Além da Meta, OpenAI, DeepMind (que agora faz parte do Google) e Anthropic têm este mesmo objetivo. No entanto, há controvérsias sobre a definição de AGI e quando ela estará pronta. Para Zuckerberg, a inteligência artificial geral deverá ter diferentes capacidades, conseguidas por meio de raciocínio e intuição, e sua chegada será gradual, sem um momento marcante.

O CEO também diz ter a intenção de abrir o código de uma futura AGI. A Meta já fez isso com o Llama 2, seu modelo de linguagem em grande escala. Mesmo assim, ele não promete nada. “Contanto que faça sentido e seja o mais seguro e responsável a se fazer, acho que vamos tender ao código aberto. Claro, você não quer ficar preso a fazer alguma coisa só porque disse que faria”, pondera Zuckerberg ao The Verge.

Meta liderou compras de principal modelo de GPU em 2023 (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Compra de GPUs mostra ambição da Meta com IA

O anúncio também veio com informações sobre os investimentos da Meta. A empresa terá, até o fim de 2024, 350 mil GPUs H100, da Nvidia. Este modelo é considerado o melhor para o treinamento de IAs generativas, e cada unidade custa cerca de US$ 30 mil. Levando em conta outros modelos de GPU que a companhia possui, o poder de processamento será equivalente a 600 mil H100, segundo Zuckerberg.

O investimento pesado já era conhecido desde o ano passado. A empresa de pesquisa Omdia estima que a Meta comprou 150 mil H100 em 2023, mesma quantidade que a Microsoft, e três vezes mais que Google, Amazon, Oracle e Tencent, que levaram 50 mil cada.

Este poder computacional servirá para treinar o Llama 3, modelo que vai concorrer com o GPT-4, da OpenAI. “O Llama 2 não era o melhor da indústria, mas era o melhor entre os de código aberto”, admite Zuckerberg. “Com o Llama 3 e depois dele, nossa ambição é criar os melhores modelos do setor.”

Com informações: The Verge, PCMag, Venture Beat
Meta quer criar IA geral e abrir código, anuncia Zuckerberg

Meta quer criar IA geral e abrir código, anuncia Zuckerberg
Fonte: Tecnoblog

Agora dá para criar documentos do Office no metaverso de Zuckerberg

Agora dá para criar documentos do Office no metaverso de Zuckerberg

Meta Quest agora é compatível com o Microsoft 365 (Imagem: Lucas Lima/Tecnoblog)

O Microsoft 365 foi liberado nos óculos de realidade virtual/mista Meta Quest. Com isso os usuários do headset já podem utilizar o Word, Excel e PowerPoint no headset da Meta. A versão do Microsoft 365 para o Quest foi anunciada em 2022, mas só agora chegou no metaverso de Mark Zuckerberg.

Para quem não está familiarizado com o Microsoft 365, vamos relembrar que este é o novo nome do Microsoft Office. A big tech de Bill Gates trocou o nome do seu pacote de programas de trabalho no ano passado. Ao levar o Microsoft 365 para os headsets Quest, Mark Zuckerberg segue a sua previsão de que monitores serão substituídos por óculos VR — algo que ele disse no Connect 2022, quando anunciou a maior integração entre seu dispositivo e os serviços da dona do Windows. Mas você seguirá abrindo monitores dentro do Quest.

Microsoft 365 nos headsets Meta Quest

Imaginando um mundo sem monitores, Microsoft 365 no Quest ajuda Mark Zuckerberg na sua previsão (Imagem: Divulgação/Meta)

O programa Microsoft 365 está disponível nos seguintes headsets da Meta: Oculus Quest, Quest 2, Quest Pro e Meta Quest 3. No entanto, apenas o pacote Office clássico, com Word, Excel e PowerPoint é compatível com esses óculos VR. Se você tinha vontade de usar o OneNote ou o Forms nesse dispositivo, sinto muito, você precisa esperar.

O lançamento do Microsoft 365 para os óculos Quest é um grande salto para o equipamento da Meta. O headset ganha mais um público que pode usá-lo profissionalmente, somando àqueles que trabalham com o Quest em áreas na qual simulações em realidade mista são importantes. E claro, o headset também é usado para jogos e atividades físicas (como mostra o trailer do Quest 3).

Todavia, parafraseando o colega Josué de Oliveira, ninguém nunca disse “oba, vou abrir o Excel no metaverso”. A chegada do Microsoft 365 para os headsets Meta Quest preparam os dispositivos para um possível futuro em que eles realmente substituíam monitores e computadores. Falando por mim, prefiro seguir abrindo o Word com o PC e deixar o Quest para jogos de corrida — mesmo que eu não tenha um headset VR.

Com informações: Engadget e Android Central
Agora dá para criar documentos do Office no metaverso de Zuckerberg

Agora dá para criar documentos do Office no metaverso de Zuckerberg
Fonte: Tecnoblog

Threads é finalmente lançado na União Europeia

Threads é finalmente lançado na União Europeia

Usuários da União Europeia não conseguiam entrar no Threads nem com VPN (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

A rede social Threads, da Meta, está disponível para usuários na União Europeia, cinco meses após seu lançamento no resto do mundo. Além disso, as pessoas que vivem nos países do bloco poderão acessar a plataforma sem perfil, uma opção que não existe nos outros países.

A novidade foi anunciada por Mark Zuckerberg, CEO da Meta, em um post no próprio Threads. Com isso, a rede passa a estar disponível para as 448 milhões de pessoas que vivem na União Europeia. Até então, o acesso à plataforma era bloqueado até mesmo usando VPN.

Assim, o Threads, resposta da Meta ao X/Twitter, ganha um pouco de espaço para crescer em número de usuários. O app chegou fazendo muito barulho e quebrando recordes, mas logo nas primeiras semanas, as métricas não se mostraram sustentáveis.

Ligações fortes entre Threads e Instagram foram um dos motivos da demora (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Meta estava com medo das leis da UE

O motivo para a demora foi regulatório. Em entrevista ao Verge, Adam Mosseri, CEO do Instagram, apontou as “complexidades para cumprir algumas das leis que entrarão em vigor no ano que vem [2024]”.

Apesar de não mencionar pelo nome, Mosseri provavelmente estava se referindo ao Digital Markets Act (também conhecido como DMA e Regulamento de Mercados Digitais). A nova lei passará a valer em março de 2024 e visa combater abusos e concorrência desleal das gigantes da tecnologia, como a própria Meta, o Google, a Apple e a Amazon, entre outras.

União Europeia apertou o cerco contra big techs (Imagem: Thijs ter Haar/Wikimedia Commons)

No caso específico do Threads, especula-se que a ligação da nova rede com o Instagram poderia criar problemas para a Meta, já que o DMA inclui regras contra o favorecimento de serviços da mesma empresa.

Essa ligação já foi mais forte: não era possível deletar a conta do Threads sem deletar também a do Instagram, por exemplo, o que mudou em novembro. Mesmo assim, ainda é necessário ter uma conta no Instagram para publicar ou interagir com posts na rede.

O modo de acesso sem login também parece uma maneira de evitar problemas legais. Com ele, o usuário consegue visualizar um feed gerado por algoritmo e buscar contas. Aparentemente, não é possível pesquisar posts específicos.

A chegada à União Europeia não foi a única novidade do Threads. Na quarta-feira (13), Mark Zuckerberg anunciou que a plataforma começou a testar a integração com serviços que também usam o protocolo ActivityPub. Isso pode permitir que, no futuro, usuários do Threads possam interagir com publicações em redes como Mastodon e Bluesky.

Com informações: TechCrunch, The Verge
Threads é finalmente lançado na União Europeia

Threads é finalmente lançado na União Europeia
Fonte: Tecnoblog

Posts eróticos incomodam usuários do Threads; Meta promete correção

Posts eróticos incomodam usuários do Threads; Meta promete correção

Feed do Threads exibe conteúdo 18+ mesmo que a pessoa não queira ver (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alguns usuários do Threads estão se queixando de posts com teor 18+ que aparecem no feed de maneira aleatória, como se fosse uma recomendação do algoritmo. Em resposta ao Tecnoblog, a Meta reconheceu que está ciente da questão e explicou que as equipes estão trabalhando para resolvê-la.

De acordo com a empresa de Mark Zuckerberg, alguns usuários estão enfrentando “uma experiência diferente da que gostariam”. São mulheres de biquíni, homens com o membro marcando no short e nudes explícitos.

Nas últimas semanas, diversos leitores do Tecnoblog entraram em contato conosco (aproveite para nos seguir: @tecnoblog) para se queixar do problema. Ele ocorre principalmente quando abrem a rede social em ambientes públicos.

, , … e “pessoas biscoiteiras”

Threads tem 100 milhões de usuários mensais, segundo a Meta (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Uma pessoa disse que o Threads está movimentado, mas que o algoritmo está “um pouquinho 18+”. Ela relatou muitos perfis com conteúdo seminu. Ainda questionou: “seria a TikTokzação do Threads?”

Outro adepto da plataforma social foi mais incisivo no comentário: disse que lá está repleto de pessoas biscoiteiras, que mostram as nádegas e tentam vender seus serviços, numa referência a garotas e garotos de programa.

“90% [dos perfis] são mulheres seminuas que só Deus sabe de onde vieram”, desabafou uma terceira pessoa sobre o principal rival do X nestes tempos atuais.

Rival X tem maior controle de conteúdo

A Meta não nos disse quando deve corrigir o problema. Ele fica ainda mais evidente quando se nota que o Threads normalmente abre no feed algorítmico, com conteúdo recomendado. É preciso tocar no nome da rede e selecionar a opção de “Seguindo” para ver as postagens de seus amigos.

Além disso, o Threads não oferece ferramentas para que o usuário eduque o sistema sobre o que o agrada (ou não). O menu de contexto traz opções como de silenciar, bloquear, ocultar ou denunciar.

Aplicativo X promete usar feedback do usuário para melhorar sugestões de conteúdo (Imagem: Reprodução/Tecnoblog)

A título de comparação, o X (antigo Twitter, como você já sabe) permite dizer que “Esse post não me interessa” caso esteja na aba “Para você”. Ao tocar neste botão, a postagem desaparece e a plataforma ainda pergunta se o internauta quer ver menos posts daquela pessoa ou se deseja marcar que conteúdo “não é relevante”.
Posts eróticos incomodam usuários do Threads; Meta promete correção

Posts eróticos incomodam usuários do Threads; Meta promete correção
Fonte: Tecnoblog