Category: OpenAI

Até o Ctrl+V do Windows ganhou recursos de inteligência artificial

Até o Ctrl+V do Windows ganhou recursos de inteligência artificial

PowerToys, o “canivete suíço” do Windows 11, ganhou mais uma utilidade (Imagem: Guilherme Reis / Tecnoblog)

A ferramenta de recursos experimentais PowerToys agora conta com a opção de usar inteligência artificial na hora de copiar e colar conteúdo no Windows. A função se chama Paste With AI. Com ela, você pode escrever como quer formatar aquele conteúdo na hora de colar. No entanto, é preciso ter créditos da API da OpenAI para fazer isso.

O PowerToys é uma espécie de “canivete suíço” do Windows, com os mais variados recursos, como medir pixels, organizar janelas e até mesmo substituir o comando Executar. A versão 0.81 do utilitário vem com o Advanced Paste (ou “colar avançado”, em tradução livre), com opções adicionais na hora de colar — basta apertar o Botão Windows + Shift + V.

Ao apertar Windows + Shift + V, este menu suspenso aparece (Imagem: Reprodução / Microsoft)

Por padrão, ele tem um histórico da área de transferência e três alternativas extras: colar como texto sem formatação, como markdown ou como JSON.

O Paste With AI (“colar com IA”, em tradução livre) pode ser ativado nas configurações. Quando ele está ligado, o Advanced Paste mostra também um campo de texto, em que o usuário pode descrever como ele quer que o texto copiado anteriormente seja formatado na hora de colar.

A página de ajuda lista algumas possibilidades: resumir, traduzir, gerar código a partir de uma descrição, reescrever seguindo um pedido de tom ou estilo.

Paste With AI precisa de API da OpenAI, que é paga

No entanto, para usar o recurso, é preciso ter uma chave de API da OpenAI e colocá-la no PowerToys. Além disso, é necessário comprar créditos na plataforma de IA da empresa — o mínimo é de US$ 5, o que dá cerca de R$ 26, em conversão direta.

Preço mínimo de recarga para usar API da OpenAI é de US$ 5 (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O preço para usar é contado em tokens. No modelo mais barato, o milhão de tokens de entrada sai por US$ 0,50, enquanto o milhão de tokens de saída sai por US$ 1,50. Um milhão de tokens equivale a cerca de 750 mil palavras — US$ 5 devem durar um bom tempo se forem usados só neste recurso, portanto.

Vale dizer que esse pagamento não tem relação com ser assinante do ChatGPT Plus ou não.

Microsoft apresentou muitas novidades de IA

Apesar de não ter sido apresentado com muito destaque, o Paste With AI vem em um momento em que a Microsoft está lançando vários recursos de IA. Aqui estão alguns destaques.

O navegador Edge será capaz de dublar vídeos do YouTube em tempo real

O Copilot vai anotar o que foi dito durante reuniões no Teams

O Windows terá uma ferramenta chamada Recall para salvar as atividades no computador e ajudar o usuário a encontrar informações

Com informações: The Verge, Microsoft
Até o Ctrl+V do Windows ganhou recursos de inteligência artificial

Até o Ctrl+V do Windows ganhou recursos de inteligência artificial
Fonte: Tecnoblog

OpenAI removeu voz do ChatGPT após pedido de Scarlett Johansson

OpenAI removeu voz do ChatGPT após pedido de Scarlett Johansson

Scarlett Johansson revelou que pediu que OpenAI removesse a voz Sky do ChatGPT mobile (Imagem: Gage Skidmore)

A atriz Scarlett Johansson revelou na noite desta segunda-feira (dia 20/05) que foi procurada pelo CEO da OpenAI para emprestar sua voz para o ChatGPT. As tratativas teriam ocorrido em setembro de 2023. A vencedora do Oscar em 2020 recusou a proposta, e se disse chocada quando descobriu que o recente GPT-4o traz uma voz parecida com a dela. Johansson também disse que seus advogados entraram com um pedido formal para que a empresa retirasse a opção de voz Sky do app.

De acordo com a atriz, Sam Altman insinuou num tweet que a semelhança foi proposital. Ele publicou na rede X apenas a palavra “Her” — uma referência ao filme de 2013 no qual Johansson dubla uma assistente virtual. A acusação de que a semelhança foi intencional ganha força com a revelação da atriz.

Segundo Johansson, Altman a procurou novamente dois dias antes do lançamento do GPT-4o. Ele teria novamente tentado contratá-la para gravar uma das vozes do ChatGPT no smartphone.

Atriz pediu que OpenAI explicasse processo de gravação

Scarlett Johansson afirma em nota enviada para o The Washington Post que OpenAI queria contratá-la para gravar voz de assistente virtual (Imagem: Reprodução/OpenAI)

Em nota, a atriz revela que seu conselho jurídico pediu extrajudicialmente que a OpenAI explicasse como foi a gravação das vozes do aplicativo do ChatGPT. Isso explica a publicação oficial na qual a companhia dá mais detalhes sobre o processo de captura do material.

A OpenAI disse no texto que a voz da Sky, modelo de comparado com Scarlett Johansson, não foi produzida para imitar a atriz. A empresa não quis revelar o nome da dona da voz por questão de privacidade, mas afirmou que a Sky repete o tom de voz natural da autora.

Resta saber se Johansson acreditou na explicação. Na nota, a atriz disse que nem mesmo seus amigos próximos foram capazes de notar a diferença entre Sky e a voz da atriz.

Johansson conta que, após muita consideração, rejeitou a proposta de Altman por razões pessoais. No parágrafo final, ela afirma que estamos num momento de luta contra deep fakes e de proteção da identidade. A atriz se posicionou favorável a uma legislação que garanta os direitos individuais num ambiente repleto de IAs.

Com informações: The Washington Post
OpenAI removeu voz do ChatGPT após pedido de Scarlett Johansson

OpenAI removeu voz do ChatGPT após pedido de Scarlett Johansson
Fonte: Tecnoblog

OpenAI: ex-funcionário bota a boca no trombone após saída de fundador

OpenAI: ex-funcionário bota a boca no trombone após saída de fundador

Ex-funcionário era vice-líder de equipe de segurança da OpenAI e afirma que empresa não está preocupada com esse tema (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Resumo

Jan Leike, ex-vice-líder de segurança da OpenAI, criticou a empresa por não priorizar a segurança das IAs. Ele alegou que a cultura de segurança foi negligenciada.
Leike e outros funcionários, incluindo o cofundador Ilya Sutskever, deixaram a OpenAI devido a divergências na condução da equipe de superalinhamento. Esta equipe é responsável por manter as IAs seguras.
A equipe de superalinhamento frequentemente tinha seus pedidos negados, apesar da promessa de dedicar 20% da capacidade computacional da OpenAI para suas tarefas. Isso dificultava o trabalho em segurança, gestão de risco e impacto social das IAs.

Jan Leike, ex-funcionário da OpenAI e um dos membros do time de superalinhamento, publicou uma série de críticas à empresa após sua saída. Nesta sexta-feira (17), Leike foi ao X/Twitter explicar as razões de pedir demissão, assim como fez o cofundador da OpenAI, Ilya Sutskever.

As saídas de Sutskever e de Jan Leike podem estar ligadas a divergências na condução da equipe de superalinhamento, cuja função é pesquisar e desenvolver meios para manter as IAs seguras. Ela também auxilia na regulação dessa tecnologia. Contudo, a direção da OpenAI estaria prejudicando o trabalho do time.

Sustskever, Leike e mais alguns funcionários comunicaram a saída da OpenAI na quarta-feira (15), de acordo com o TechCrunch. A nota de despedida do fundador e ex-cientista chefe da empresa tem tom amigável, assim como as mensagens escritas por Sam Altman, CEO da OpenAI, e Greg Brockman, presidente.

Contudo, as informações divulgadas por um fonte de empresa para o TechCrunch sugere que o clima dentro da OpenAI não era tranquilo — no sentido de haver um certo ressentimento entre Altman e Sutskever por causa da demissão do primeiro. Inclusive o próprio Leike foi ao X/Twitter sendo mais direto sobre as divergências dentro da OpenAI.

Jan Leike relata que discordava das lideranças da OpenAI e que não via a empresa no caminho certo para IAs seguras (Imagem: Reprodução/X/Twitter)

Ex-funcionário alega que OpenAI não se preocupa com segurança

Em uma série de tweets, Jan Leike alega que a OpenAI tomou rumos diferentes nos últimos anos. Ele afirma que a empresa jogou a cultura de segurança no “banco de trás”. Também relata que estava em desacordo com as lideranças há tempo, mas ficou insustentável nos últimos dias.

O pesquisador, que já passou pela DeepMind, a empresa de IA do Google, diz acreditar que muito da capacidade computacional da OpenAI deveria ser usada para preparar as próximas gerações de LLM em segurança, gestão de risco, impacto social e outros temas.

“Esses problemas são difíceis de resolver e não sinto que estamos no caminho para chegar lá”, diz Leike. Entre as publicações, o pesquisador destaca que criar uma máquina mais inteligente que os humanos é um negócio arriscado.

Rápido avança da tecnologia de IA teria grandes impactos sociais (Imagem: Andrea De Santis / Unsplash)

Isso pode soar como algo do universo Exterminador do Futuro, mas o risco mais real e mais próximo de uma IA geral está ligado a uma crise social. Caso a tecnologia avance rapidamente, muitas pessoas perderão o emprego em pouco tempo. E esse é um dos principais pontos do tema de regulação das IAs, um dos escopos do time de superlinhamento da OpenAI.

Quando o time foi criado, foi prometido que 20% da capacidade computacional da OpenAI seria dedicada as suas tarefas. No entanto, conforme apurado pelo TechCrunch, a equipe geralmente tinha seus pedidos negados, o que impedia seu trabalho.

Com informações: TechCrunch
OpenAI: ex-funcionário bota a boca no trombone após saída de fundador

OpenAI: ex-funcionário bota a boca no trombone após saída de fundador
Fonte: Tecnoblog

Cofundador da OpenAI Ilya Sutskever anuncia saída da empresa

Cofundador da OpenAI Ilya Sutskever anuncia saída da empresa

Ilya Sutskever, centro, anunciou saída da OpenAI e será susbstituído por Jakub Pachocki, primeiro à esquerda(Imagem: Reprodução/X/Twitter)

O cofundador da OpenAI Ilya Sutskever anunciou na noite desta terça-feira o seu desligamento da empresa. Sutskever ocupava o cargo de cientista chefe na companhia que ajudou a fundar. A OpenAI já anunciou um substituto para o seu cargo: Jakub Pachocki, que antes era diretor de pesquisa na empresa.

Ao contrário da polêmica saída e recontratação de Sam Altman em 2023, o desligamento de Ilya Sutskever acontece em termos amigáveis — pelo menos é o que parece, vide as publicações dos colegas nas redes sociais. Jan Leike, que auxiliava Sutskever na divisão de compliance da OpenAI, também saiu da empresa.

O cofundador da companhia divulgou o seu desligamento através do X/Twitter, publicando uma nota sobre o caso e uma imagem com as principais lideranças da empresa: o presidente Greg Brockman, o CEO Sam Altman e a CTO Mira Murati — que tomou a frente da apresentação realizada pela OpenAI na segunda-feira. Na foto também está o substituto de Ilya, Jakub Pachocki.

Tweet de Ilya Sutskever sobre sua saída da OpenAI (Imagem: Reprodução/X/Twitter)

Na nota de despedida, Sutskever destaca a evolução da OpenAI nos últimos anos e explica que seu próximo passo será um projeto com significado muito pessoal, mas que mais detalhes serão revelados em um momento no futuro.

Reações de colegas ao seu desligamento

Sam Altman, CEO da OpenAI e um dos fundadores ao lado de Ilya Sutskever, também usou o X/Twitter para comentar a saída do colega. Altman elogiou o legado de Sutskever e afirmou que a empresa não seria o que é hoje sem ele.

O CEO também disse que o cofundador da OpenAI é uma das maiores mentes desta geração e um amigo querido. A afirmação de amizade sugere que Altman realmente perdoou Sutskever. Em novembro de 2023, Ilya tomou o lado da conselheira da OpenAI Helen Toner na disputa de comando dentro da companhia, o que levou à demissão de Sam Altman.

Sam Altman, CEO da OpenAI, disse que Sutskever foi fundamental para a OpenAI chegar onde está (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Porém, dias depois, Sutskever se arrependeu do apoio e foi um dos 700 funcionários a assinar a carta pedindo a volta de Altman. O CEO retornou ao cargo quatro dias depois da demissão e Ilya saiu do conselho.

O presidente da OpenAI, Greg Brockman, também agradeceu ao amigo pela sua contribuição na empresa. Jakub Pachocki, que foi promovido ao cargo da empresa, destacou a visão de Sutskever sobre o futuro de deep learning e disse que o ex-chefe foi um mentor nesse tópico. Murati não se pronunciou sobre a despedida

Com informações: Ars Technica, TechCrunch e Reuters
Cofundador da OpenAI Ilya Sutskever anuncia saída da empresa

Cofundador da OpenAI Ilya Sutskever anuncia saída da empresa
Fonte: Tecnoblog

OpenAI reclama de violação de direitos autorais no Reddit

OpenAI reclama de violação de direitos autorais no Reddit

OpenAI pediu que r/ChatGPT removesse seu logo, mas chegou a um acordo com moderadores do fórum (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

A OpenAI fez uma denúncia de violação de direitos autorais para o Reddit, pedindo que subfórum r/ChatGPT parasse de usar o logo da empresa. Os moderadores da comunidade divulgaram a mensagem enviada pelo Reddit, na qual eles tinham até o dia 16 de maio para trocar a imagem de perfil do subreddit (nome dado para os fóruns dentro da plataforma). Nesta sexta-feira, os moderadores divulgaram que chegaram a um acordo com a OpenAI.

O caso chamou a atenção da mídia e dos próprios usuários do r/ChatGPT pelo histórico judicial da OpenAI. A empresa é alvo de diversos processos e de críticas por ter usado conteúdo protegido por direitos autorais para treinar a sua inteligência artificial. No subreddit, usuários fizeram piadas e críticas com essa reclamação de violação de direitos autorais.

OpenAI reclama, mas libera uso do logo

Mensagem do Reddit para moderadores avisa que houve uma reclamação de direitos autorais pela imagem de perfil do fórum (Imagem: HOLUPREDICTIONS/Reddit)

A mensagem do Reddit para os moderadores do r/ChatGPT foi enviada na quinta-feira (9). Mas já nesta sexta-feira (10), os mods do fórum revelaram que a OpenAI autorizou o uso do logo. A única exigência da empresa é que a descrição do subreddit destaque que a imagem é usada com autorização e que todos os direitos da marca pertencem à OpenAI.

A condição da empresa é estranha, visto que antes mesmo do pedido de remoção da imagem o sub já informava que não tinha nenhuma relação com a OpenAI.

OpenAI autoriza uso de seu logo, mas desde que o r/ChatGPT informe que ela é a detentora dos direitos da imagem (Imagem: Reprodução/Reddit)

Críticas de usuários pelo pedido

O pedido de troca de imagem do fórum causou uma reação negativa dos usuários do r/ChatGPT. Alguns deles criticaram que a OpenAI, alvo de processos e acusações de treinar a sua IA com conteúdo protegido, estava agora reclamando de uso indevido de sua marca.

Na publicação do aviso, um usuário comentou que não seria inteligente a OpenAI começar a aplicar pedidos de proteção de seus direitos autorais. Outro disse que a empresa “realmente se importa com direitos autorais, quando são os dela”.

Autor de Game of Thrones processa a OpenAI

George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo, adaptada para a TV em Game of Thrones, é um dos membros do sindicato de autores americanos (Authors Guild) que está como requerente em uma ação contra a OpenAI. O sindicato acusa a empresa de violar direitos autorais para treinar o ChatGPT.

O jornal New York Times também está processando a OpenAI. O veículo, assim como o Authors Guild, afirma que a empresa utilizou usou conteúdo protegido sob direitos autorais no desenvolvimento da sua IA.

As reclamações e críticas não ficam só na parte de texto. Artistas visuais também acusam a OpenAI de usar suas artes para treinar o Dall-E, IA generativa de imagens. Já o Google deu um aviso para a rival: usar seus vídeos para treinar a Sora viola a política de uso do YouTube.

Com informações: 404 Media e The Verge
OpenAI reclama de violação de direitos autorais no Reddit

OpenAI reclama de violação de direitos autorais no Reddit
Fonte: Tecnoblog

Medo do Google pode ter levado Microsoft a investir na OpenAI

Medo do Google pode ter levado Microsoft a investir na OpenAI

Em emails divulgados em processo contra o Google, Nadella cita preocupação de estar muito atrás do Google em IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Em email revelado nesta semana mostra que, possivelmente, o medo do Google fez a Microsoft investir na OpenAI, criadora do ChatGPT. Kevin Scott, chefe de tecnologia (CTO) da Microsoft, destacou em conversa com Satya Nadella, CEO da big tech, e Bill Gates como a rival estava avançado em inteligência artificial, além de destacar o projeto da OpenAI.

O email foi mostrado durante o processo antitruste contra o Google e possui uma enorme parte censurada Contudo, o título foi revelado: “reflexões sobre a OpenAI”, em tradução livre (“Thoughts on OpenAI, no original). Para bom entendedor meia palavra basta, só que a resposta de Nadella e o timing do investimento da Microsoft quase forma uma palavra completa.

No texto, enviado no dia 12 de junho de 2019, Scott explica seu ponto de vista sobre o desempenho do Google (com Deep Mind e Google Brain) e da OpenAI em processamento de linguagem natural (NLP). O CTO relata que a Microsoft tem dificuldades técnicas em replicar o desempenho da concorrente, lembrando que demorou seis meses para replicar o BERT, modelo do Google, enquanto a rival já estava estudando meios de escalonar a tecnologia e ampliar o treinamento.

Satya Nadella encaminha em cópia para a chefe de finanças (CFO) Amy Hood, dizendo que o email “explica por que eu quero que nós façamos isso e também por que nós teremos que garantir que a turma de infra execute”.

O “isso” que Nadella quer fazer não foi revelado — deve estar na parte censurada. Porém, um mês depois dessa troca de emails, a Microsoft anunciou um investimento de 1 US$ bilhão na OpenAI. O objetivo do aporte era ajudar no desenvolvimento de uma IA geral.

Foto divulgada pela Microsoft em julho de 2019 mostra Sam Altman, fundador da OpenAI, com Satya Nadella, semanas depois da troca de emails (Imagem: Divulgação/Microsoft)

Investimento da Microsoft rende frutos antes do Gemini

Tem um ditado que o mundo não gira, mas capota. Ao lermos os conteúdos dos emails, provavelmente esse foi o primeiro pensamento que veio à sua cabeça. Pouco depois do boom do lançamento do ChatGPT e do Bing Chat (agora Copilot), o Google acelerou seus projetos de IA e trouxe o Bard (hoje Gemini), para rivalizar com a OpenAI e Microsoft.

No início da corrida entre Gemini e ChatGPT, o Google estava muito atrás, com relatos de que seus funcionários acharam o lançamento da IA generativa e de busca muito apressada — além de outras críticas. Agora, o cenário está melhor para o Google, ainda que atrás da Microsoft. A empresa de Bill Gates está adiantada na oferta de serviços do Copilot integrado a seus outros produtos, como os programas do pacote Office (Word, Excel, PowerPoint) e o Windows 11.

Contudo, o LLM do Google é utilizado no Galaxy AI, IA da Samsung integrada aos smartphones Galaxys topo de linha, e será usado nos celulares da OnePlus e Oppo. A Big G está próxima de fechar um contrato com a Apple para licenciar o Gemini no iOS — só que a OpenAI também está dentro dessa disputa.

Com informações: Business Insider e The Verge
Medo do Google pode ter levado Microsoft a investir na OpenAI

Medo do Google pode ter levado Microsoft a investir na OpenAI
Fonte: Tecnoblog

ChatGPT linkará artigos do Financial Times em suas respostas

ChatGPT linkará artigos do Financial Times em suas respostas

OpenAI e jornal Financial Times firmam parceria para treinamento do ChatGPT e créditos nas respostas da IA (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

O Financial Times, jornal focado em economia, anunciou nesta segunda-feira (29) uma parceria com a OpenAI. Esse acordo entre as duas empresas permitirá que o ChatGPT responda aos usuários linkando artigos do jornal. Além disso, a IA generativa usará os conteúdos publicados pelo Financial Times para seu treinamento.

No comunicado, o jornal não divulgou os valores envolvidos nesse acordo. Contudo, dado o histórico das outras parcerias entre OpenAI e agências de notícia, é especulado que a empresa de IA fez um pagamento único pelo histórico de publicações.

Já os artigos atuais e futuros serão licenciados anualmente. Essa parte de licenciamento foi explicado pelo Financial Times, mas sem revelar a duração do acordo. O comunicado não informa quando o ChatGPT começará a divulgar os links do Financial Times em suas respostas. Nos testes feitos pelo Tecnoblog, não apareceu nenhum crédito para o site nos prompts usados.

OpenAI firmou acordo similar com outras empresas

OpenAI fez acordo parecido com outros veículos de notícias (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Em dezembro de 2023, a OpenAI firmou um acordo parecido com a Axel Springer (dona do Business Insider e Politico), Bild e Welt. A parceria também permitirá que a empresa de IA use os conteúdos desses veículos para treinamento do ChatGPT, além de dar créditos para os artigos nas respostas.

A ideia dessas parcerias é que o ChatGPT aprenda a partir de fontes mais confiáveis e com mais autoridade sobre determinados assuntos. Afinal, o modelo de linguagem é treinado a partir de conteúdos da internet, podendo usar como fonte sites de baixa qualidade.

Em fevereiro, a Microsoft e o site Semafor assinaram uma parceria para usar IA na criação de resumos de notícias. A inteligência artificial criará um análise das notícias, contextualizando os fatos e explicando eventos anteriores. Já a agência de notícias Associated Press tem um acordo que permite usar seus conteúdos para treinar o ChatGPT.

Parcerias contrastam com reação de outros jornais

O acordo da OpenAI com alguns veículos contrasta com os processos abertos pelo New York Times, The Intercept e outros jornais. Essas empresas acusam a OpenAI de violação de direitos autorais, usando seus artigos para treinar o ChatGPT.

Com informações: The Verge, The Financial Times e Reuters
ChatGPT linkará artigos do Financial Times em suas respostas

ChatGPT linkará artigos do Financial Times em suas respostas
Fonte: Tecnoblog

YouTube faz alerta à OpenAI sobre usar seus vídeos para treinar a Sora

YouTube faz alerta à OpenAI sobre usar seus vídeos para treinar a Sora

CEO do YouTube destaca que usar vídeos da plataforma para treinar IAs viola termos de uso do site (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Neal Mohan, CEO do YouTube, disse nesta quinta-feira (4) que a OpenAI não pode usar os vídeos do YouTube para treinar a Sora, sua IA generativa de vídeos. Em um evento organizado pela Bloomberg, Mohan destacou que os termos de uso da plataforma proíbem que os conteúdos da plataforma sejam usados para treinar modelos de IA. A declaração do CEO pode parecer protecionismo, mas tem um motivo justo.

Ainda que os interesses de IA do Google sejam um dos motivos de proibir a rival de treinar a Sora, Mohan destaca que os termos de uso servem para proteger o conteúdo publicado pelos usuários. Ou melhor, eles precisam ser seguidos pelos dois lados: YouTube e canais.

Deixando de lado as justiças ou injustiças em monetização, o CEO do YouTube diz que quando um criador sobe um vídeo na plataforma, ele espera que os termos de uso sejam respeitados. Isso inclui proteger o conteúdo de ser baixado ilegalmente ou do seu texto ser transcrito — o que poderia treinar IAs generativas de texto, como ChatGPT ou Claude.

Sam Altman e ninguém revela, mas há acusações de que ChatGPT foi treinado com conteúdo sob direitos autorais (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

OpenAI é acusada de treinar ChatGPT com materiais protegidos

A fala de Mohan não é dita ao acaso. A OpenAI é alvo de processos na qual é acusada de usar material protegido por direitos autorais para treinar o ChatGPT. Entre alguns dos autores de processos deste tipo estão: o jornal The New York Times, a humorista Sarah Silverman, George R.R. Martin (autor de As Crônicas de Gelo e Fogo) e Christopher Golden (autor de Buffy, A Caça Vampiros).

A “matemática” para treinar uma IA generativa eficiente é básica: quanto mais conteúdos ela tiver acesso, mais conhecimento ela terá. As empresas do ramo, e o Google não escapa disso, não são muito abertas sobre as fontes dos treinamentos. Afinal, revelá-las é colocar um alvo para receber um processinho.

Sora cria vídeos em alta qualidade, mas ainda não foi liberada

Sora é capaz de seguir prompts bastante detalhados (Imagem: Reprodução/OpenAI)

A Sora foi anunciada em fevereiro, mas ainda não está disponível para o público. A IA generativa de vídeos está apenas na fase de testes, mas seus primeiros resultados impressionam pelo realismo. E sim, ela mantém alguns erros comuns nas IAs generativas de fotos. A imagem acima foi transformada em GIF para ser exibida no texto, por isso a sua qualidade está reduzida

Com informações: Bloomberg e Android Headlines
YouTube faz alerta à OpenAI sobre usar seus vídeos para treinar a Sora

YouTube faz alerta à OpenAI sobre usar seus vídeos para treinar a Sora
Fonte: Tecnoblog

OpenAI tenta convencer estúdios de Hollywood a usarem Sora

OpenAI tenta convencer estúdios de Hollywood a usarem Sora

Cena criada usando Sora é realística e rica em detalhes (Imagem: Reprodução/OpenAI)

A OpenAI está em busca de parcerias para colocar o Sora, seu modelo gerador de vídeo, na indústria do entretenimento. A empresa marcou reuniões com estúdios, executivos e agências de talentos de Hollywood para apresentar a inteligência artificial e encorajar produtores a integrar a ferramenta a seus trabalhos.

As informações são de uma reportagem da Bloomberg, que ouviu fontes com conhecimento do assunto. Os contatos começaram no fim de fevereiro, com conversas para apresentar o produto, comandadas por Brad Lightcap, diretor-chefe de operações. Depois disso, Sam Altman, CEO e cofundador da OpenAI, esteve presentes em eventos relacionados ao Oscar.

Sora é capaz de seguir prompts bastante detalhados (Imagem: Reprodução/OpenAI)

A OpenAI anunciou o Sora em fevereiro, dizendo que a ferramenta é capaz de gerar até um minuto de vídeo em Full HD, partindo apenas de pedidos e descrições em texto. A ferramenta ainda não foi liberada para o público geral, mas atores e diretores de cinema famosos já têm acesso ao modelo.

Em um comunicado enviado à Bloomberg, a OpenAI confirma estar trabalhando com a indústria cinematográfica para desenvolver o Sora — isso seria, inclusive, uma “estratégia deliberada” para testar a segurança e as capacidades do modelo.

Atores já criticaram possibilidade de usar IA em filmes

O assunto pode gerar polêmica — o que não é novidade para a inteligência artificial. Em julho de 2023, os atores de Hollywood entraram em greve, e o sindicato da categoria acusou estúdios de quererem gerar “réplicas digitais” usando IA. Assim, as empresas poderiam usar as imagens e as vozes dos atores eternamente, sem precisar pagar por isso.

Nem todo mundo na indústria está contra a IA, no entanto. James Cameron, diretor de Titanic e Avatar, disse, no ano passado, que tecnologias do tipo podem ajudar cineastas no começo da carreira, quando eles ainda não têm acesso a grandes orçamentos.

O Sora também causa alguma desconfiança no que diz respeito a como ele vai lidar com nudez e direitos autorais. Em entrevista ao Wall Street Journal, Mira Murati, diretora-chefe de tecnologia da OpenAI, não descartou a possibilidade de gerar imagens de nudez com a IA, já que alguns ambientes podem querer mais liberdade artística.

O assunto gera preocupação, uma vez que ferramentas do tipo já foram usadas para criar imagens pornográficas falsas envolvendo pessoas famosas, como a cantora Taylor Swift.

Na mesma entrevista, Murati não foi capaz de dizer quais eram as fontes dos dados usados no treinamento do Sora. A inteligência artificial generativa vem sendo acusada de violar direitos autorais, com vários processos movido por publicações, autores e artistas visuais.

Com informações: Bloomberg
OpenAI tenta convencer estúdios de Hollywood a usarem Sora

OpenAI tenta convencer estúdios de Hollywood a usarem Sora
Fonte: Tecnoblog

Elon Musk promete abrir código de inteligência artificial rival do ChatGPT

Elon Musk promete abrir código de inteligência artificial rival do ChatGPT

Elon Musk fundou a xAI no ano passado, para rivalizar com a OpenAI (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk prometeu abrir o código do chatbot Grok, criado pela xAI, empresa de inteligência artificial fundada pelo bilionário em 2023. No início do mês, Musk entrou com um processo contra a OpenAI, acusando a companhia de abandonar a missão de contribuir para o desenvolvimento da humanidade e buscar apenas o lucro. A OpenAI não abre seus modelos.

Musk comunicou a decisão no X (antigo Twitter): “Esta semana, a xAI vai abrir o código do Grok”. Por enquanto, não há mais detalhes de como isso acontecerá, nem quais partes do modelo serão liberadas.

Página inicial do Grok, IA generativa do X/Twitter (Imagem: Reprodução/X)

O Grok foi lançado em novembro de 2023. Ele promete respostas com menos censura do que o ChatGPT e outros concorrentes, além de ser atualizado em tempo real, graças à coleta de publicações de usuários do X. Ainda em fase de testes, o chatbot está disponível para assinantes do pacote Premium+ da rede social X em países selecionados. No Brasil, o Premium+ custa R$ 84 mensais ou R$ 880 anuais.

Outras empresas também vêm tentando disponibilizar seus modelos para o público geral. É o caso da Meta e da startup francesa Mistral. O Google também liberou para desenvolvedores o modelo Gemma, menos potente que o Gemini. Já a OpenAI não tem adotado esta prática.

Musk acusa OpenAI de trair missão

No início do mês, o dono da xAI entrou com um processo contra a OpenAI. Ele acusa a empresa, o CEO Sam Altman e o presidente Greg Brockman de abandonar a missão original da companhia: criar inteligências artificiais visando o bem da humanidade.

Sam Altman diz que o próprio Musk avaliou que a OpenAI precisaria de mais dinheiro (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Musk é um dos co-fundadores da OpenAI, mas se afastou da instituição em 2018. Ele diz ter ajudado na fundação e no financiamento sob a promessa de que os modelos desenvolvidos seriam disponibilizados gratuitamente.

No entanto, o empreendedor avalia que a companhia se tornou, na prática, uma subsidiária da Microsoft. Ele quer que Altman, Brockman e Microsoft sejam impedidos de ter benefícios financeiros com as tecnologias desenvolvidas.

Dias depois, a OpenAI trouxe a público e-mails em que Musk afirma que a organização precisaria de bilhões de dólares, e que a única forma de conseguir isso seria buscando novas fontes de renda. Em 2019, a instituição sem fins lucrativos OpenAI criou a empresa OpenAI LP, visando lucro. A Microsoft é uma de suas maiores investidoras.

Com informações: TechCrunch, Reuters
Elon Musk promete abrir código de inteligência artificial rival do ChatGPT

Elon Musk promete abrir código de inteligência artificial rival do ChatGPT
Fonte: Tecnoblog