Category: Microsoft

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Pesquisadores propõem a criação de kill switches para inteligências artificiais (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Um grupo de pesquisadores publicou nesta semana um artigo no qual defendem um interruptor físico para desligar inteligências artificiais. O paper, publicado pela célebre Universidade de Cambridge, tem entre seus autores alguns membros da OpenAI, criadora do ChatGPT e principal empresa do ramo de IA generativa. A ideia dos cientistas é que o hardware dessa tecnologia conte com elementos físicos para interromper seu funcionamento — se necessário.

A proposta dos pesquisadores pode ser comparada como um kill switch para IA. Kill switch é o nome dado para botões ou outros mecanismos de segurança que desligam uma máquina em caso de emergências. Por exemplo, aquele grampo de esteiras das academias que devem ser presas a camiseta. Caso o corredor caia, o grampo puxa o cordão e desliga a máquina.

Kill switch para IAs é defendida até por membros da OpenAI

Entre os 19 autores do artigo, cinco são integrantes da OpenAI. A empresa é, na atualidade, a principal referência em inteligência artificial. A popularidade do ChatGPT e seus recursos, ainda que suscetível à falha e “preguicite”, cresceu rapidamente após o seu lançamento no fim de 2022 — seguido de uma queda em junho de 2023.

Cinco integrantes da OpenAI estão entre os 19 autores do artigo (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Essa ascensão do ChatGPT gerou uma corrida de IAs generativas e levantou o debate sobre possíveis riscos dessa tecnologia. Google lançou o Gemini (que antes se chamava Bard), a Meta lançou IA generativa para figurinhas, ferramentas de criação de fotos e vídeos estão ganhando mais espaço, Elon Musk saiu às compras para lançar sua própria IA, Samsung estreou a Galaxy AI na linha Galaxy S24, Tim Cook falou de IA no iPhone — você já deve ter entendido.

A proposta dos pesquisadores para solucionar possíveis problemas de segurança é incluir kill switches diretamente no hardware da IA. No artigo, os cientistas destacam que como há poucas fornecedoras de GPU (para não dizer que é basicamente a Nvidia nesse segmento), ficaria fácil controlar quem tem acesso a essa tecnologia, o que facilita também identificar o mal uso de IAs.

Pelo artigo, temos a impressão de que os pesquisadores defendem que é fácil aplicar o mecanismo de kill switch nas GPUs. Os cientistas sugerem que o botão de segurança no hardware permitirá que órgãos reguladores o ativem se identificarem alguma violação. Além do mais, o próprio kill switch poderia se ativar em caso de mal uso.

Os autores propõem também uma licença de operação para as empresas, que deveria ser renovada periodicamente para autorizar a pesquisa e desenvolvimento de IA — nada diferente do que ocorre com alvarás. Sem renovação, o sistema seria interrompido. Obviamente, essas propostas de controle remoto trazem outro risco: elas viram alvos de ciberataques.

Com informações: The Register
Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs

Especialistas querem interruptor físico para desligar as IAs
Fonte: Tecnoblog

Após atualização, Edge sofre problema em abertura de arquivos baixados

Após atualização, Edge sofre problema em abertura de arquivos baixados

Atualizações recentes do Microsoft Edge apresentam um problema em que o navegador não permite mais abrir um arquivo baixado com um único clique. Em vez disso, os usuários precisam clicar duas ou até três vezes antes que o item seja aberto.

Embora pareça um problema pequeno, pode causar irritação e interrupção na experiência do usuário, especialmente porque o bug é intermitente, variando de duas a várias vezes para abrir um arquivo.

A capacidade de personalizar se a abertura de arquivos e pastas requer um ou dois cliques no Windows não afeta os downloads no Microsoft Edge. O bug parece ter sido introduzido na versão 120 do navegador e persiste nas versões mais recentes, incluindo a versão 121 do canal estável.Clique aqui para ler mais

Após atualização, Edge sofre problema em abertura de arquivos baixados
Fonte: Tudocelular

Microsoft promete “maior salto técnico” no próximo Xbox e pode lançar portátil

Microsoft promete “maior salto técnico” no próximo Xbox e pode lançar portátil

Microsoft promete “maior salto técnico” no próximo Xbox (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)

A próxima geração do Xbox terá o “maior salto técnico” já visto na linha. É o que prometeu Sarah Bond, presidente da divisão de Xbox, no podcast oficial da plataforma. A Microsoft também deu pistas sobre um possível Xbox portátil. Para completar, a companhia confirmou que quatro jogos exclusivos do Xbox serão lançados para PS5 e Nintendo Switch.

Hardware poderoso no próximo Xbox

Aparentemente, Bond quis dizer que o próximo Xbox será um console de jogos com hardware muito mais potente que o atual. Isso significa que os jogadores poderão esperar por um videogame capaz de rodar títulos ainda mais avançados e com gráficos mais realistas que os atuais:

Estamos realmente focados em entregar o maior salto técnico que você já viu em uma geração de hardware, o que tornará [a próxima geração] melhor para os jogadores e criadores, e para os planos que eles estão criando.

Sarah Bond, presidente da divisão de Xbox

Vem um Xbox portátil por aí?

Outra possibilidade é a de que a Microsoft adentre em um segmento ainda inédito para ela. Ao The Verge, Phil Spencer, CEO da Microsoft Gaming, deu a entender que um Xbox portátil pode estar finalmente a caminho:

Enxergamos muitas oportunidades em diferentes tipos de dispositivos e compartilharemos detalhes de nossos planos futuros sobre hardware assim que estivermos prontos.

Phil Spencer, CEO da Microsoft Gaming

O que reforça a possibilidade de um Xbox portátil surgir são as declarações de Spencer favoráveis a esse tipo de console. Ele disse ser fã de dispositivos portáteis, a exemplo da linha Asus ROG. Mas o executivo entende que o Windows não é adequado para esses aparelhos.

Phil Spencer, CEO da Microsoft Gaming (imagem: divulgação/Microsoft)

Quatro jogos de Xbox chegarão ao PS5 e Nintendo Switch

Também no podcast oficial do Xbox, Phil Spencer confirmou que a Microsoft lançará quatro jogos até então exclusivos de sua plataforma de games nos consoles PlayStation 5 e Nintendo Switch.

A decisão surpreende porque games exclusivos são uma forma de diferenciar um console dos videogames concorrentes. Aparentemente, esse é um teste que a Microsoft fará para saber se consegue diversificar as suas fontes de receita com jogos.

Os quatro títulos que chegarão ao PS5 e ao Nintendo Switch ainda não foram revelados, mas Spencer afirmou que Starfield e Indiana Jones não estarão entre eles, ao contrário do que indicavam alguns rumores.

Segundo o The Verge, os rumores atuais indicam que esses quatros títulos serão Hi-Fi Rush e Pentiment, com Sea of Thieves e Grounded chegando depois. Mas, de novo, ainda não há confirmação sobre isso.

A Microsoft não descarta lançar mais jogos de Xbox em outros consoles, incluindo Starfield e Indiana Jones. Mas, antes de tornar essa uma estratégia corriqueira, a companhia analisará alguns aspectos, entre eles, a reação da comunidade do Xbox sobre essa abertura a consoles rivais.
Microsoft promete “maior salto técnico” no próximo Xbox e pode lançar portátil

Microsoft promete “maior salto técnico” no próximo Xbox e pode lançar portátil
Fonte: Tecnoblog

OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google

OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google

OpenAI já oferece recursos do Bing na versão paga do ChatGPT (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI estaria desenvolvendo um serviço de busca na internet, usando o Bing, da Microsoft, como base. Ainda não se sabe se o produto seria integrado ao ChatGPT ou se funcionaria separadamente. De qualquer forma, pode ser mais uma tentativa de ameaçar o domínio do Google neste mercado.

Os planos da OpenAI foram compartilhados por uma fonte interna não identificada, ouvida pelo site The Information. A empresa não confirma os planos.

O uso do Bing para parte das funcionalidades do buscador da OpenAI é uma decisão bastante natural. A Microsoft é uma das maiores investidoras da companhia de inteligência artificial, sendo dona de 49% da sociedade. O próprio ChatGPT tem, em sua versão paga, um recurso para fazer buscas usando o Bing.

IA teve pouco efeito na briga do Bing com o Google

Se os planos forem reais, pode ser mais um motivo de preocupação para o Google. A ascensão rápida da inteligência artificial generativa entre o fim de 2022 e os primeiros meses de 2023 fez muita gente questionar se a gigante das buscas continuaria relevante no longo prazo.

Aparentemente, a avaliação interna do Google foi semelhante. Relatos internos apontam que a empresa apressou o lançamento do Bard, seu primeiro chatbot com IA generativa, para dar uma resposta ao ChatGPT e ao novos recursos do Bing. Recentemente, ela apresentou o Gemini, que parece mais preparado para enfrentar a concorrência.

Desde fevereiro de 2023, Bing tem caixa de texto maior para escrever perguntas (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Por enquanto, o impacto da OpenAI e da Microsoft no mercado de buscadores parece pequeno. Em janeiro de 2024, quase um ano após o lançamento dos recursos de IA para o Bing, o buscador continua onde estava anteriormente, com cerca de 3,5% do mercado global e 7% do mercado dos Estados Unidos.

Mesmo assim, pode haver espaço para novos buscadores no mercado. Um estudo recente mostra uma queda na qualidade dos resultados de busca de Google, Bing e DuckDuckGo, o que pode ser uma oportunidade para novos concorrentes.

Com informações: The Information, Phone Arena, Android Authority
OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google

OpenAI estaria trabalhando em um buscador para concorrer com Google
Fonte: Tecnoblog

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Bing não estará sujeito às mesmas regras que a busca do Google (Imagem: Divulgação/Microsoft)

A União Europeia decidiu que o Edge e o Bing, ambos da Microsoft, bem como o iMessage, da Apple, não precisam seguir as regras da Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês). O bloco considerou que estes serviços não se enquadram na classificação de “gatekeepers”.

A DMA da União Europeia é uma legislação que visa impedir que as gigantes da tecnologia favoreçam seus próprios serviços e sufoquem a concorrência. Para isso, ela tem critérios para considerar aplicativos, lojas e plataformas como “gatekeepers” (ou “controladores de acesso”), isto é, serviços essenciais para acessar mercados digitais. Se uma plataforma não é relevante o suficiente, ela fica isenta das regras.

iMessage não vai precisar “conversar” com outros apps (imagem: Rodnae Productions / Pexels)

A melhor forma de entender a importância dessa decisão para Apple e Microsoft é entender o que os concorrentes terão que fazer para cumprir o que manda a União Europeia. Com a decisão de hoje, o iMessage não será obrigado a seguir a interoperabilidade entre aplicativos de mensagem. O WhatsApp e o Messenger, ambos da Meta, vão precisar adotar este recurso, por exemplo.

Outro caso é a busca do Google. Em certas pesquisas, como produtos e hotéis, a empresa vai colocar áreas dedicadas a sites de comparação desses setores, como forma de não favorecer seus próprios serviços do tipo. Já o Chrome precisará perguntar para o usuário qual o buscador padrão desejado. Bing e Edge não vão precisar fazer nada disso.

Google não vai poder destacar seus serviços de hotéis e passagens aéreas (Imagem: Nathana Rebouças / Unsplash)

Além de iMessage, Bing e Edge, o serviço de venda e exibição de anúncios da Microsoft também não foi classificado como “controlador de acesso” e poderá continuar operando normalmente.

DMA vale para iOS e Windows

Como a União Europeia analisou cada produto e serviço individualmente, Apple e Microsoft precisarão fazer mudanças em outras partes de seus negócios.

iPhone finalmente poderá receber apps por fora da App Store (Imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O caso da Apple foi bem marcante, já que ela foi obrigada a fazer grandes mudanças no iOS, como liberar a instalação direta de apps (conhecida como sideloading). Isso só vai valer para usuários da União Europeia.

Já a Microsoft vai liberar que alguns aplicativos que vêm com o Windows sejam desinstalados e permitir que desenvolvedores alterem o mecanismo de pesquisa usado pela busca do sistema.

Apple e Microsoft comemoram

Apple e Microsoft reagiram bem à decisão. “Hoje, os consumidores têm acesso a uma grande variedade de aplicativos de mensagem, e frequentemente usam vários ao mesmo tempo, o que mostra como é fácil alternar entre eles”, disse um representante da Apple.

Já a Microsoft declarou que Bing, Edge e sua plataforma de anúncios são “desafiantes” no mercado. Isso significa que a própria empresa admite que eles não têm lugar de destaque, já que o Google domina estes três setores.

Com informações: Reuters, The Verge, União Europeia
Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia

Edge, Bing e iMessage “escapam” de novas leis da União Europeia
Fonte: Tecnoblog

Windows 11 deixará de inicializar em PCs com chips muito antigos

Windows 11 deixará de inicializar em PCs com chips muito antigos

Os computadores muito antigos que não possuem hardware para rodar o Windows 11 sequer darão boot no sistema operacional. Essa é uma das novidades que deve chegar com a próxima atualização do software, a 24H2, que teve sua primeira build liberada nos canais Canary e Dev recentemente e promete ser o maior update até então.

Em geral, há pessoas que tentam executar o sistema operacional em PCs bem antigos, que possuem chips com mais de 15 anos de existência. Pois bem, isso não será mais possível, já que a atualização fará com que a versão do SO necessite de uma instrução de CPU chamada POPCNT (population count).Para quem não sabe, essa instrução foi implementada somente em processadores do final da década de 2000 em diante, especificamente falando os modelos de primeira geração Intel Core e os modelos da AMD com arquitetura Barcelona. Dito isso, a máquina que tiver um Core 2 Duo, por exemplo, não poderá dar boot no Windows 11. Clique aqui para ler mais

Windows 11 deixará de inicializar em PCs com chips muito antigos
Fonte: Tudocelular

Microsoft Edge fica até 20% mais rápido em macs com Apple Silicon, revelam testes

Microsoft Edge fica até 20% mais rápido em macs com Apple Silicon, revelam testes

Alternativa inicial de navegador para aqueles que usam o Windows, o Microsoft Edge vem buscando seu espaço no mercado para devolver à gigante de Mountain View a liderança que teve no passado com o Internet Explorer, agora nas mãos do Google com o Chrome.

Na mais recente movimentação para tornar isso possível, a Microsoft mirou nas melhorias de desempenho para usuários com Mac que contam com a plataforma Apple Silicon e, graças a ativação do chamado Profile-Guided Optimizations (PGO), conseguindo um incremento de 20% na velocidade em benchmarks.Apenas para explicar antes de continuar, o Profile-Guided Optimizations (PGO) é “uma técnica de otimização do compilador que usa a criação de perfil para melhorar o desempenho do tempo de execução do programa” e que já está presente, ao menos na versão para Windows, desde 2020.Clique aqui para ler mais

Microsoft Edge fica até 20% mais rápido em macs com Apple Silicon, revelam testes
Fonte: Tudocelular

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Em 2022, o Parlamento Europeu aprovou o Digital Markets Act. A lei versa sobre a concorrência em mercados digitais, e quem vai sentir as consequências são as grandes empresas de tecnologia estadunidenses.

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Player global no segmento de distribuição de aplicativos, a Apple é uma das impactadas. E, nos últimos anos, cresceu a expectativa de que o DMA levasse a uma abertura sem precedentes no ambiente do iOS.

Desde sempre, a única forma de baixar aplicativos autorizada pela Apple em dispositivos móveis é a App Store. Nenhuma forma de sideloading era permitida. O DMA faria isso mudar, o que muitas empresas e desenvolvedores viam com bons olhos.

No dia 25 de janeiro, no entanto, a Apple divulgou como se adequaria à legislação. Os planos da empresa geraram reações furiosas de quem desejava a total abertura do iOS. A Apple está mostrando que vai ceder só quando não tem saída — e, ainda assim, resistindo ao máximo.

Nova taxa, velhas queixas

De modo geral, é válido dizer que o iOS ficará mais aberto. Porém, como se diz, o diabo está nos detalhes. E a Apple incluiu alguns.

A única forma de baixar aplicativos fora da App Store será por lojas alternativas, que precisaram ser aprovadas pela Maçã. Cada aplicativo presente nessas lojas também passará pelo crivo da Apple.

O desenvolvedor poderá manter seus apps na App Store e também distribuir por lojas alternativas. Porém, ao decidir operar pelas novas regras da UE, ficará sujeito a uma nova taxa, a Core Technology Fee. Este é um dos principais motivos de críticas à Apple.

A CTF atinge principalmente os grandes aplicativos. A partir dela, a Apple estabelece que, após 1 milhão de downloads, recai uma taxa de 50 centavos de euro a cada novo download por usuário. A cobrança será anual.

Com isso, perspectiva é que apps populares, mesmo que optem pela distribuição apenas em lojas paralelas à App Store, deixarão uma boa quantia nas mãos de Tim Cook. Não é à toa que o CEO do Spotify, Daniel Ek, acusa a Maçã de dar uma “aula de distorção” com sua nova política.

iPhone, Safari e App Store passam por mudanças na União Europeia (Imagem: Divulgação/Apple)

A Microsoft pegou um pouco mais leve, avaliando o caso como “um passo na direção errada”. A Epic Games, velha inimiga da Apple quando se trata da política da App Store, também se manifestou com a desaprovação usual (embora já tenha anunciado planos para sua própria loja de aplicativos na Europa).

Com a CTF, mesmo que escapem das comissões atuais de até 30% por transação feitas a partir do ecossistema da Apple, as empresas terão que pagar de outra forma.

A atitude é controversa, tem algo de birra, e ainda pode ser contestada no futuro. É a Apple marcando sua posição: quaisquer que sejam as mudanças exigidas em seu modelo de negócios, ela não as fará de bom grado.

Faturando até mesmo fora da App Store

Há ainda outros aspectos da proposta da Apple que geram protestos de empresas e desenvolvedores. Ressaltamos alguns deles no Tecnocast 322, totalmente dedicado ao tema.

Um dos mais controversos é a cobrança de comissões até mesmo por transações feitas fora da App Store. Os valores podem chegar a 17%.

Algo semelhante vai ocorrer também no mercado americano, vale apontar. O iOS permitirá métodos de pagamento alternativos em decorrência do processo movido pela Epic Games; no entanto, a Apple cobrará até 27% de comissão dos desenvolvedores.

As empresas terão que manter um relatório das transações feitas por plataformas de pagamento independentes e repassar os valores adequados à Apple. Determinar se os repasses estão corretos é um desafio que a própria empresa reconhece.

Outro ponto delicado é a necessidade de um escolha definitiva logo de cara. Desenvolvedores podem optar por simplesmente ignorar as novas regras da UE e se manter sob as normativas atuais da App Store, com taxas de variam entre 15 e 30%.

Tela de instalação de loja de apps no iOS 17.4 (Imagem: Reprodução/Apple)

Por outro lado, quem quiser se aventurar pelo mundo do iOS aberto não pode voltar atrás. Uma vez que a escolha é feita, o desenvolvedor não tem a opção de voltar às regras antigas. É pegar ou largar.

Esse aspecto exige bastante cuidado por parte do desenvolvedor. Não seria possível sequer fazer uma experiência antes e depois retornar, por exemplo.

A exigência certamente gerará receio em quem ficou tentado a testar as novas regras, e é encarada como uma forma de pressão para que o desenvolvedor mantenha tudo como está.

Uma questão de controle

A resposta da Apple ao DMA deixa claro mais uma vez que a empresa não quer abrir mão do controle que tem sobre sua plataforma. O Android tem uma abordagem um pouco diferente, permitindo lojas alternativas Google Play desde sempre. A Apple, por sua vez, optou pelo fechamento.

Como levantamos no Tecnocast 322, esse controle é um dos motivos pelos quais muitos usuários preferem a empresa. Uma experiência bem definida, onde tudo é milimetricamente pensado pela Apple, tem apelo para muita gente. As vendas de aparelhos refletem isso, assim como a oferta de aplicativos.

Um argumento muito utilizado pela Apple para defender sua posição é o da segurança. Marketplaces independentes de apps seriam uma entrada para softwares maliciosos e conteúdo nocivo nos celulares de milhões de pessoas. No comunicado sobre a adequação ao DMA, a Apple reforça essa linha de raciocínio.

O outro lado aponta que a empresa deveria dar liberdade ao usuário de baixar aplicativos de onde quiser. E também aos desenvolvedores de utilizar as plataformas de pagamento que preferirem, incluindo aí opções próprias.

Tim Cook, CEO da Apple (Imagem: Divulgação / Apple)

Dado o tamanho do negócio da App Store, dirão os críticos, a proibição seria uma forma de prender os fornecedores (desenvolvedores) em sua loja, já que dispensar essa opção implicaria numa perda considerável de faturamento e público.

Essas discussões estão nem longe de encerrarem. Uma vez que o DMA não determina como exatamente os mercados digitais devem se abrir, a Apple colocou sua opção de abertura na mesa. No entanto, no conceito da Apple, um iOS aberto ainda é um tanto fechado.
Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle

Como a Apple pretende abrir o iOS sem perder o controle
Fonte: Tecnoblog

Microsoft testa inteligência artificial Copilot no Bloco de Notas

Microsoft testa inteligência artificial Copilot no Bloco de Notas

Copilot já é testado no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

As versões mais recentes do Windows 11 para usuários do programa de teste Windows Insider trazem uma atualização que introduz o Copilot no Bloco de Notas (Notepad). Com essa integração, o editor passa a ser capaz de explicar trechos de texto selecionados pelo usuário em uma linguagem amigável.

De certo modo, a novidade confirma o rumor de que o Notepad ganharia inteligência artificial. Soa como um exagero, afinal, a proposta do Bloco de Notas é ser um editor de textos leve e intuitivo. Nesse sentido, a lógica padrão é buscar um editor mais avançado, como o Word, se recursos mais avançados forem necessários.

Mas a proposta é interessante, pelo menos neste momento. O objetivo da atualização é permitir que o usuário acione o Copilot ao se deparar com um trecho de um texto que não compreende ou que lhe parece confuso.

O recurso pode ser útil se levarmos em conta que é comum logs de sistemas ou arquivos de instruções (muitas vezes chamados de “leiame.txt”) serem disponibilizados em formato TXT e, portanto, abrirem por padrão no Notepad.

Como o Copilot funciona no Bloco de Notas?

Basta selecionar o trecho de um texto no Bloco de Notas, clicar sobre a seleção com o botão direito do mouse e escolher a opção “Explain with Copilot” (“Explicar com o Copilot”). Uma alternativa é selecionar o texto e usar o atalho de teclado Ctrl + E.

De acordo com a Microsoft, a inteligência artificial da Microsoft analisará o trecho selecionado e apresentará uma explicação detalhada a respeito (pelo menos é o que se espera).

Copilot no Bloco de Notas do Windows 11 (imagem: divulgação/Microsoft)

Disponibilidade do Copilot no Bloco de Notas

No momento, o Copilot é um recurso experimental, disponível apenas nas versões mais recentes do Windows 11 nos canais Canary e Dev do programa Windows Insider.

A Microsoft alerta que existe um bug ainda não corrigido que torna o recurso indisponível para alguns participantes do programa. Se for o seu caso, é necessário aguardar.

Não há previsão sobre quando o Copilot chegará oficialmente ao Notepad, até porque a liberação de novos recursos costuma ocorrer apenas depois de a Microsoft avaliar o feedback dos testadores e implementar ajustes, se necessário.

O Copilot não deve ser a única novidade de inteligência artificial que o Bloco de Notas receberá. O rumor que surgiu em janeiro fala de um recurso chamado Cowriter que ajudaria o usuário a gerar textos. Só é preciso paciência: a Microsoft ainda não confirmou se tem mesmo planos para essa ferramenta.
Microsoft testa inteligência artificial Copilot no Bloco de Notas

Microsoft testa inteligência artificial Copilot no Bloco de Notas
Fonte: Tecnoblog

Nvidia quer desenvolver chips customizados para empresas de IA

Nvidia quer desenvolver chips customizados para empresas de IA

Nvidia chegou a US$ 1,7 trilhão de valor de mercado, impulsionada por crescimento da IA (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A Nvidia está criando uma unidade de negócios para receber outras empresas e criar chips sob medida em parceria com elas. Este braço da companhia poderia atender necessidades do setor de inteligência artificial, mas também montadoras de automóveis, empresas de telecomunicações e fabricantes de consoles. As informações são da agência de notícias Reuters, que falou com nove fontes com conhecimento dos planos da Nvidia.

A nova unidade seria uma forma de proteger seus negócios de outras empresas, já que a demanda por chips customizados vem crescendo com a popularização da inteligência artificial generativa. Microsoft, Meta e Amazon, por exemplo, estão desenvolvendo componentes caseiros para atender a este tipo de tarefa. Chips criados pelas próprias empresas podem ser mais baratos e gastar menos energia, resolvendo dois problemas do setor de IA.

ChatGPT é um dos maiores exemplos de IA generativa (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Segundo a Reuters, duas fontes disseram que representantes da Nvidia se reuniram com Amazon, Meta, Microsoft, Google e OpenAI, além de empresas automotivas, de telecomunicações e de games. Em 2022, a Nvidia anunciou um programa para integrar tecnologias proprietárias de outras empresas a seus chips, como forma de criar soluções customizadas. Desde então, a companhia não falou mais sobre esse assunto.

A Nvidia teve um crescimento impressionante em 2023, graças ao aumento da demanda por chips para treinar e rodar modelos de inteligência artificial. Ela tem uma fatia de 80% do mercado de chips de topo de linha para IA. Com isso, a companhia chegou a US$ 1 trilhão de valor de mercado em junho de 2023 e não parou por aí. Atualmente, esta cifra está em US$ 1,73 trilhão, após um crescimento de 40% só em 2024.

OpenAI está em busca de investimentos para chips

De acordo com a Reuters, o mercado financeiro estima que o setor de chips customizados valia cerca de US$ 30 bilhões em 2023. O crescimento em 2024 deve ficar na casa dos US$ 10 bilhões, e em 2025, acelerar para aproximadamente US$ 20 bilhões.

Além das informações sobre a nova unidade de negócios da Nvidia, outra reportagem aponta que Sam Altman, CEO e cofundador da OpenAI, está em busca de investimentos entre US$ 5 trilhões e US$ 7 trilhões para aumentar a capacidade global de produção de chips para IA. A apuração foi feita pelo Wall Street Journal.

As cifras impressionam, já que superam a soma dos valores de mercado de Apple e Microsoft. Para isso, Altman teria se reunido até com autoridades dos Emirados Árabes Unidos. O executivo tem uma visão bastante ousada para o futuro da IA. Ele também investiu em startups de energia nuclear, na esperança de reduzir os custos para rodar modelos de IA.

Com informações: Reuters, The Wall Street Journal
Nvidia quer desenvolver chips customizados para empresas de IA

Nvidia quer desenvolver chips customizados para empresas de IA
Fonte: Tecnoblog